Números míticos: 12 repetições

No seguimento do último post do Prof. Paulo Sena não podia deixar de me referir às 12 repetições: a mais frequente prescrição de exercício em qualquer ginásio.

A única razão válida para propor um número fixo de repetições a um praticante desta actividade é a necessidade de ter um valor de referência a partir do qual deve aumentar a resistência aplicada ao movimento.

Oponho-me à prescrição fixa. O praticante deve ser incentivado a não realizar X repetições. Deve tentar atingir X repetições e fracassar ou, em alternativa, alcançada a Xª repetição deve iniciar a Xª+1.

Irei ainda mais longe: o número de repetições é perfeitamente secundário. São conceitos mais importantes a intensidade do treino e, por associação, o tempo de execução de cada repetição e o tempo em carga. Contudo, em 8 anos de treino foram muito poucas as ocasiões em que ouvi referências a estes termos. Perdeu-se muito tempo a discutir apenas números: repetições e séries.

O tecido muscular esquelético é ignorante: não sabe contar repetições ou séries, tampouco ler o nome dos exercícios. E, sobretudo, não consta que leia muitas revistas de musculação ou os rótulos dos suplementos nutricionais.

3 Replies to “Números míticos: 12 repetições”

  1. Concordo e discordo.
    É verdade que não se torna pertinente para um praticante ou melhor, para o músculo esquelético desse mesmo praticante o número de séries, repetições ou exercícios.
    Mas vejamos a parte psicológica da dona “Adelaide”, ou do sr. “Manel”, em que nós referimos ou prescrevemos 3 séries de 15 repetições, e esses mesmo utentes apenas conseguem executar 13 na segunda e 10 na última. Qual será o efeito psicológico que isso trará para esses dois utentes?
    Há que estabelecer um objetivo concreto e para isso, penso ser necessários métodos concretos.

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  2. concordo com vc, repetiçoes especificas srvem para iniciantes q estao se preparando para uma carga mior e uma intensidade mais untensa, quem ja tem uma “experiencia” maior sabe que repetiçoes nao sao tao importantes e sim a qualidade da execuçao do moviemnto, a a limentaçao e o periodo de descanso. abraço.

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  3. Estou totalmente de acordo. De acordo com a minha experiência e formação tenho vindo a aperceber-me que o mais importante é a duração do estímulo a que o múculo está sujeito com particular ênfase na acção excêntrica do músculo. Está na altura dos profissionais da área do fitness dignificarem a sua profissão e actuarem de uma maneira moral nas suas acções. A nossa área precisa de pessoas competentes e dedicadas que demonstrem que o número de séries, repetições ou tempo no trabalho de cardio fitness não é um número inventado no momento ou uma simples aplicação de chapas compradas na loja dos 300$. Chega de jogar no totoloto na nossa profissão.

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