Ciclismo e Musculação

Paulo Sena em Penafiel
Paulo Sena em Penafiel

No dia 23 de Janeiro desloquei-me a Penafiel, a convite da Associação de Ciclismo do Porto para falar sobre ciclismo e musculação num interessante seminário. Procurei clarificar os mitos de que a musculação nos deixa lentos, pesados e pouco flexíveis. Aliás, os resultados provam o contrário. O problema reside sempre na forma como utilizamos os pesos. Os princípios da relação entre o ciclismo e a musculação, são idênticos na relação da musculação com as diversas modalidades desportivas e que se podem resumir em alguns pressupostos básicos.

Muitos indivíduos procuram imitar movimentos desportivos no ginásio com pesos ou cargas adicionais na esperança que desta forma se tornem mais fortes e mais rápidos nesses movimentos. Não parece que seja esta a via mais adequada, pois o transfer de um movimento desportivo executado com uma bola medicinal para o mesmo movimento efectuado com a bola de jogo, é muitas das vezes negativos no padrão motor que permite por exemplo realizar a tarefa de remate. Claro que, se não houver força suficiente nos músculos, por muito treino técnico que se realize, dificilmente se conseguirá fazer deslocar a bola a grande distância ou grande velocidade.

Para além dos benefícios referidos amplamente no motor-humano, a musculação ajuda o desportista a melhorar o seu desempenho por 3 grandes vias:

  • Aumentando o seu potencial, através da melhoria da força, resistência e flexibilidade dos músculos em todos os ângulos articulares.
  • Ajuda a equilibrar o desenvolvimento muscular.
  • Previne o aparecimento de lesões.

Frequência (só analisando os registos de treino e conhecendo os atletas, poderemos determinar a frequência de estímulos óptima para cada indivíduo) semanal média:

  • 2 a 3 sessões no período não competitivo.
  • 1 sessão no período competitivo.

Treino intenso de duração não muito superior a 30 minutos, minutos centrado nos grupos musculares mais utilizados, nas principais zonas de lesão e nos desequilíbrios musculares, realizando exercícios em amplitude articular total, até à falha muscular, respeitando os princípios de treino.

Com estas bases vos desejo passeios mais fortes de bicicleta!

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