É possível uma equipa à Mourinho no seu ginásio?

Mourinho4
Image via Wikipedia

“A melhor maneira de tu motivares os outros és os outros perceberem a tua própria motivação. É eles perceberem que tu estás motivado todos os dias, que trabalhas com alegria, com dedicação, com motivação, que dás o máximo. É eles verem que, mesmo nos momentos mais difíceis e mais complicados, tu apresentas ainda mais vontade, mais níveis de motivação e de confiança. (…) O líder tem de ter uma força psicológica grande, porque os que são liderados alimentam-se da motivação, dos princípios e dos valores do líder.”

Olhando para esta afirmação de Mourinho à revista Visão, percebe-se que a chave deste treinador de sucesso para atingir o factor tão desejado “motivação” da sua equipa, parte do seu próprio exemplo, a sua própria motivação é o motor, e isso é transmitido à sua equipa. Permite-nos reflectir também, a importância, neste estilo de liderança, sobre o papel activo, influente, interventivo que o treinador assume no desempenho da sua equipa.

Enquanto director, coordenador de um ginásio, sente que o seu comprometimento, empenho e motivação são contagiados à sua equipa? Como gere as suas flutuações de empenho, ao longo da semana? Será que existem necessidades em diferentes grupos de trabalho? De que forma as gere no seu dia-a-dia? Na sua equipa os papéis dos seus elementos estão bem definidos, todos sabem o que fazer?

Estes são os desafios que Mourinho, e qualquer líder com responsabilidades sobre uma equipa, seja líder de uma equipa de colaboradores, líder de uma sala de cardio-musculação, líder de aulas de grupo, enfrentam. Desafios que foram percepcionados, durante muito tempo, como “pormenores” mas que estes exemplos mediáticos de sucesso (como a figura de Mourinho), acabam por demonstrar que é o trabalho nestes “pormenores” (o treino de competências individuais e de equipa como a comunicação, capacidade de gestão de conflitos, o trabalho em equipa) que distinguem bons desempenhos de desempenhos excelentes.  

Num contexto actual, onde a palavra crise é emergente, (o poderoso Real Madrid de Mourinho, nega a compra de um 9 a Mourinho), o importante, citando o próprio, em declarações ao diário Marca, é: “… dedicar-me ao que tenho de me dedicar.”; Aproveitando esta afirmação, o principal desafio é aproveitar os recursos e competências de cada elemento da equipa, olhar para dentro, para os “pormenores”, conhecer os seus pontos fortes, os da sua equipa, e OPTIMIZÁ-LOS. Bem como, IDENTIFICAR OS PONTOS MAIS FRACOS, TOMAR CONSCIÊNCIA da sua existência e implicações de forma a INICIAR ACÇÕES no sentido da melhoria desses elementos mais fracos.

Catarina Barriga Negra

Cristina Oliveira

2 Replies to “É possível uma equipa à Mourinho no seu ginásio?”

  1. Caro Fábio,

    muito obrigado pelo seu comentário. Continuarei a publicar esse tipo de textos, vídeos, apresentações em powerpoint e outras formas de comunicação das minhas ideias sobre a indústria do fitness, o treino com pesos, coaching e a relação entre a psicologia e o exercício.

    Espero continuar a “vê-lo por cá!”

    Bons treinos!

    Paulo Sena

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  2. Boa noite!!!

    Chamo-me Fábio Duarte, tenho 26 anos, sou de Castelo Branco, licenciado em Ciências do Desporto, mestrando em Exercício e Saúde (falta entregar a tese) e mestrando em Ensino de Educação Física nos Ensinos Básico e Secundário (comecei em Setembro de 2010), por isso estas temáticas que são aqui abordadas neste blog estão sempre presentes no contexto do meu dia-a-dia.

    Gostaria de lhe dizer que não conhecia este seu blog e que nunca tinha ouvido falar de si…. mas posso seguramente dizer que estou há horas a ler os seus artigos e estou estupefacto com o conteúdo que todos têm…
    Uns mais de carácter informativo… outros mais de carácter apreciativo e crítico mas sempre de forma construtiva. Decerto começarei a consultar o seu blog com muita assiduidade, prova disso porque até já subscrevi a sua newsletter.
    Quero apenas dar-lhe os meus parabéns pelo excelente blog e que decerto lhe vou colocar algumas perguntas futuramente no âmbito da realização da minha tese de mestrado, no sentido de que acredito que tem uma “cultura” técnica sobre a actividade física bastante acima do normal.

    Os meus melhores cumprimentos.

    Fábio Duarte

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