Caixa de Ferramentas do Coach – Disciplina / Controlo

Don´t break the chain. Esta ferramenta foi popularizada pelo ator Jerry Seinfeld. Consiste no seguinte: 1. Escolha um objetivo; 2. Assinale com uma cruz, num calendário bem visível a vermelho, os dias em que trabalhou nesse objetivo; 3. Use a corrente de dias marcados para se motivar. Afixar o calendário num local visível, tipo: porta do frigorífico, espelho da casa de banho, junto do computador, etc. Interessante para autocontrolar a frequência de treino.

pexels-photo-862731.jpegCalendário. Tudo que é agendado, tem maior probabilidade de ser efetuado, por isso a um calendário transformado numa agenda, pode ser uma poderosa ferramenta para levar as ideias à ação. Recomenda-se apenas a utilização de um calendário só para melhor organização das tarefas. Podendo imprimir e colocar nos locais visíveis mais frequentados pelo cliente, fazem recordar a importância das ações, ajudam a controlar processos, ajudam a disciplinar, a criar rotinas. Por outro lado, também conseguem dar uma visão de conjunto e facilitam a utilização da linha do tempo também.

Reforço/recompensas. Os reforços positivos, podem ajudar a consolidar um novo comportamento. No fundo, trata-se de mudar o foco como treinador: apanhar o aluno a fazer algo bem feito em vez de estar constantemente à procura do erro para corrigir. É uma tarefa de elevado grau de dificuldade, pois toda a formação escolar está focada no erro e o treino do professor é procurar tudo o que é negativo.

Associação (criar uma experiência real). Quando queremos mais emoção, quando queremos aceder a determinados estados, vamos imaginar tudo como se estivéssemos realmente a viver a experiência. Um filme 3D tem sempre um grau mais elevado de associação. Se eu estiver a ver um filme sobre mim próprio eu estou dissociado. Ao dialogar com o aluno, podemos ajudar a criar imagens que o façam visualizar-se associado a uma experiência. Aliás, essa é a experiência que o cinema procura para nos levar a entrar no filme. Quando saímos de uma sala de cinema, muitas das vezes ainda temos a sensação que somos o protagonista e o nosso corpo está com sensações provocadas pelo filme.

Dissociação. Um exemplo de dissociação cognitiva é a música durante o exercício físico ou situações de jogo que implicam a realização de repetições de certos exercícios enquanto nos distraímos com jogos de cartas, pontuações por equipas, campeonatos e outras formas competitivas. Se imaginarmos uma experiência negativa como se esta estivesse a ocorrer numa sala de cinema e nós fossemos espetadores e depois afastássemos essa imagem até ela se transformar num ponto e desaparecer, então estamos a eliminar uma má experiência dentro da nossa mente e consequentemente a reduzir o efeito das sensações produzidas por essa experiência. Outro exemplo: se uma rotina de treino tiver uma sequência de repetições do tipo 10+9+8+7+6…+1 cria um efeito mental de afastamento do problema, do esforço, da dor.

Emoções. São um conjunto de informações elétricas e químicas do corpo, são o motor da ação, que geram sensações, por sua vez estimulam pensamentos, que nos levam a determinados comportamentos e consequentes resultados. O problema, o desafio não está no seu controlo, mas sim na sua interpretação. A frequência cardíaca, a respiração, o calor/frio, transpiração e outras reações corporais, são até idênticas em situações de nervosismo e excitação, tudo depende da interpretação que fazemos.

Regra dos 5 segundos. Robbins (2017) usa uma simples técnica mental para enganar o nosso cérebro. A autora usou em si mesma, numa fase inicial, para se levantar da cama em vez de desligar o despertador e continuar a dormir. É tão simples como fazer mentalmente uma contagem decrescente como se se tratasse de um foguetão a descolar: 5… 4… 3… 2… 1… para iniciar a uma ação ou parar uma ação. Curiosamente parece resultar e é muito subtil porque ninguém percebe que o estamos a fazer.

Psych-K®. Desenvolvida em 1988 por Robert Williams ao constatar que as técnicas convencionais que se baseiam na introspeção, autoconhecimento e na motivação eram ineficazes, desenvolveu uma abordagem direcionada ao inconsciente. De facto, a autoimagem pode ser auto sabotadora de processos de mudança. A Psych-K pretende ser uma ferramenta cujo objetivo é eliminar as crenças negativas do nosso inconsciente, as crenças que colocam limites ao nosso potencial. Procura mudar a programação, usando testes musculares (algo que não tem muito suporte científico) para: a) detetar presença de stress no inconsciente; 2) identificar verdade inconsciente; 3) um sistema conveniente de comunicação “sim/não”.

Referências Bibliográficas

Robbins, M. (2017). The 5 Second Rule: Transform Your Life, Work, and Confidence with Everyday Courage. Savio Republic.

Williams, R. (2008). PSYCH-K … The Missing Piece Peace in Your Life!. Crestone: Myrddin Publications.