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A Visão de Mark Rippetoe do Treino Funcional

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Neste vídeo, Mark Rippetoe* aborda aquilo que agora se designa por treino funcional. Procurei resumir aqui a sua intervenção,  porque a visão atual do treino funcional me parece um enorme saco onde cabe tudo sem grande fundamento científico ou empírico e porque é importante dar uma visão diferente daquela em que vemos treino funcional como um conjunto de exercícios onde se usam plataformas instáveis e elásticos, com movimentos de rotação e uni-laterais. Raramente se abordam no treino funcional situações como caminhar, levantar peso do chão, transportar peso, colocar peso acima da cabeça ou mesmo agachar contra uma resistência significativa. Será que convém ao treino funcional evitar movimentos clássicos e exercícios com pesos porque dessa forma não vende elásticos, bolas, barreiras e escadas de coordenação?

Para refletir, ficam então as ideias do autor que começa com algumas definições:

Treino de Força – Implica expor o corpo a um stress que envolve produção de força. O treino de força produz alterações estruturais no corpo. Músculos maiores, ossos mais densos, alterações no tecido conjuntivo, controlo metabólico, eficiência neuromuscular. O processo de aumento de força demora mais mas mantém-se mais tempo.

A endurance, fundamentalmente se baseia em manipular a química, produzindo alterações metabólicas. O processo de melhoria de endurance, é mais rápido, mas desaparece mais rápido.

Skill (habilidade motora; técnica) –  É a capacidade de repetir um padrão motor que está dependente de precisão.

Rippetoe vai buscar o exemplo provocador da maratona e do beisebol. Sobre os quais tece os seguintes comentários:

Mark Rippetoe conclui:

A prática/treino, tem de ser específico para o evento.

O treino tem de ser específico para a adaptação que queremos.

Existe força para beisebol? Não! Existe forte!

Agachamos, fazemos peso morto, press, supino para ficarmos fortes.

Se queremos tornar alguém mais forte não adicionamos gramas ao taco ou à bola.

Por isso, o treino funcional não é treino nem prática. Nem é skill specific nem melhora força. Por isso é uma perda de tempo. Todos os atletas sabem que é uma perda de tempo.

Polémico como sempre, mas toca na “ferida” das definições, no problema do transfer dos exercícios realizados sob o tema “treino funcional” e na falta de respeito para com a anatomia e as leis da física.

*Treinador há mais de 40 anos e autor de vários artigos e do livro mais famoso de treino de força: Starting Strength.

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