Podcast Actina e Miosina – #15 – O Segredo da Longevidade de Eduardo Fonseca na Atividade Física e Desportiva

A internet, o CINEMA, os ÍDOLOS, funcionam muitas vezes como MOTIVAÇÃO EXTRÍNSECA para iniciar ou manter uma atividade.
Aprendemos a gostar do treino quando FOCADOS nas sensações e na ASSOCIAÇÃO com os BENEFÍCIOS ESTÉTICOS, DE SAÚDE E PERFORMANCE, que vamos observando no corpo.
Ajuda ter PARCEIROS de treino e AMBIENTE propício com boa disposição.
Pessoas como o Eduardo preferem depender mais de si próprios, preferem atividades de índole individual.
As atividades individuais e coletivas funcionam de forma diferente em termos mentais.
As PESSOAS que nos rodeiam, as pessoas que encontramos pelo caminho são peça fundamental na manutenção de qualquer processo. Na atualidade a existência dos telemóveis tende e retirar a INTERAÇÃO DIRETA com pessoas e a desenvolver relações mais profundas com treinadores e colegas nos espaços de treino.
A PARTILHA DE OBJETIVOS, a partilha de PROBLEMAS que outros já resolveram, pode ajudar-nos a ultrapassar as dificuldades.
O foco no treino, na execução TÉCNICA, no setup antes de cada movimento, não impede que os momentos de pausa sejam para DISSOCIAR COGNITIVAMENTE das sensações de esforço. Mas para alguns, mesmo esses momentos, são de foco no processo que decorre. Há gente que nesses momentos está a VISUALIZAR a próxima série.
Mesmo aqueles que não têm uma objetivo competitivo, acabam por ter uma VISÃO daquilo que gostariam de conseguir, mesmo não tendo o compromisso com o processo.
Em todos os processos de atividade física e de treino, os RESULTADOS alimentam a continuidade.
PROGRESSO É IGUAL A SUCESSO. O progresso na aprendizagem de uma técnica numa arte marcial, o progresso na distância percorrido, nas repetições, no peso movimentado, é como um alimento.
Desenvolver um processo de CURIOSIDADE, de DESCOBERTA dentro da atividade realizada, ajuda a progredir, a compreender e a gostar mais da atividade.
Aprendemos a gostar muitas vezes porque criamos ASSOCIAÇÕES MENTAIS POSITIVAS com aquilo que estamos a fazer, com o ambiente físico, com o ambiente social e mesmo com as sensações de esforço.
O processo de descoberta pode ser visto como uma aventura que gera uma espécie de adição.
Procurar um TREINADOR que ajude na evolução técnica e na resolução daqueles problemas para os quais não encontramos soluções. Procurar uma pessoa que tenha muitas EXPERIÊNCIAS e nos MUDE O FOCO, ajuda sempre a sair do beco sem saída.
A informação que vamos aplicando gera conhecimento e isso gera um estado de CONFIANÇA. No fundo sentimos que conseguimos PREVER O FUTURO. Sim, prever o futuro porque identificamos padrões, porque temos quase a certeza que ao aplicar determinado método ele vai produzir um estado e um resultado futuro.
Nas FÉRIAS ou periodicamente devemos FAZER ALGO DIFERENTE, sair do contexto para recuperar física e mentalmente. Da mesma forma que nem sempre podemos bater recordes ou estar nos limites.
Quando algo é novo, gera em muitos casos, curiosidade e inicia-se um processo onde há progresso na descoberta. Mas se procurarmos constantemente algo novo, o mini-progresso efetuado irá gerar frustração porque acabamos sendo medíocres em cada atividade ou exercício que iniciamos. Funciona como uma aprendizagem das regras de um jogo que largamos após 2 ou 3 tentativas.
A melhor forma de DOMINAR algo, é ENSINAR e nesse sentido, a partilha do pouco que sabemos a um amigo, a um familiar, ajudará na estruturação do pensamento e nas reflexões que fazemos do processo de treino, das técnicas e do caminho escolhido.
A procura e obtenção de informação específica e mais profunda sobre a atividade que estamos a realizar, gera confiança, dá uma sensação de segurança que nos permite relaxar e ter uma visão diferente da modalidade desportiva que praticamos.
TÉCNICA! TÉCNICA! TÉCNICA! Se o progresso inicial se faz muito pela evolução na técnica, a LONGEVIDADE e manutenção de um processo de treino ou da regularidade na atividade física, a melhoria técnica permite POUPAR ENERGIA e realizar os movimentos de forma mais DESCONTRAÍDA, criando mais associações positivas com aquilo que fazemos.
Se criamos muitas ASSOCIAÇÕES POSITIVAS, a probabilidade de repetir a tarefa, a motivação aumenta.
Ser diferente, cria valor.
As medalhas simbolizam algo, possuem uma história por trás. Por vezes a banalização do prémio, do mérito não gera ímpeto, não gera uma motivação para ir atrás do objetivo.
Nos MOMENTOS DE PARAGEM, motivados por uma lesão, por doença, por ausências da prática desportiva, iniciamos de novo um processo. Facilita ter conhecimentos anteriores dessas situações. Facilita falar com pessoas que tiveram processos similares para identificar algumas estratégias que eles usaram e nos podem ser úteis.
Numa retoma do processo de treino, é fundamental o FOCO NO PRESENTE e menos no resultado. Procuramos aqui ABANDONAR A DOR. Existe MAIOR VALORIZAÇÃO DO ESTADO DE SAÚDE. Também existe MENOS PRESSÃO CONNOSCO próprios, somos mais delicados connosco, MAIS COMPREENSIVOS. Gera-se aqui uma oportunidade de corrigir erros do passado. Temos uma oportunidade para fazer melhor. Conseguimos filtrar os processos de treino e IDENTIFICAR PRIORIDADES. Com estas experiências e com mais anos de treino, conseguimos identificar melhor as coisas importantes e DEITAR FORA O LIXO. O FOCO NUMA COISA DE CADA VEZ, permite um progresso mais significativo e volta a gerar confiança. Com o tempo conseguimos encontrar simplicidade.
Cada modalidade desportiva tem uma ESPECIFICIDADE. Por vezes banaliza-se o tempo necessário para aprender uma técnica, para aprofundar.

APRENDER A FAZER KETTLEBELLS É APRENDER A NÃO FAZER NADA 🙂