Números míticos: 12 repetições

No seguimento do último post do Prof. Paulo Sena não podia deixar de me referir às 12 repetições: a mais frequente prescrição de exercício em qualquer ginásio.

A única razão válida para propor um número fixo de repetições a um praticante desta actividade é a necessidade de ter um valor de referência a partir do qual deve aumentar a resistência aplicada ao movimento.

Oponho-me à prescrição fixa. O praticante deve ser incentivado a não realizar X repetições. Deve tentar atingir X repetições e fracassar ou, em alternativa, alcançada a Xª repetição deve iniciar a Xª+1.

Irei ainda mais longe: o número de repetições é perfeitamente secundário. São conceitos mais importantes a intensidade do treino e, por associação, o tempo de execução de cada repetição e o tempo em carga. Contudo, em 8 anos de treino foram muito poucas as ocasiões em que ouvi referências a estes termos. Perdeu-se muito tempo a discutir apenas números: repetições e séries.

O tecido muscular esquelético é ignorante: não sabe contar repetições ou séries, tampouco ler o nome dos exercícios. E, sobretudo, não consta que leia muitas revistas de musculação ou os rótulos dos suplementos nutricionais.