Saltos Verticais Necessitam Força

A capacidade de saltar na vertical sem corrida de balanço, impressiona qualquer um. É um teste muito utilizado há anos. Se querem perceber o potencial para o desenvolvimento de força e velocidade de um indivíduo, este teste fácil de executar, dá-nos uma excelente ideia, porque ao longo destes 25 anos a lecionar aulas de educação física no ensino secundário, pude verificar uma correlação direta com níveis de força nas flexões de braços e agachamentos, bem como na performance no teste de 40m.

Acabei pesquisando um pouco por curiosidade, a performance de alguns atletas que é pública ou se tornou viral na internet. Encontramos uns resultados incríveis.

Um Jogador de Futebol Americano

Byron Jones 1,85m 90kg (dados oficiais do Combine NFL)

Salto horizontal 3,73m

Salto vertical 1,13m

Um Jogador de Basquetebol 

Justin Anderson 1,98m 104kg (dados oficiais do Combine NBA)

Salto horizontal 2,56m

Salto vertical 96,5cm

Um Jogador de Voleibol

Leonel Marshall Jr. 1,86m 86kg

Registos dizem ter alcançado 3,93m num remate.

Podem não ser reais, mas conhecendo a altura da rede (2,43m) e observando diversas imagens deste atleta no bloco e no remate, impressionam o alcance. Aliás, os jogadores de voleibol demonstram saltos verticais quase sem balanço, verdadeiramente impressionantes.

Um Jogador de Futebol

Dos craques de futebol, não encontramos muitos registos rigorosos. Mas os que mais se popularizaram, foram os do:

Cristiano Ronaldo 1,89m 85kg

Salto com balanço 78cm (Embora os testes sejam diferentes a diferença de performance é evidente).

Existem outros registos referindo 71cm no salto vertical.

Termino com este salto de Evan Ungar (1,79m de estatura), diretamente do Livro do Guiness  saltou 1,61m e aterrou em cima da pilha de pesos sem corrida de balanço.

Algo que verificamos, é que os atletas mais altos nas suas modalidades, não são os que mais saltam.

Fica a publicidade porque não havia vídeo nessa altura: Paulo Sena (174cm de estatura e cerca de 77kg) aos 16 anos fazia 150cm de salto tesoura sem colchão e tocava no aro de uma tabela oficial de basquetebol. Bons tempos! 🙂

Haverá alguma relação com o treino de força? Isso não sei, mas todos estes atletas são conhecidos por bom desempenho na guerra com os pesos dentro do ginásio, porque a força é a capacidade motora base de todas as outras.


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Saturday squats! 6×3 319lbs. 3 weeks out from my jump on TV in the Netherlands!! #MakeTheDecision #jumptheworld #jumpman #GuinnessWorldRecord #worldrecord

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Manifesto da “Nova” Tele-Escola

Em 1981-1892, tinha eu 11 anos, era aluno do atual 6º ano, chegava a casa depois das 14h, pegava na comida que a minha mãe deixava, aquecia e sentava-me diante da televisão. A emissão abria às 18 mas durante a tarde mostrava a “mira técnica” e de tempos em tempos, passavam umas aulas que me ajudavam a consolidar a matéria das aulas. Bons tempos! 🙂

Compreendo que haja muita paixão pela função docente e alguma animação por podermos lecionar a partir de casa, mas temos uma realidade que em alguns casos tem impacto similar às Grandes Guerras. A interrupção dos Jogos Olímpicos ocorre apenas agora pela terceira vez, o impacto económico e social estão a ter uma dimensão mundial. Falta saber o impacto pós COVID19.
Há mais vida para além da escola. A prioridade é a VIDA, a SAÚDE das pessoas. Embora a envolvência em projetos, ter objetivos de vida e manter a mente ocupada, sejam condutas que podem contribuir para a sanidade mental, não podemos ter os processos escolares como prioridade nesta fase complicada.
A realidade social é muito peculiar, com familiares separados, doentes, inúmeras pessoas já em situação de desemprego e outras em vias disso. É duro!
A FISIOLOGIA E A SEGURANÇA foram nitidamente colocadas em causa e estão sempre antes do processo escolar.

Alguns pressupostos que procuro agora ter em conta:

1. Não sabemos se teremos estas circunstâncias para 100 dias (minha previsão) ou algo mais duradouro ainda.
2. O tele-trabalho implica ferramentas de comunicação. Os cursos online não são novidade. Existem diversas plataformas com cursos online a funcionar com algum êxito e nos podem servir de referência: Udemy, LearningWorlds, ThinkIFic, Teachables, etc. Conhecem? Dêem uma olhadela.
3. Embora a via principal seja através da rede de internet, esta está cada vez mais lenta, até porque aumentou a utilização de ligações vídeo que ocupam mais largura de banda. É mais uma vez um fenómeno global.
4. Tenham ou não tenham computador, os alunos, têm circunstâncias diversas que temos de ter em conta. Há casos de 4 ou mais pessoas a terem de usar um computador. As tarefas não podem exigir elevados tempos de permanência ao computador.
5. Neste momento parece que temos uma grande maioria de alunos com smartphone (embora sempre condicionados à capacidade da máquina).
6. Felizmente a maioria das pessoas já tem acesso à internet. Mas nem todos. Provavelmente, em algumas tarefas, só será necessária para aceder à própria tarefa, mas não para a realização da mesma.
7. O ENSINO À DISTÂNCIA É DIFERENTE DO ENSINO PRESENCIAL. Se calhar, quem nos pode ajudar são os colegas que ainda participaram no sistema antigo da tele-escola. Se procurarmos ensinar à distância da mesma forma como o fazemos de forma presencial, será o caos e o fim da sanidade mental do professor. Não é viável!
8. Partilho a minha experiência nacional e internacional de alguns anos com aulas à distância (embora com adultos). O sistema que encontramos como tendo alguma eficácia, passou sempre por um processo similar a este:
A – Eventual CONFERÊNCIA online (aula ou resumo de pontos essenciais de um tema);
B – Gerar TAREFA;
C – Criar uma forma de CONTROLO da tarefa e criar DATA de entrega e critérios de AVALIAÇÃO;
D – Criar um momento de TUTORIA ou ter uma FERRAMENTA DE COMUNICAÇÃO ÁGIL E FACILITADORA para acompanhar o desenvolvimento, controlo das tarefas e dúvidas dos alunos. Nesse aspeto, esta é a altura de aproveitar as potencialidades das REDES SOCIAIS (se os chefes de estado comunicam connosco por essas vias, nós também temos de aproveitar essa oportunidade; já era hora!).
E – Ter uma reunião de docentes com a periodicidade adequada ao curso para coordenar processos.
F – Um agente LÍDER, terá de planear, organizar, liderar e controlar o processo com a ajuda de toda a equipa.
9. É oportunidade de ouro para ensinarmos os alunos a utilizar a internet e redes sociais de uma forma útil e positiva.
10. Só para lembrar: mais importante do que o domínio cognitivo, é o domínio atitudinal. Queremos boas pessoas, alegres e dispostas a ajudarem-se mutuamente. Uma vez que os alunos continuam a passar imenso tempo connosco, é nossa MISSÃO zelar pela CIDADANIA nestes momentos difíceis.

Há mais vida para além da escola. Está na hora de ajudar a mudar positivamente o sistema escolar, cujos processos se mantêm quase inalterados muito antes da revolução industrial, onde se enfatizou a necessidade de padronização e obediência, onde todos têm de saber o mesmo, independentemente das realidades e diferentes necessidades.

Ficam algumas questões:

Ficará a escola igual depois destes acontecimentos globais e desta experiência particular de ensino? E a forma como socializamos?

Alguém previu há uma década atrás que hoje poderíamos usar smartphones com tanta capacidade?

Conseguem prever hoje o trabalho e profissões daqui por 10 anos?

Gostariam de ter um filho médico no “campo de batalha” atual?

Se educar é preparar para a vida, que tal cada professor aproveitar os conteúdos da sua disciplina e… Em vez de pensar em dar matéria para um exame, pensar: Como posso ajudar estes jovens nestes tempos a lidarem melhor com tudo isto e a estarem melhor preparados para o que possa vir?

Em 2014 o mercado europeu pedia CONSCIÊNCIA E ATITUDE COMERCIAL, COMUNICAÇÃO, LIDERANÇA, TRABALHO EM EQUIPA, RESOLUÇÃO DE PROBLEMAS. O que fez a escola para melhorar essas condições de empregabilidade?

Tanto ensino, tanto conteúdo e somos tão vulneráveis a virús orgânicos e digitais 😦

Finalmente acabo com uma frase de Seth Godin:
A escola atual deveria servir para ensinar liderança e resolver problemas interessantes.

Desculpem qualquer coisinha. A começar pela falta de respeito de todas as regras ortográficas e gramaticais convencionadas. Mas… A escrita emocional tem esse impacto em mim.

Que a FORÇA esteja convosco!