Motivação e adesão aos ginásios

Por Nuno Couto e Luís Cid

Carlos Silva, Paulo Sena, Nuno Couto e Luís Cid na defesa pública da Dissertação de Mestrado de Nuno Couto
Carlos Silva, Paulo Sena, Nuno Couto e Luís Cid na defesa pública da Dissertação de Mestrado de Nuno Couto

Basta pesquisar um pouco sobre a investigação realizada acerca da Psicologia aplicada ao Exercício Físico, para verificarmos que o tema da motivação é um dos mais aplicados a este domínio. Esta inclusão surgiu pela tentativa de compreensão do comportamento humano neste contexto específico, onde para muitos, o que é hoje, amanhã já não é! Com isto queremos dizer, e como muitos que agora estão a ler este documento sabem, que quando os indivíduos na sua grande maioria iniciam a prática de exercício num determinado ginásio, fazem-no com determinados objectivos de frequência e participação (adesão), o que passado algumas semanas, ou mesmo dias, esses mesmos objectivos são reformulados, e na sua grande maioria, num sentido desajustado à obtenção dos benefícios, quer físicos, quer psicológicos, que uma prática regular proporciona aos praticantes.

Sabendo nós da elevada influência que os estímulos fornecidos pelo contexto exercem sobre o comportamento dos praticantes, fomos aplicar a Teoria da Autodeterminação ao contexto da prática de exercício físico em ginásios, visto ser uma das mais fortes teorias motivacionais que explica o desenvolvimento e funcionamento da personalidade em contextos sociais através de uma conceptualização multidimensional da motivação que assenta num continuum motivacional que oscila entre as formas menos e mais autodeterminadas (extrínseca vs intrínseca), relacionando assim as suas componentes: necessidades psicológicas básicas (autonomia; competência; relação) e a regulação motivacional com a adesão dos praticantes de exercício físico em ginásio. Esta teoria afirma fundamentalmente que o comportamento intrinsecamente motivado é autónomo e autodeterminado, e que não existem dois pólos motivacionais: motivação extrínseca e intrínseca, mas sim um continuum motivacional, através do qual o sujeito regula o seu comportamento. À medida que possui uma maior índice de autonomia, avança-se no sentido da autodeterminação , ou seja, o comportamento intrinsecamente motivado. No entanto, isto não significa que não possa existir a regressão para um sentido mais externo da motivação, basta que para isso exista menor percepção de autonomia na realização do desse comportamento.

Nesta investigação, participaram 102 indivíduos praticantes de exercício físico num ginásio do distrito de Leiria – Portugal, com uma média de idades de 28.75 anos, sendo 52 elementos do sexo feminino e 50 do sexo masculino. Para o estudo, utilizamos a versão portuguesa do Behavior Regulation Exercise Questionaire (BREQ-2) e do Basic Psychological Needs in Exercise Scale (BNESp), instrumentos que permitiram avaliar a regulação motivacional e a satisfação das necessidades psicológicas básicas, respectivamente. A adesão foi medida através do registo informatizado de presenças dos praticantes ao ginásio durante um período de seis meses.

Os principais resultados indicam a não existência de diferenças na satisfação das necessidades psicológicas básicas de autonomia, competência, relação e na regulação motivacional, independentemente do estado de adesão. Aferimos ainda, que a satisfação das necessidades psicológicas básicas e a regulação motivacional, não exercem influência sobre o tempo médio de cada treino, a frequência semanal e o tempo que praticam exercício físico no ginásio.

Verificamos assim, que neste ginásio, não é por ter mais tempo de prática no ginásio, ou ter um tempo médio de treino superior, que se verificava um maior nível de satisfação das necessidades psicológicas básicas e um maior nível de regulação motivacional. Mas em termos práticos, o que isto significa?

A bibliografia diz-nos que o comportamento autodeterminado associa-se positivamente à manutenção da prática de exercício físico, por outro lado, a menor autodeterminação associa-se a regulação externa do comportamento, o que pode ter consequências negativas sobre o estado de manutenção do comportamento. No entanto, no presente estudo, verificámos uma situação contrária neste ginásio. Contudo, durante a investigação percebemos existir uma elevada satisfação das três necessidades psicológicas básicas e razoáveis valores na autonomia do comportamento, resta-nos questionar sobre a possibilidade de, ao longo do tempo, estes comportamentos se manterem.

Assim e de uma forma mais prática desta exposição, resta-nos reflectir sobre a seguinte questão: como se faz para fazer evoluir e manter um comportamento intrinsecamente motivado em praticantes de ginásio?

  • Promover a satisfação das necessidades psicológicas.

Para promover a necessidade de autonomia, deve-se permitir que os praticantes participem na tomada de decisão sobre as actividades do seu programa de exercício, ou seja, é necessário conhecer as necessidades próprias de cada praticante e proporcionar-lhes um maior controlo sobre as suas acções.

Por exemplo: No início, na chamada fase de adaptação do indivíduo ao ginásio, deve-se proporcionar o maior número de actividades para que este conheça, e dê a conhecer os exercícios favoritos, para que na altura de se prescrever o exercício, se faça a inclusão destes no programa. Seja como for, isto não quer dizer que não seja importante e se deva manter os processos funcionais do exercício, necessários para que o indivíduo atinja os objectivos a que se propôs.

Em termos práticos, podemos dar como exemplo o seguinte: no ginásio existem duas bicicletas, uma reclinada e outra vertical, mesmo tendo solicitações fisiológicas diferentes, a inclusão no programa de exercício da opção que mais agrada ao praticante, contribui de forma bastante positiva para a forma como este realiza o comportamento.

Para a promoção da necessidade de competência, deve-se orientar as pessoas para uma busca de desafios de acordo com as suas capacidades, apelando sempre à melhoria das aprendizagens e superação pessoal.

Por exemplo: como instrutor, sei que determinada pessoa não possui capacidades coordenativas desenvolvidas o suficiente para que possa realizar uma actividade mais técnica (por exemplo: uma aula de step ao power jump, então porquê recomendar que faça este tipo de aulas, para proporcionar sentimentos de incompetência? Neste ponto parece que entro em contradição com o exemplo dado para o caso da autonomia, pois disse que se devia de experimentar tudo. Mas não é disso que se trata, pois se quem acompanhar o praticante, o prepara para o que possa acontecer. Coloquemos uma situação hipotética relacionada com o facto de um praticante (a Maria ou o Manuel) vai ter dificuldades na minha aula de step porque tem dificuldades coordenativas, então tenho que a preparar para o que possa acontecer:

“A Maria sabe como é uma aula de step? Numa fase inicial pode parecer confusa esta mudança de movimentos entre o solo e o step, mas se sentir alguma dificuldade é perfeitamente normal. É normal que veja os outros praticantes virados para um lado e você para outro, no entanto, se continuar a frequentar esta aula, irá verificar que se vai sentir mais à vontade e que conseguirá acompanhar a coreografia.”

Este tipo de diálogo prepara o indivíduo para o que possa acontecer, tomando logo à partida consciência do factor negativo, havendo logo à partida uma preparação pré-pratica que engloba uma situação menos positiva da prática. Não sendo intenção deste artigo, é fundamental como a maioria dos instrutores de fitness sabem, o acompanhamento durante a aula, sendo este bastante importante para a promoção e manutenção do sentimento de competência:

“Boa Maria! O movimento mais difícil já está, agora melhora a posição dos braços para ficar excelente….isso mesmo, muito bem!”

Este reforço promove a promoção do sentimento de competência e além disso, deixa o praticante sem o receio de ser incompetente na execução técnica.

Relativamente à necessidade de relação, é importante que os indivíduos em contexto de exercício físico possam estabelecer relacionamento (s) com os que se identificam mais, com um sentimento de vínculo com os outros, deve-se manter a relação de bem-estar, segurança e a unidade com os membros de uma comunidade.

Por exemplo: apresentar o indivíduo aos outros praticantes é fundamental para que isto possa acontecer. Por exemplo: os instrutores que encaminham uma pessoa pela primeira vez a uma passadeira, e ao lado está alguém que já conhecemos, porque não fazer a apresentação? “Dona Ana, hoje vamos começar aqui na passadeira….” e quando chegamos junto à passadeira, podemos fazer referência à pessoa que está  ao lado “….hoje fica aqui junto do Srº João, sabe ele é perto da sua terra…” esta pequena ligação possibilita quebrar logo ali uma barreira, mas existe um senão: há que perceber se neste caso o Srº João se interessa ou está disposto para este tipo de diálogo.

Durante as aulas de grupo, porque não promover a interacção entre os alunos? Existem modalidades pré-coreografadas que já contemplam este tipo de comportamentos, mas pode-se criar determinados movimentos em aulas que podem ser realizados com interacção com diversos elementos, promovendo um sentimento de relação e integração com outros praticantes no ginásio.

No entanto, e na continuação da promoção de uma motivação autónoma (mais autodeterminada) associa-se 2 tipos fundamentais de regulação do comportamento:

1)      Motivação Identificada: através da qual o sujeito aceita o comportamento como pessoalmente importante, identificando-se com o seu objectivo e valor;

2)      Motivação Intrínseca: através da qual o sujeito realiza o comportamento apenas pelo prazer, divertimento e satisfação que lhe está inerente.

Estratégia 1: Explicar as Razões/Propósitos das Actividades/Exercícios

Objectivo: Atribuir um sentido à actividade/exercício e potenciar uma percepção clara e correcta daquilo que se está a fazer e o porquê de se fazer, permitindo que os praticantes possam atribuir importância e valorizarem a actividade/exercício.

Por exemplo: (através da forma e conteúdo da comunicação/acção para com os praticantes): O que se deve fazer/dizer: “Este exercício vai permitir desenvolver os músculos que estão na base de sustentação da postura”; “Ao realizar a actividade a um ritmo menos intenso irá proporcionar uma diminuição do impacto sobre as articulações”; “Se aumentar o volume da carga para níveis inabituais aumentará o risco de lesão e o surgimento de contracturas (dores) musculares”. O que NÃO se deve fazer/dizer (apenas): “Olá a todos! Vamos começar a aula?”; “Ao fazer abdominais não ponha as mãos atrás da cabeça”; “Não incline o tronco à frente no agachamento!”; “Agora vamos subir e pedalar em pé durante 10 minutos!”.

Estratégia2: Identificar Aquilo que os Praticantes Gostam de Fazer

Objectivo: Potenciar a prática de actividades/exercícios que sejam agradáveis ao praticante, aumentando o prazer pela sua realização.

Por exemplo: (através da forma e conteúdo da comunicação/acção para com os praticantes): O que se deve fazer/dizer (ou perguntar): “Diga-me lá uma coisa: de tudo aquilo que já experimentou o que é que gosta mais de fazer?”; “De todos os exercícios do seu programa, quais são aqueles que lhe custam mais fazer (aqueles que gosta menos)?”; “Hoje não lhe apetece fazer este exercício/aula ? Então arranjamos uma alternativa!”; “Quer mudar o seu programa de exercício?”. O que NÃO se deve fazer/dizer: “Tem de ser! Não pode fazer só aquilo que gosta!”; “Se não doer, não faz efeito!”; “Não existe outra forma, só conseguirá atingir os seus objectivos se fizer o que está no programa”.

Em suma, devemos:

  • Promover a Identificação com o Exercício (a valorização do exercício como pessoalmente importante para o praticante, reforça o compromisso com a actividade praticada);
  • Proporcionar o Divertimento (o ser humano repete o que é agradável e rejeita o que não é – o exercício tem de ser divertido para quem o faz).

Este tipo de comportamentos por parte dos instrutores e professores em contexto de ginásio, permite a satisfação das necessidades psicológicas básicas, logo a promoção de um comportamento mais autodeterminado, sendo fundamental para a manutenção dos praticantes de exercício físico, evitando por vezes a regressão de um comportamento com satisfatória autonomia para indicadores menos autodeterminados.

Assim, afirmamos que o ambiente que é desenvolvido no ginásio, é determinante para retenção dos praticantes, sendo este fundamental para o crescimento e integração do comportamento cada vez mais autónomo e autodeterminado, para tal, à que saber desenvolver situações capazes de promover no maior número de praticantes a desejada manutenção.

Nuno Couto

nunorpcouto@gmail.com

Mestre Psicologia Deporto Exercício pela ESDRM. Instrutor Power Jump / Cardiofitness. Treinador Futsal. Professor Actividade Física Escolar – Extra Curricular

Luís Cid

luis.filipe.cid@sapo.pt

Professor Adjunto no Instituto Politécnico de Santarém

50 acções para fazer crescer o seu ginásio

  1. Adquirir um medidor de pressão arterial e realizar algumas actividades em torno do aparelho: dia mensal de medição da pressão arterial, palestra anual sobre a hipertensão e exercício, criar um folheto sobre a pressão arterial onde esteja o logo e o contacto do ginásio, etc.
  2. Agendar periodicamente (mas não de forma rotineira), sessões de treino de funcionários (abordar os temas dos: procedimentos, problemas de serviço, falhas no sistema, etc.).
  3. Dedicar um mês a um tema relacionado com serviço a clientes e exigir aos funcionários maior atenção a esse tema (ex: comunicação, lidar com reclamações, escuta activa…)
  4. Criar o diário de vida do ginásio (definir os itens a incluir).
  5. Definir um local para expor todas as memórias do clube (fotos de momentos importantes e de eventos especiais, bem como de certas comemorações; os chamados “elementos culturais”).
  6. Inscrever-se no próximo campeonato de remo indoor e aderir às actividades gratuitas dinamizadas pela Concept II.
  7. Dinamizar um blogue na Internet onde os sócios apareçam com frequência. Aqui ficam 3 websites de ginásios considerados como bons exemplos ao nível da retenção e serviço:
    1. www.ghfc.com
    2. www.acac.com
    3. www.myfrancos.com
  8. Criar um portfolio com o registo de todos os momentos importantes do clube, todas as datas comemoradas, todos os objectivos atingidos (divulgar alguns desses momentos no local de exposição do clube definido para o efeito).
  9. Divulgar os recordes do ginásio (seja em termos de performance, longevidade, frequência, grandes feitos, etc.).
  10. Realizar um curso de primeiros socorros para todos os funcionários do clube.
  11. Incentivar todos os funcionários a frequentarem um programa de exercício regular.
  12. Incentivar todos os funcionários a experimentarem TODAS as actividades e serviços do clube.
  13. Simplificar todo o tipo de procedimentos do ginásio.
  14. Assinalar dias/datas especiais do calendário (ver: http://civica.wordpress.com/datas-importantes/)
  15. Editar uma newsletter mensal. Basta apenas uma folha (duas páginas) para começar.
  16. Criar a equipa da diversão (um conjunto de funcionários, podendo ser rotativo ou não) para manter alegria e brincadeira todo o dia no clube, sem perder os princípios fundamentais de treino e sem “abandalhar” o sistema.
  17. Acreditar nas pessoas (sejam funcionários ou clientes).
  18. Ser diferente dos outros ginásios pela relação com os clientes e não apenas nos logotipos ou instalações.
  19. Definir os seus próprios standards de serviço, de atendimento, de performance (definir o que é ser bom, o que é fazer bem no nosso clube).
  20. Manter os sistemas de funcionamento simplificados. Os sistemas de controlo e todos os outros sistemas implantados no clube deverão ser flexíveis e muito simples.
  21. Ser maior nem sempre é melhor: não confundir quota de mercado com lucro. Nem sempre o clube que tem mais sócios é o que factura mais. Nem sempre o clube que tem mais sócios é aquele que perdura no tempo.
  22. Quando o sucesso é um facto, não se pode esquecer que há sempre detalhes para melhorar.
  23. Concentre-se no desenvolvimento dos pontos fortes e no controlo dos pontos fracos.
  24. Liderar através do exemplo.
  25. Cumprir sempre as promessas pessoais e do clube perante os clientes.
  26. Demonstrar interesse e preocupação para com as pessoas. É mais importante do que os conhecimentos técnicos que temos.
  27. Praticar a escuta activa.
  28. Contratar pessoas com sentido de humor.
  29. Contratar pessoal pela atitude e não pelos skills (estes podem ser treinados e melhorados).
  30. Tratar toda a gente com carinho e igual respeito; nunca se sabe com que se está a falar.
  31. Acabar com a burocracia: terminar com as reuniões desnecessárias, minimizar o papel e simplificar a comunicação interna (entre funcionários) e externa (entre o clube e os potenciais clientes, entre o clube e os clientes, entre o clube e a comunidade, entre o clube e os media).
  32. Antecipar situações inesperadas.
  33. Ser flexível: ajustar procedimentos e regras para melhorar a relação com funcionários e clientes.
  34. Lidar com pessoas, não com cargos que ocupam.
  35. Actuar como se fosse o dono do ginásio.
  36. Não actuar como uma vítima. Há sempre algo que podemos fazer para marcar a diferença.
  37. Confiar nos outros. Isso dir-lhes-á que você é de confiança e eles actuarão em conformidade.
  38. Valorizar os funcionários.
  39. Dar mais responsabilidade às pessoas para desenvolverem os seus pontos fortes e para crescerem.
  40. Traçar novos caminhos em vez de simplesmente imitar os outros.
  41. Preparar as pessoas para tomarem decisões definindo claramente a cultura do clube, a visão e os valores (os seus e os do clube (por ex: se valoriza a saúde e funcionalidade, deverá evitar grandes apelos à estética e toda a gente deverá actuar em conformidade).
  42. Alinhar os sistemas, políticas e práticas com os seus valores.
  43. Medir, recompensar e reconhecer os funcionários que protegem e promovem a cultura (valores, rituais, mitos, crenças, memórias, símbolos, etc) da empresa.
  44. Desenvolver um sincero interesse em cada membro da empresa (cada membro da família).
  45. Criar um grupo responsável por promover e proteger a cultura organizacional do ginásio.
  46. Tornar-se um contador de histórias para a sua empresa e para a sua família.
  47. Utilize as celebrações para criar memórias.
  48. Faça com que as celebrações reconheçam as coisas importantes, aquilo que valoriza.
  49. Deixe que as celebrações ofereçam a oportunidade às pessoas de dizerem olá e adeus (dar as boas vindas aos novos que chegam e desejar boa sorte aos que partem para outro local). Isto aplica-se a funcionários e clientes.
  50. Utilize as celebrações para construir relacionamentos interpessoais.

Mais Leituras

  • Almeida, S. (1993). Cliente nunca mais, 7ª ed. Salvador: Casa da Qualidade.
  • Almeida, S. (1995). Cliente eu não vivo sem você. Salvador: Casa da Qualidade.
  • Carlaw, P. & Deming, V. K. (1999). The big book of customer service training games. New York: McGraw-Hill.
  • Croce, P. (2004). Lead or get off the pot! New York: Fireside.
  • Freiberg, K. & Freiberg, J. (1998). Nuts! Southwest Airlines’ Crazy Recipe for Business and Personal Success. New York: Broadway Books.
  • Harris, J. (1996). Getting employees to fall in love with your company. New York : AMACOM.
  • Lundin, S., Christensen, J., Paul, H. & Strand, P. (2004). Fish! Ou a arte de motivar. Lisboa: Presença.
  • Michelli, J. (2008). The New Gold Standard: 5 Leadership Principles for Creating a Legendary Customer Experience Courtesy of the Ritz-Carlton Hotel Company. New York: McGraw-Hill.
  • Peters, T. (1999). The brand you50: fifty ways to transform yourself from an “employee” into a brand that shouts distinction, commitment, and passion! New York: Borzoi Book.
  • Peters, T. (1999). The professional service firm50: fifty ways to transform your department into a professional service firm whose trademarks are passion and innovation! New York: Borzoi Book.
  • Plummer, T. (1999). Making money in the fitness business. Los Angeles: Fitness Management Books.
  • Plummer, T. (2003). The business of fitness: understanding the financial side of owning a fitness business. Monterey: Healthy Learning.
  • Snow, D. (2008). Lessons from the Mouse: A Guide for Applying Disney World’s Secrets of Success to Your Organization, Your Career, and Life. DC Press.
  • Spector, R. (2001). Lessons from the Nordstrom way. New York: John Wiley & Sons.