Comerciais e vendas no ginásio

Personal Trainer – As 11 Estratégias Top Para o Sucesso

Reunimos neste pequeno texto algumas estratégias que sempre funcionaram independentemente dos ambientes, das pessoas e dos locais onde operamos ao longo destes 30 anos, durante milhares de horas, com milhares de pessoas diferentes.

1. Foco

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Vivemos hoje uma época de distracção. Solicitamos concentração, mas estamos muito treinados na distracção. O crossfit veio contribuir para maior ênfase em variedade, mas é impossível sermos bons em tudo. Por isso, a primeira grande ideia é focarmos a nossa atenção numa coisa de cada vez. Esse é o mesmo conselho para quem quer ser bom no crossfit: passar uns meses dando prioridade a um movimento, depois outra temporada a outro e assim sucessivamente. Dessa forma, se seleccionar bem os movimentos que aparecem na maioria dos WODs, será sempre mais bem sucedido do que aqueles que procuram progredir ao mesmo ritmo em tudo.

O personal trainer é um treinador gourmet. Deveria ser um profissional com boa formação e muita experiência, para poder fazer um fato à medida como faz o alfaiate ou criar pratos únicos e saborosos como um bom chef de cozinha. Para tal, tem de focar a sua atenção numa pessoa só. Toda a atenção. Se tiver 2 clientes em simultâneo está com um pequeno grupo, não é treino personalizado.

O personal trainer não é especialista em boxe, massagem, mobilidade, força, ginástica… Pode ter bons fundamentos em diversas áreas, mas haverá sempre uma base de trabalho.

Pessoalmente, considero que a minha especialidade é conseguir integrar bem as várias áreas do conhecimento como marketing, psicologia, sociologia e biologia durante um treino com uma pessoa. Por ter nascido como treinador no campo de futebol, crescido no ginásio, piscina e em escolas portuguesas, a experiência obtida nesses ambientes, é obviamente uma base de intervenção no meu trabalho. Suportado pela formação académica em educação física, gestão desportiva e psicologia, não esperem que eu invente nos meus treinos com artes marciais, dança ou brincadeiras com bolinhas e elásticos 🙂

2. Disciplina + Método + Controlo

barbell on the floor
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Existem 3 grandes razões pelas quais as pessoas necessitam ajuda de um coach, de um explicador, de um tutor, de um treinador:

a) Falta de auto-disciplina. A capacidade de cumprir uma rotina, um plano, de treinar quando está mais cansado, quando faz sol ou faz chuva.

b) Falta-lhes um método adequado para as suas necessidades. Quando temos 16 anos e vivemos em casa dos pais, quando andamos cheios de entusiasmo por sermos iniciados e temos 2h por dia para treinar, acabamos por usar todo esse tempo. Mas quando começamos a trabalhar, quando temos filhos e vida familiar intensa, a disponibilidade física, mental e temporal é diferente. O método usado para treinar 2h por dia já não serve. Embora as leis naturais sejam as mesmas, embora os princípios de treino se apliquem em ambos os casos, a realidade é bem diferente. É possível evoluir com 3 treinos por semana de 1h, mas o indivíduo que só sabe treinar com 2h por dia em 6 dias por semana, acaba por abandonar muitas das vezes por não poder aplicar o único método que conhece.

c) Por último, as pessoas não têm auto-controlo. É aí que entra o registo de treino, é ai que entram as aplicações de telemóvel, os diversos gadgets de punho, ou os anéis de controlo de atividade que procuram ajudar a criar disciplina e controlo.

3. Técnica => Intensidade => Endurance

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Um dos problemas da popularidade das corridas, dos trails ou do crossfit, é a falta de progressão e o excesso de volume numa fase precoce. Se mal dominamos a técnica e procuramos colocar demasiada intensidade e volume, arriscamos lesão. Enquanto não dominamos a técnica, não podemos colocar essa técnica sob stress (ex: efetuar muitas repetições em pouco tempo ou efetuar a técnica mal dominada no mínimo de tempo possível). Quem tem melhor técnica gasta menos energia. Isso é fácil de verificar na natação. Se eu dominar a técnica e procurar executar sob stress, consigo manter um padrão de movimento que respeite a física e a anatomia e assim, poder perdurar no tempo (endurance).

4. Física + Anatomia + Princípios do Treino

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As metodologias de treino podem ser muito diferentes, mas se não respeitarmos as leis da física, será tudo mais difícil de executar e arriscamos rapidamente lesão. Imaginem no agachamento, no press e no peso morto, uma barra que não está alinhada com o meio do pé. Dificulta imenso o exercício e obriga a tensões em pontos do corpo que não estão preparados para tal. O desrespeito pelas funções musculares e articulares, também leva a invenções de exercícios, técnicas que obrigam a um esforço inadequado de músculos que supostamente não deveriam ser os principais mobilizadores do movimento, desconforto generalizado e lesões muito comuns nas desproporções de trabalho parte superior com parte inferior do corpo, músculos de empurrar e músculos de puxar, etc.

Se me pedirem para verificar se o plano de treino B está bem feito, a primeira coisa que vou fazer é certificar-me que respeita as leis naturais do treino. Aliás, os princípios do treino deveriam ser aprendidos na prática por todos os clientes: sobrecarga, ação retardada e reversibilidade são muito desrespeitados pelos profissionais na criação de rotinas de exercícios.

5. Stress + Recuperação + Adaptação

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Treinar é sair da zona de conforto, é fazer algo ao qual não estamos habituados. Aplicamos assim um estímulo. Se deixarmos que o corpo recupere, este poderá produzir mudanças para se adaptar às novas exigências impostas por esse estímulo. Se treinarmos com demasiada frequência e não deixarmos os corpo recuperar, não haverá mudança positiva. Muitas metodologias de treino baseadas em grandes volumes e grande variedade de exercícios, não permitem uma recuperação adequada, gerando por vezes retrocesso, doença, overtraining, que são de certa forma, adaptações indesejáveis.

6. Seres bio+psico+sociais

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Uma pessoa quando treina, não é só um ser físico, mas cada vez mais assim é tratado pelos profissionais da atividade física: como se fosse um conjunto de interações bioquímicas condicionadas pela sua genética. Mas os fatores ambientais são responsáveis por mais de 70% daquilo que é o indivíduo. O estado de humor, o comportamento, a personalidade e os aspectos que conhecemos como psicológicos, têm de ser tidos em conta na hora de treinar pessoas. Por isso uma sequência de repetições 10-9-8…+1 funciona melhor com uma pessoa com perfil de afastamento. A cultura geral e desportiva, os factores familiares e socio-económicos, também condicionam a elaboração de um programa de treino, porque o ser humano é um ser social e as suas interações com outros indivíduos alteram positiva ou negativamente o seu estado. Esta abordagem bio-psico-social, tem vindo a ser cada vez mais utilizada na medicina também (felizmente). 

Muitos programas de treino esquecem que as pessoas fazem parte de um mundo real, não de um mundo utópico em que vivemos para treinar. As pessoas têm filhos, emprego exigente, deslocações, situações que não controlam (stress), dificuldade em preparar refeições e conseguir tempo de treino diário em slots exagerados de horas e horas como se fossem profissionais.

7. Coisas simples muito bem feitas com emoção

barbell on the floor
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Como em tudo na vida, são as coisas simples, muito bem feitas, de forma consistente que nos levam ao êxito. São os movimentos básicos repetidos de forma impecável e progressiva que nos levam de iniciados a intermédios ou avançados. Não são os exercícios de detalhe, os movimentos de reabilitação aplicados em pessoas saudáveis que  lhes vão melhorar significativamente o seu estilo de vida, a sua performance desportiva ou criar o bem-estar que procuram. Se aos movimentos básicos adicionarmos progressão e começarmos a gostar daquilo que fazemos, então o êxito está mesmo garantido e a sobrevivência assegurada.

8. Rapport + Comunicação VAKOG no aquário

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Muito antes de conseguirmos comandar, de acharmos que vamos impôr determinados exercícios ou um conjunto de repetições, temos de estabelecer rapport com um cliente, encontrar pontos comuns e definir uma base de comunicação visual, auditiva, cinestésico e olfativa para ajudarmos a pessoa a ir do seu estado atual para o estado desejado. Tudo isto, conscientes de que atuamos numa área de serviços, na qual se vendem “atos humanos” e onde estamos permanentemente sob observação de outros clientes e de outros profissionais. Aqui não há treinos à porta fechada, a não ser no domicílio dos clientes (situação que só recomendo em circunstâncias muito especiais e de preferencia se eles tiverem um espaço próprio de treino).

8. Força é a base

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A força é a capacidade base de todas as outras capacidades que conhecemos por velocidade, resistência, equilíbrio e agilidade. Mesmo a capacidade de coordenar várias ações motoras irá depender de algum nível de força. Podemos dizer que, se queremos carregar um camião com 50 fardos de palha, temos de ter força para carregar um fardo de palha. Sem isso não conseguimos completar a tarefa. Se queremos equilibrar-nos em cima de uma plataforma instável, temos de ter força para nos segurarmos numa plataforma estável. Por isso, é importante não colocar uma pessoa em cima de um situação instável; não colocar ninguém a saltar para cima de uma caixa antes de ser capaz de fazer 40 ou 50 agachamentos, correr à máxima velocidade (sprint) antes de ser capaz de fazer corrida lenta durante alguns minutos; agachar com barra antes de ser capaz de agachar em amplitude total com o seu peso corporal; de fazer “pino” antes de ser capaz de fazer 5-10 flexões de braços; fazer kipping toes to bar ou pullups antes de ser capaz de ficar suspensa cerca de um minuto na barra; fazer snatch antes de fazer overhead e peso morto com boa técnica e nível de força próximo do seu peso corporal, etc, etc, etc. Qualquer programa de treino de jovens ou idosos, terá como base o treino de força. Por isso, quando não vemos agachamento, press, peso morto, elevações ou uma progressão destes movimentos básicos, será difícil e arriscado efetuar com segurança outro tipo de movimentos que exijam mais coordenação ou velocidade.

10. Mudar estados – mudar hábitos

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Para resolver problemas, temos de mudar o estado em que abordamos o problema. Perder peso, melhorar, saúde, melhorar condição física, ter mais energia, diminuir stress, tudo implica mudar estados. E mudar estado do professor pode influenciar a mudança de estado no aluno. Mudamos estados, mudando o nosso foco, pensando noutra coisa, mudando a forma como representamos a realidade na nossa mente em termos de sons, imagens e sensações. Mudamos estados, mudando a forma como nos movimentamos, a forma como respiramos, a nossa postura, a nossa expressão. Para ajudar a mudar o comportamento de uma pessoa, o primeiro a mudar somos nós.

Reconhecemos que todos querem um processo rápido de mudança física e mental, por isso a indústria do fitness investe milhões em dispositivos e dietas milagrosas, para ir de encontro às necessidades dos clientes ou para criar necessidades não existentes nesses mesmos clientes. Basta ver a parafernália de acessórios que as pessoas levam para um treino no qual a sua demonstração de força ou condição física geral é medíocre.

Tudo o que se contrói rápido, destrói-se depressa. Processos rápidos e drásticos de perda de peso, rotinas de treino militares aplicadas a sedentários, muita imposição e uma permanente e violenta saída da zona de conforto, não costumam criar mudanças a longo prazo. Mudar hábitos, sempre foi a solução. A ciência diz-nos que podemos tardar entre 21 a 128 dias a alterar um hábito. Daí que seja necessário focarmos-nos num hábito que tenha grande impacto nas nossas vidas e trabalhar essa questão, em vez de tentar tudo ao mesmo tempo.

11. Progresso = Sucesso = Felicidade

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Progresso é o objetivo do treino. Por isso é mais fácil ter êxito numa atividade em que haja uma forma fácil de mensurar o progresso em termos de tempo, carga ou distância. Daí a procura da balança como forma de medir progresso nas pessoas que pretendem ser mais magras.

Progresso significa aplicar o já mencionado princípio de sobrecarga ou da intensidade. A pessoa que pega em mais peso é sempre maior e mais forte. Será muito difícil medir progresso no trabalho complexo com elásticos, nas aulas onde a confusão entre a preocupação coreográfica e a aplicação dos princípios de treino é evidente.

Embora a felicidade deva ser algo interior, sabemos que está intimamente ligada ao sucesso, ao auto-conhecimento, à perceção de sermos capazes de fazer algo, de resolver um problema ou vencer um obstáculo. Daí que progresso, sucesso e felicidade, estejam interligados.

As vendas são naturais quando o serviço é bom. Se os clientes estiverem satisfeitos, eles vão recomendar. Reparem que os negócios bem sucedidos fazem pouca publicidade (não necessitam dizer: “-Eu sou bom!”).

Bons treinos!

Primeiro Programa de Treino de Musculação – Template

Embora não seja o ideal, uma forma de criar regularidade no exercício físico em ginásio, com pouca supervisão e fazer passar muitas pessoas com resultados pela sala de musculação, é criar programas de treino generalistas, consistindo em 3 partes:

  1. 20 minutos de endurance (mais conhecido como cárdio);
  2. 30 minutos de musculação essencialmente em máquinas;
  3. 10 minutos de retorno à calma.

Endurance, Cárdio, Metabólico…

Intensidade recomendada para pessoas aparentemente saudáveis: 60-90% da Frequência Cardíaca Máxima (220-idade).

Dentro desta zona alvo de treino tão ampla, temos de criar uma zona mais pequena, adequando à triagem efectuada. Ao longo dos meses de treino, iremos conhecer melhor as particularidades do aluno: tolerância ao esforço, proporções corporais, desequilíbrios musculares, perfil de afastamento ou de aproximação, tipo de comunicação, cultura geral e cultura desportiva, motivações reais para a prática e outras situações que uma pessoa no primeiro encontro nunca vos revelará, mas que condicionam imenso a abordagem ao aluno, a progressão e programação de treino.

Musculação, Treino de força…

6-12 exercícios

1-2 séries

Intensidade: 10-12 Repetições Máximas

Exemplo 1

  1. Abdutora
  2. Adutora
  3. Extensora do joelho
  4. Prensa
  5. Flexora do joelho
  6. Prensa
  7. Máquina elevações laterais
  8. Press de ombros
  9. Puxador dorsal
  10. Remo sentado
  11. Máquina de bíceps
  12. Abdominal

Exemplo 2

  1. Leg press 2×8-12
  2. Press em máquina 2×812
  3. Puxador dorsal 2×8-12
  4. Remo sentado 2×8-12
  5. Prensa de peito 2×8-12
  6. Abdominal 2xN

Nota:

Importante efectuar os movimentos em amplitude total.

Efectuar 1 série até à falha muscular (que irá depender da tolerância ao esforço do indivíduo e será na maioria dos casos volitiva e não real).

Transitar de máquina para máquina com descanso inferior a 2’.

Mal a pessoa consiga efectuar 12 repetições, aumentar a carga ligeiramente na sessão seguinte.

Retorno à calma

  • Alongamentos estáticos suaves
  • Massagem com fitball
  • Caminhar e descontrair
  • Respirações profundas
  • Meditação
  • Outra situação: caminhar até ao balneário e socializar 🙂

Registar (controlo de treino):

  • Data
  • Duração total do treino
  • Cada série de exercício com respectivas repetições e peso utilizado
  • Tempo, distância, velocidade ou nível, frequência cardíaca máxima

Pressupostos

Um sistema de marcações para as primeiras sessões (3 a 4 treinos) é como oferecer sessões de treino semi-personalizadas, aumentando probabilidade de vendas futuras de personal training, incrementando o rapport e uma comunicação mais personalizada, permitindo conhecer melhor os alunos, gerando mais autonomia e consolidando as técnicas de exercício. Desta forma, podemos marcar a diferença na actual indústria do fitness e após alguns meses, os alunos vão compreender perfeitamente os princípios de treino (sobretudo o princípio de sobrecarga) bem como a teoria da adaptação de Selye na prática.

Como criar marcações para as primeiras sessões de treino

Treino 1

Marcação de 30min com um professor para um aluno ou no máximo 2 alunos.

Triagem mais exercício de endurance.

Treino 2

O aluno faz de forma já autónoma a parte de endurance e na hora de marcação, o professor ensina metade do programa de musculação, incluindo questões técnicas, pequenas dicas de alimentação e repouso, comprometendo o aluno para que volte.

Treino 3

Idêntico ao anterior, mas o professor ensina o resto da rotina de exercício e efectua uma revisão técnica.

Após estas sessões de marcação, deverá o aluno registar os treinos e o professor que estiver em sala, fará o chamado carrossel, dando um minuto de atenção a cada cliente, focando-se essencialmente:

  • Rapport
  • Educar
  • Técnica
  • Amplitude de movimento
  • Intensidade (reduzindo descansos excessivos, fazendo cumprir a amplitude de movimento e aplicando o princípio de sobrecarga).

Se o aluno efetuar 2-3 treinos por semana, podemos alterar um pouco a rotina em termos de intensidade de 2 em 2 meses e posteriormente podemos pensar em criar rotinas mais personalizadas. Recordemos que a barreira dos 6 meses terá de ser ultrapassada para aumentar a probabilidade de continuidade do aluno. Para tal, é fundamental uma frequência semanal de 2-3 vezes por semana. Este é o grande desafio porque a maioria dos ginásios tem uma média de frequência semanal de 0,8 a 1,5 vezes por semana. Isso condiciona o número de iterações com os monitores e o número de estímulos físicos.

A chave para obter resultados passa pelo respeito da anatomia, da física e dos princípios de treino na aplicação do stress (estímulo) para depois ocorrerem as adaptações se deixarmos que o corpo recupere.

Bons treinos!

Quer comprar? As Vendas no Personal Training

976065_10201268692098741_454124000_o_14856834640_o– Compre! Compre! Compre! Diz um indivíduo com roupa de funeral. Mas o que está ele a vender? Não vejo produtos, nem sequer o vi trabalhar… O que será que ele faz? Nunca o vejo ajudar ninguém… Quer comprar?! Eu até comprava se percebesse o que ele me quer vender. Interrompe-me… Nem sabe o meu nome… As minhas necessidades… e quer vender-me um serviço que eu nunca vi executar?! Um cirurgião que nunca fez cirurgia… Hmm! Estranho… Desconfio!

Vender começa na sala de musculação, nas aulas de grupo, na piscina, na receção, desempenhando muito bem a nossa função. Tens de ser tão bom e famoso que as pessoas vão deixar os outros para te contratarem a ti.

Amigo que me queres vender o teu serviço de personal training: deixo-te umas ideias que podem iluminar o teu caminho.

Vender é um estado de confiança.

Vender começa com uma intenção, começa com um porquê, uma razão.

Vender é dizer: – vou conseguir…

Vender é ter objetivos específicos, mensuráveis e com uma data.

Vender é transmitir emoção ao falar, ao andar, ou quando subimos escadas.

Vender é natural.

Vender é estar em palco, é… Alta performance.

Vender é ensaiar, treinar procedimentos.

Vender é caminhar ao ritmo dos sócios.

Vender é escutar atentamente com acuidade sensorial.

Vender é falar ao ritmo do cliente.

Vender é ser eu próprio sem photoshop.

Vender é refletir num diário.

Vender é ter uma visão clara daquilo que queremos e rever essa visão diariamente.

Vender é dar muito mais antes de receber.

Vender é ser famoso.

Vender é informar sobre quem sou e o que faço.

Vender é comunicar benefícios do serviço que eu vendo.

Vender é procurar pessoas que tenham dinheiro para comprar ou algo para me dar em troca.

Vender é pensar que estamos sempre a vender, porque tudo aquilo que fazemos para criar uma relação comercial com alguém, é marketing.

Vender é fazer com que os outros digam que eu sou bom naquilo que faço.

Vender é usar o que se vende: treinar, comer e descansar da forma que advogamos…

Vender é acreditar no cliente quando o próprio cliente não acredita.

Vender é ser amigo.

Vender é contar estórias (evita contar aquela: – Estou desesperado, compre-me a mim!)

Vender são testemunhos. Cria o teu livro de testemunhos.

Vender é resolver problemas simples e monótonos.

Vender é melhorar todos os dias.

Vender é procurar pessoas.

Vender é dar espaço às pessoas.

Vender é criar escassez.

Vender é ser especialista (isso leva tempo… Uns 10 anos).

Vender é criar uma tribo com um interesse comum.

Vender é por os membros da tribo a comunicar entre si.

Vender é cuidar do espaço íntimo: proxémica.

Vender é controlar o treino: data, duração, séries, repetições, carga, intensidade.

Vender é manter o foco.

Vender é ser consistente.

Vender é ter um método.

Vender é receber como em casa.

Vender é chegar antes da hora.

Vender é defender uma causa.

Vender é ter ferramentas únicas.

Vender é reputação.

Vender é ensinar a outros treinadores aquilo que aprendeste.

Vender é ter uma rede de contactos que os outros não têm (e ter permissão para os contactar).

Vender saúde implica considerar o ser humano como um ser bio-psico-social.

Vender é encontrar serviços e produtos para os meus clientes.

Vender é cuidar da minha imagem.

Vender é sorrir.

Vender é bom hálito.

Vender é bom aroma.

Vender é saber tocar nos clientes (quando necessário).

Vender é arrumar.

Vender é limpar.

Vender é falar baixinho.

Vender é bailar.

Vender é cantar.

Vender é usar bem o diafragma.

Vender é observar.

Vender é escrever.

Vender é comunicar ao mundo com um blogue, um canal de vídeo, uma newsletter, de forma regular.

Vender é ler nas entrelinhas.

Vender é ser atraente.

Vender é estar disponível.

Vender é circular na sala.

Vender é fazer o carrossel: dar um pouco de atenção a todos os clientes.

Vender é agradecer: – Obrigado por ter vindo.

Vender é comprometer: – Quando é que o volto a ver?

Vender é ajudar sem intenção de receber.

Vender é semear.

Vender é regar.

Vender é acompanhar.

Vender é estar presente.

Vender é estar focado nos objetivos de tarefa mais do que nos objetivos de resultado.

Vender é ajudar a carregar e descarregar uma barra.

Vender é conhecer a história do fitness.

Vender é descobrir o historial do cliente.

Vender é conhecer pessoas.

Vender é um ato humano. O treino personalizado é um ato humano.

Vender é responder a necessidades.

Vender é arriscar.

Vender é estar informado.

Vender é saber aplicar.

Vender é saber ensinar.

Vender é respeitar as regras.

Vender é dominar ferramentas psicológicas.

Vender é liderar os grupos de pessoas.

Vender é criar dinâmicas no meu grupo de clientes.

Vender é viajar e conhecer outras práticas.

Vender é ler fora da zona de conforto.

Vender é conviver com pessoas diferentes daquelas com quem passo a maior parte do tempo.

Vender é escolher as pessoas com quem quero passar mais tempo.

Vender é aprender a gostar do processo.

Vender é pensar diferente.

Vender é ser congruente.

Vender é criar credibilidade.

Vender é ser genuíno.

Vender é ser humilde mas ambicioso.

Vender é agir de forma massiva.

Vender é fazer as coisas simples muito bem feitas com emoção.

Vender depende do nosso nome e o nosso nome é a nossa marca.

Vender não é passar o tempo a dizer eu sou bom: publicidade.

Vender não é meter medo.

Vender não é interromper.

Vender não é ser agressivo.

Vender não é fugir para as redes sociais.

Estamos sempre a vender.

Os melhores vendedores são clientes satisfeitos.

Se fores consistente nestas ações, mesmo nos dias que dormes pouco, mesmo com clientes chatos, mesmo quando o patrão anda irritado, mesmo quando os colegas não se comportam como esperavas, mesmo quando tudo é adverso… Então vais chegar facilmente ao processo de troca: a venda.

Mesmo que a carteira de clientes esteja cheia, tudo aquilo que fazemos poderá criar uma perceção no mercado que nos permitirá valorizar e conseguir novos clientes ou um conjunto de pessoas desejosas de nos conhecerem e recomendarem.

Cria o teu processo de controlo da tua ação de vendas: objetivo do dia, contactos, follow-ups, referências, visitas ao ginásio, vendas efetuadas.

Cuidado: se queres vender um serviço que supostamente melhora saúde, ajuda teres comportamentos saudáveis. Por isso recordo que: o alto rendimento é tão prejudicial quanto o sedentarismo.

Aviso: na maioria dos locais e infelizmente a maioria dos profissionais após o fecho da venda, abandona o cliente. A compra significa apenas uma permissão para desenvolver a relação com o cliente e fazer dele um amigo.

Agora chega de leitura e vai lá fazer deste mundo um local melhor com treinos honestos para pessoas reais.

Bons Treinos!

Home Gym – como montar um ginásio em casa

Kit-Minimalista

[15-100€ ou menos se não necessitarmos comprar ou fixar uma barra]
  • O teu peso corporal 🙂
  • Uma barra fixa (ex: PullupMate ; Equalizer embora este não dê para fazer elevações, dá para fazer puxadas ao peito)
  • Um cronómetro de pulso
  • Um caderno de registo de treinos

Podemos treinar somente com o peso corporal, mas irão faltar movimentos de puxar exigentes. Mas se, numa fase inicial tivermos de prescindir disso, só temos de compensar quando já tivermos uma barra e efetuar em proporção: 2 exercícios de puxar por cada um de empurrar. Claro que podemos sempre usar um parque fora de casa (são cada vez mais em Portugal; vejam o de Chaves).

Kit-Básico

[1000-2500€ ou menos se não comprar remo]

Estrutura de agachamento e elevações (Similar a S2 Squat ou Adidas). Também podem mandar fazer com um design similar. A segurança é fundamental e a altura que permita efetuar elevações e pendurar umas argolas também é importante.

Proteção de chão 

Inicialmente basta um retângulo de 240cm por 180cm ou simplesmente uns quadrados de borracha para colocar por baixo dos discos quando fazemos peso morto.

Argolas

Preferencialmente em madeira, não envernizada.

Barra olímpica

Existem barras cujo perímetro é 9cm, 9,5cm e quase 10cm, mas isso dependerá do tamanho da mão, logo convém fazer uma boa escolha por causa do agarre. A considerar também as zonas com relevo para melhor agarre (aquelas que possuem picotado no meio, são boas para agachamento, mas se quiserem fazer muitos cleans, a barra será “agressiva” junto ao pescoço. Há barras mais flexíveis, outras menos. Uma barra de 100€ não é barra para atirar ao chão. Aliás, a barra só se atira (no caso das barras de melhor qualidade) em caso da segurança ser comprometida ou estarmos a fazer cargas máximas. Barras vazias ou com pouco peso, nunca devem ser atiradas. Uma boa barra custa cerca de 250€. Mas com uma barra de 100, podem viver muitos anos a treinar sem problema algum.  Não aconselho barras em segunda mão, a não ser que conheçam bem o seu dono e a sua utilização.

Eis algumas barras com boa relação preço/qualidade/durabilidade que parecem estar a dar boa resposta no mercado (haverá mais exemplos, mas explorem um pouco):

  • As barras da York são interessantes. Não fossem eles pioneiros nisto 🙂
  • competition bar da boxpt
  • burgener-rippetoe-bar-2-0
  • Pude trabalhar com esta barra e esta que se comportaram muito bem durante anos num local com mais de 9000 visitas mensais à sala de musculação. Uma das smith machines com que trabalhei nesse local, tinha destas barras incorporadas.
  • Fica uma crítica de outro site para darem mais uma olhadela a boas opções

Discos

Os discos vão-se adquirindo conforme a força vai aumentando, mas é importante ter discos pequenos para os incrementos progressivos). Um kit básico seria:

2×1,25 2×2,5 2×5 2×10 2×15 2×20

Podem ser coloridos, revestidos a borracha ou não. Isso faz variar o preço. A média dos coloridos revestidos a borracha, ronda os 5€/kg. Sem revestimento, são cada vez menos comuns, embora possam ser mais baratos. Podem encontrar-se muitos em segunda mão. Os revestidos a borracha, é melhor comprar novos.

Remo

Neste caso pela durabilidade, a minha recomendação vai para um Concept2

Vale 1250€, mas podem encontrar alguns por 300€ e desde que a estrutura principal, os apoios de pés, o banco e o tambor com as pás esteja em bom estado, por cerca de 200€ podem mudar corrente, roda dentada, eixo e ficar com uma máquina quase nova. A Concept2, em Portugal através da Nautiquatro, tem um apoio muito bom em termos de serviço e respondem a todas as dúvidas.

Kettlebell

No caso de ser mulher a iniciar, recomendo 8kg, homens 12kg. Uma KB custa menos de 50€, mas comprem de competição porque dão para fazer todo o tipo de exercícios, enquanto as outras estão muito limitadas aos kettlebell swings.

Cinto

Serve para aumentar a pressão intra-abdominal quando usamos cargas próximas do máximo. Deve ser apertado ao ponto de dificultar uma dilatação e respiração abdominal. Se for possível ventilar com facilidade e fazer 15 repetições, é sinal de mau uso. A não ser que o queiram utilizar com fins estéticos.

Sapatos de agachamento

Kit-PT Studio

Um espaço destes, não necessita ser muito grande (20m2 ou mais em termos de espaço útil de treino; irá depender do número de pessoas a treinar em simultâneo). Para além da obra a realizar, mais o piso (a parte mais cara, embora não seja necessário cobrir todo o chão com um piso de amortecimento; pelo menos a zona da estrutura de agachamento deverá ficar coberta com esse tipo de piso; o resto de espaço poderá ter outro tipo de piso, sendo a relva artificial uma das opções). Algumas soluções:

Plataforma de levantamento (pode ser construída por nós com uma sobreposição de contraplacado).

Estrutura de agachamento com barra de elevações

Banco articulado

Barras

  • 1 de 20kg
  • 1 de 15kg
  • 1 de 10kg

Discos

Podemos duplicar o conjunto da opção básica anterior. Mas dependerá sempre do tipo de pessoas, do seu nível e do facto de treinarem em simultâneo mais do que uma pessoa.

Argolas

Kettlebells

  • 1 de 8kg
  • 1 de 12kg
  • 1 de 16kg

Halteres

  • 1-6 kg
  • 1 par de 7,5kg
  • 1 par de 10kg
  • 1 par de 15kg
  • 1 par de 20kg

Colchões

Que durem e não deslizem. 2 ou 3 serão suficientes.

Fitball

De boa qualidade se pretenderem usar com muita frequência, pois algumas rebentam com certa facilidade. Exemplos

  • 2 com medidas diferentes.

Elásticos

Um conjunto com várias intensidades. Exemplo

Caixa com diferentes alturas (para mais fácil acesso à barra e possíveis saltos para cima da mesma para alunos avançados).

Relógio/Cronómetro de Parede

Ar-condicionado 

Quadro para escrever

Adicionais:

Tudo dependerá do tipo de trabalho a efetuar e do tipo de público. Há pequenos materiais que custam menos de 50€. Mas, dos equipamentos mais dispendiosos, eventualmente poderá ser considerada a possibilidade. de adquirir:

  • Bicicleta de cycling (são robustas e algumas já têm monitor)
  • Passadeira (o trabalho ao ar-livre é sempre mais agradável, mas quando o clima não permite, poderá ser uma solução; neste caso, o motor e a robustez do material é o mais importante; o painel torna a máquina mais cara, por isso, deverá ser o mais simples possível; considerar também a assistência e a existência de peças).

Os valores apresentados são uma referência, mas tudo dependerá das escolhas e em alguns casos, das obras. No entanto, deveremos ser intransigentes na segurança. Nas listas podemos adicionar outras soluções, mas as que apresento, permitem treinar o iniciado e o atleta de alta competição. Coisas simples e muito bem feitas, são a solução. Material que está no mercado a produzir resultados (em alguns casos há mais de um século) são uma aposta segura. Não inventem! 🙂

Aqui ficam alguns links que recomendo:

Alguns destes nomes/marcas (peço desculpa se esqueci algum) pertencem às principais marcas/empresas com que trabalhei e cujos responsáveis até à data se mostraram pessoas prontas a dar resposta, a ajudar, estando na sua maioria no mercado há muitos anos; Portugal, devido à sua dimensão, não tem significado para as grandes marcas como A LifeFitness, a Technogym a Med-X ou outras, que optam por ter uma operação Ibérica ou Europa sem stocks nacionais.

Deixo-vos com o Kanabar HomeGym

Um dos locais particulares onde desenvolvo a minha atividade como personal trainer. Alguns materiais já existiam em casa, outros foram adquiridos propositadamente para o espaço.

 

100 formas de conseguir clientes de personal training

Paulo Sena e Carlos Pinto1. Trabalha para seres o melhor profissional do mundo naquilo que estás a fazer agora.
2. Passa 15 dias sem TV e sai para a rua.
3. Educa os teus familiares e amigos sobre a atividade do personal trainer.
4. Contrata o melhor personal trainer que conheces durante um período de tempo limitado e aprende com ele em termos de comunicação, atitude, marketing, etc.
5. Procura o melhor personal trainer que faça coaching com personal trainers e contrata-o com um objetivo bem definido.
6. Tudo aquilo que fazes é marketing porque pode aproximar as pessoas de forma a criar uma relação comercial. Por isso cuida da forma como falas, vestes, te movimentas, locais que frequentas… De forma a te aproximares do teu público alvo. A propósito… Sabes qual é?
7. Treina para teres a melhor condição fisica de sempre. Partilha publicamente os resultados desse processo.
8. Treina o padre da paróquia (podes fazê-lo gratuitamente).
9. Treina um funcionário do café mais povoado da tua zona.
10. Treina o teu barbeiro ou cabeleireira.
11. Treina em público: parque, piscina, ginásio.
12. Treina um amigo ou familiar como se fosse um cliente com registo de treino e tudo aquilo que darias a um cliente.
13. Publica uma newsletter de uma página e deixa uma foto e contactos no final. Deixa essa newsletter nos locais que o teu público alvo frequenta.
14. Faz um cartão de visita diferente.
15. Pública os teus treinos num blogue.
16. Candidata-te a fazer um pequeno programa numa rádio local.
17. Escreve uma coluna de exercício num jornal local.
18. Desenvolve as tuas habilidades de comunicação.
19. Faz um curso de coaching.
20. Faz um curso de programação neurolinguistica.
21. Define objetivos específicos, mensuráveis e coloca-lhe uma data.
22. Atua como se já tivesses atingido esses objetivos. Usa os 5 sentidos nesse processo.
23. Partilha os teus objetivos com outras pessoas para aumentares o compromisso com os mesmos.
24. Escreve os teus objetivos todos os dias como se já os tivesses alcançado. Descreve por escrito o que ouves, o que sentes, o que vês.
25. Limita a utilização do computador e sobretudo das redes sociais.
26. Lidera através do exemplo em tudo o que fazes.
27. Cria ou melhora o teu personal trailer.
28. Cria um canal no youtube. Pública vídeos de treino regularmente com boas práticas. Pode ser uma vez por mês, ou por semana, mas se consistente com a regularidade
29. Nas discussões desportivas, mostra uma visão profissional. Aproveita para educar sem eles perceberem que o estás a fazer. Acaba com a culpa do árbitro e coisas similares.
30. Dá dicas de treino aos colegas de trabalho e amigos.
31. Comunica como um treinador top em vez de comunicares como uma claque, um guarda de máquinas, um contador de repetições, um fomentador de intimidardes, um actina e miosina ou um recepcionista.
32. Treina a recepcionista do teu ginasio.
33. Participa em eventos populares de grande visibilidade: corridas, feiras municipais, etc.
34. Trabalha como voluntário nos eventos municipais contribuindo com a organização de pequenos eventos relacionados com a tua atividade. Bom momento também para distribuíres newsletters.
35. Oferece sessões grátis a potenciais clientes.
36. Identifica os teus parceiros chave e cria parcerias com interesses comuns.
37. Recorda: serão sempre coisas simples muito bem feitas que te levarão ao êxito.
38. Mostra paixão em tudo o que fazes.
39. Cria programas de treino únicos que se diferenciem dos outros profissionais e que sejam solução para os problemas das pessoas.
40. Foca-te na qualidade porque se te focares nas séries e repetições não adicionas valor.
41. Cria uma lista de ações, formas de estar que adicionem valor ao teu serviço. Mais do mesmo já estamos fartos.
42. Sê honesto na tua ação. Evita vender poções mágicas e equipamentos milagrosos.
43. Chega sempre a horas (15 min. antes).
44. Faz uma lista de todas as formas de ajudares as pessoas a serem disciplinadas com os seus treinos, porque a regularidade do estímulo é fundamental para obter resultados. Depois aplica essa lista de ações.
45. Procura metodologias que respeitem os princípios do treino e as leis naturais.
46. Faz uma lista de todas as formas de controlo do treino, sono, alimentação dos teus alunos e aplica.
47. Recorda: intensidade é a tua base de trabalho, a chave dos resultados. Por isso, procura envolver os teus alunos com uma comunicação inteligente de forma a levá-los para fora da sua zona de conforto.
48. Identifica as tuas próprias rotinas de sucesso. E procura ser consistente na sua aplicação.
49. Usa a sala de troféus para elevar a tua auto-estima e a dos teus alunos.
50. Adequa a linguagem ao teu público.
51. Frequenta os mesmos locais do teu público-alvo.
52. Trabalha sempre em amplitude total de movimento.
53. Utiliza movimentos multi articulares que criem mais impacto local e metabólico no corpo, permitindo assim resultados mais rápidos em menos tempo.
54. Deixa sempre indicações pós treino sobre alimentação e repouso.
55. Procura pontos comuns nos teus potenciais clientes para promover melhor rapport, confiança e assim aumentar a probabilidade de virem a treinar contigo ou de respeitarem mais os teus conselhos.
56. Dá palestras sobre um tema no qual te sintas confiante pela tua experiência ou formação.
57. Recorda: és um alfaiate, não um pronto a vestir. Atua de acordo com isso.
58. Recorda: queres ser um chef de cozinha e não um livro de receitas na mão de quem não sabe cozinhar.
59. Coloca os teus objetivos e material com eles relacionado no fundo do teu computador, no fundo do teu telemóvel, na tua carteira, no espelho do teu quarto…
60. Estuda pessoas de sucesso e modela o seu comportamento, o seu sistema de valores e a sua fisiologia.
61. Usa a cadeia de excelência para todos os teus desafios.
62. Procura formação de qualidade nas áreas que menos dominas. Ou seja: sai da zona de conforto.
63. Se queres ajudar alguém a mudar o seu estilo de vida, tu tens de mudar primeiro.
64. A perfeição é inimiga do sucesso, por isso, o momento ideal é agora, o conhecimento que tens basta para começar.
65. Kaizen! Procura a melhoria constante naquilo que fazes.
66. Seleciona melhor as pessoas com quem convives, porque quer queiras quer não, és o resultado das 5 pessoas com quem passas mais tempo.
67. Lê 15 min. por dia um livro fora da área da atividade fisica.
68. Começa o dia definindo as 3 ações mais importantes. Depois cumpre essas tarefas e só depois realiza o resto.
69. Faz uma sessão fotográfica com um profissional para depois utilizares essas fotos no teu site, nos teus cartões de visita, no teu folheto…
70. Identifica as ações que tem mais impacto em todos os processos de treino e do teu negócio. Usa o princípio de Paretto.
71. Lê como tornar-se indispensável de Seth Godin e aplica os seus ensinamentos.
72. Lê e escuta o CD do livro mude a sua vida em 7 dias do Paul McKenna.
73. Lê Richard Bandler.
74. Lê e aplica Brand you de Tom Peters.
75. Faz um mínimo de 3min de meditação por dia.
76. Dorme 8 ou mais horas por dia.
77. Cria troféus para os teus alunos.
78. Usa roupa diferente e de acordo com o teu público alvo. Evita ir com a maré.
79. Faz uma boa triagem em vez de avaliação da condição fisica.
80. Cria o teu conjunto base de exercícios. Trabalha de forma que os teus alunos os aprendam em poucos meses. Que sirvam para depois progredir para coisas mais complexas. Serão a tua imagem de marca e os teus alunos, a tua melhor publicidade.
81. Evita treinos tipo 1001 exercícios com bola. Identifica os melhores movimentos e depois varia os desafios em termos de repetições e combinações. A base dos doces é farinha, ovos e açúcar e no entanto o resultado dessa mistura pode ser bem diferente. Por isso procura os ingredientes chave e depois aprende a combina-los em vários formatos.
82. Identifica um nicho de mercado que ninguém trabalhe e torna-te uma grande referência no mesmo. Vais ter de investir tempo para depois obteres dinheiro. Em marketing é fundamental ser primeiro na mente do mercado. Seja primeiro numa categoria ou sub-categoria.
83. Usa músicas, elementos visuais e gestos como ancoras nos teus treinos.
84. Aprende as necessidades da população que os ginásios não trabalham: quase toda a população acima dos 35 anos de idade.
85. Reúne à tua volta um conjunto de profissionais especialistas nos quais te possas apoiar: reabilitação/terapias, nutrição, medicina desportiva e psicologia.
86. Procura um estagiário, um adjunto que te possa substituir quando estejas doente. Assim, ele irá usar a mesma linguagem e metodologia. Os alunos vão adorar esse cuidado e detalhe. E isso vai permitir expandir o negócio quando for caso disso.
87. Cria umas regras e procedimentos do teu negócio de PT antes de avançares para uma relação comercial com alguém.
89. O personal trainer vende atos humanos, por isso identifica os serviços que vais prestar.
90. Cria pacotes comerciais e soluções para diferentes tipos de clientes.
91. Evita processos curtos de treino e relações comerciais de curta duração porque podem ser uma fraca imagem do teu trabalho. Ter 40 ou 50 alunos em treino personalizado num ano, é como o ginasio típico que abre no primeiro ano com 750 sócios e no segundo só tem 150.
92. Aprende os processos do melhor ginasio do mundo: Gainesville Health and Fitness Center.
93. Interessa-te pelas pessoas primeiro. Elas devem estar sempre antes dos processos.
94. Lê o Nuts da Southwest Airlines e aplica os seus princípios.
95. Lê a Fish Philosophy e aplica.
96. Treina em locais diferentes e procura viajar para conheceres outras formas de estar e ver o negócio de PT e do fitness.
97. Cuidado com a poderosa indústria do fitness. Estão sempre a tentar vender-te qualquer coisa. Desconfia.
98. Estuda a história e evolução dos ginásios e do fitness porque há coisas que são cíclicas, há muitas situações que estão a ocorrer agora e também se verificaram no passado. Há equipamentos que são revitalizados, há exercícios que sempre foram eficazes…
99. Investiga a indústria dos suplementos e drogas ligada ao fitness.
100. Vê o filme Food Inc.
Agora a bola está nos teus pés. Vais rematar?