Caixa de Ferramentas do Coach – Mudar Estados – Perguntas Poderosas

  • Qual foi o dia mais feliz da tua vida?
  • Conta-me um dia em que te correu tudo bem.
  • Qual foi a fase mais difícil da tua vida? Como a ultrapassaste?
  • Qual foi a prenda mais memorável que alguma vez recebeste?
  • Como posso fazer diferente da próxima vez?
  • Que música posso escutar que me deixa feliz?
  • Que lugar me deixa feliz?
  • Que pessoa me deixa feliz?
  • O que admiro mais no meu filho?
  • Por que coisas posso agradecer na minha vida?
  • O que realmente importa na minha vida?
  • O quero fazer hoje? Qual o foco do dia?
  • O que aprendi hoje?
  • O que posso fazer nesta situação?
  • O que estou realmente disposto a fazer para obter o que quero?
  • O que estou disposto a deixar de fazer para obter o que quero?
  • O que respeito nesta pessoa?
  • Comer este alimento vai deixar-me em forma?
  • O que posso comer que me leve a atingir minha meta e me dê prazer?
  • O que eu quero?
  • Como posso conseguir isso?
  • O que fazer para que isso aconteça?
  • Que recursos estão disponíveis?
  • Qual o primeiro passo?
  • Quando vai dar o primeiro passo?
  • Quem é a pessoa mais importante da sua vida?
  • Qual o item que nunca sai da sua lista de coisas a fazer, e porquê?
  • Considera-se uma pessoa bem-sucedida?
  • O que o levaria a tomar as ruas em protesto?
  • Como o descreveriam os seus amigos?
  • Quais os acontecimentos que mais o influenciaram?
  • Qual foi a melhor decisão que tomou?

Caixa de Ferramentas do Coach – Mudar Estados, Mudar o Foco e Outras Situações 1

Os desejos. Escrever 50-100 desejos (confidencial; alguns podem ser irrealistas; deixar sonhar) de uma vida. Depois ir riscando cada vez que alcança um.

Citações. Ajudam a mudar a visão de futuro. Podem ser inspiradoras e incitar à ação. Ajudam a mudar o foco. Eis algumas das nossas favoritas:

Quer você pense que pode ou não pode, você está certo. Henry Ford

Faz o melhor que podes, com aquilo que tens, no sítio onde estás e sê ambicioso. (citação ligeiramente alterada da original do Theodore Roosevelt)

Vê o teu futuro, sê o teu futuro. [Do filme Caddyshack]

Os obstáculos não podem parar-te. Problemas não podem parar-te. Acima de tudo, as outras pessoas não te podem parar. Apenas tu podes parar-te a ti próprio. J.Gitomer

A chave para desenvolver as pessoas é apanhá-las a fazer algo bem feito. Ken Blanchard e Spencer Johnson

Aprender é definido como uma alteração no comportamento. Tu não aprendeste nada enquanto não agires e utilizares aquilo que aprendeste (Don Shula e Ken Blanchard, 1996)

O facto de uma opinião ser amplamente partilhada, não significa que não seja um grande absurdo. Bertrand Russel

Sempre que 1. COMES, 2. PENSAS, 3. SENTES, ou estás a ajudar o teu corpo ou estás a magoá-lo. Escolhe de forma inteligente. Mel Robbins

As pessoas dizem-me sempre com absoluta certeza que não confiam nelas próprias. Richard Bandler.

A razão pela qual as pessoas têm problemas é porque têm demasiado tempo para pensar. Richard Bandler.

PNL é uma atitude e uma metodologia, não é o conjunto de técnicas que deixa para trás. Richard Bandler

Só te cansa aquilo que não desfrutas, só te cansa aquilo que não te apaixona, só te cansa aquilo quando fazes algo que não te preenche… Por isso com a pouca vida que nos resta, façamos coisas que nos apaixonem. Emílio Duró

Se estás a passar pelo inferno, continua. Winston Churchill

Persuadir é transferir emoção. Tony Robbins

Tempo é emoção. Tony Robbins

A tua marca é aquilo que as outras pessoas dizem de ti na tua ausência. Jeff Bezos

Quanto mais consomes, mais inseguro ficas. É a natureza do mundo. Manoj Bhargava

A melhor forma de aprender algo, é fazendo. Richard Branson

Não vejo o trabalho como trabalho e diversão como diversão. É tudo viver. Richard Branson

Se queres fazer notar-te, dá às pessoas uma razão para não te esquecerem. Richard Branson

Uma ideia… É útil? Se não é útil, é melhor ser divertida. E se não é útil ou divertida, então é inútil. Manoj Bhargava

“Sê feliz enquanto vives, pois vais estar muito tempo morto.” -Provérbio Escocês

Não confunda movimento com progresso. Peter Drucker

Outras de autores que desconhecemos:

Só há dois dias do ano em que não podes fazer nada: ontem e amanhã.

Pensamento é programação da mente. O consciente cria os programas. O inconsciente corre os programas.

O caminho é a meta.

Diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és.

Vive cada dia como uma vida.

As pessoas têm várias necessidades, mas uma das mais importantes é a necessidade de se sentirem seguras.

Só deves aceitar críticas de uma pessoa com quem gostarias de trocar o lugar.

Mesmo que a vida não seja a festa que estavas à espera, nunca deixes de bailar. Uma boa risada e uma boa noite de sono, são a melhor cura para qualquer problema.

Que nunca te falte um sonho pelo qual lutar, algo novo que aprender, um lugar onde ir e alguém para amar.

A vida é um desafio: vive-a, sente-a, ama, ri, chora, ganha, perde, tropeça, mas sobretudo, levanta-te sempre e continua.

Âncoras. Uma âncora é uma associação de um som, imagem ou sensação que faz despontar um estado. No fundo, é um reflexo condicionado por um estímulo, tal como acontecia na experiência de Pavlov com o cãozinho. É uma espécie de gatilho que desperta um estado positivo ou negativo. Por exemplo: a música “we are the champions” dos Queen é uma âncora de quase todo o mundo. Basta escutar e quase todas as pessoas despertam uma emoção adormecida relacionada com vitórias próprias ou do seu clube preferido.

Podemos por isso associar deliberadamente um estímulo a uma experiência muito específica.

Uma frase, uma palavra, o espaço que ocupamos em relação ao aluno (se é à esquerda ou direita), a nossa voz, tudo pode ser um estímulo associado a determinado estado.

Como usar a ancoragem:

  1. Relembrar um experiência passada.
  2. Aplicar um estímulo específico no pico dessa recordação.
  3. Mudar o estado da pessoa.
  4. Disparar a âncora para testar a sua eficácia.

Os melhores estados a ancorar são os que ocorrem no momento, aos quais podemos imediatamente associar uma âncora. Depois podemos usar estados passados. Os piores são estados construídos.

Guião para criar uma âncora:

Podes recordar um momento em que estavas completamente XXXXX?

Podes recordar um momento específico em que isso ocorreu?

Recua na linha do tempo e vê o que viste, ouve o que ouviste e sente as sensações de estares completamente XXXXX.

Observar as micro-expressões do indivíduo e aplicar o estímulo escolhido.

A duração das âncoras depende da:

  • Intensidade do estado. Quanto mais forte melhor.
  • A diferenciação do estímulo (o gesto aplicado, a frase dita, etc.).
  • O momento em que a âncora foi criada (idealmente no pico da sensação).
  • Repetição. O número de repetições efetuada que depende da pessoa e do estado.

Pre-frame. Colocar um frame, uma moldura, é criar um contexto, um significado, um foco para os nossos pensamentos. É uma antecipação daquilo que vai ocorrer. Ou seja, aquilo que vamos ver, ouvir e experimentar. Ao antecipar um acontecimento, podemos dar importância, dar mais ou menos ênfase a uma situação particular. Isso é feito nos noticiários ao usar palavras fortes e criar mesmo observações exageradas em torno de um acontecimento. Também é habitual nas conferências de imprensa os treinadores de futebol provocarem os adversários ou transferirem atenção para aquilo que lhes interessa mais.

Re-frame. É a alteração da moldura, do contexto, da forma como vemos a realidade. Caracterizá-la de forma diferente. Por vezes resulta melhor quando efetuado sob a forma de uma pergunta ou de uma metáfora. No fundo, é uma nova visão dos acontecimentos. Qualquer resultado poderá ser interpretado como sucesso ou insucesso. Dependerá onde eu quiser colocar o foco. Os treinadores são hábeis em fazer isso mesmo.

Visualização (porque a mente humana não distingue o que é real do imaginado). Consiste em imaginar com grande detalhe momentos futuros como se já tivessem ocorrido com sons imagens e sensações detalhadas. Viver no futuro durante um momento!

SAR – Sistema de Ativação Reticular (para criar uma prioridade inconsciente). Quando decidimos comprar um relógio, parece que a partir do momento da decisão, o relógio aparece em todo o lado. Rapidamente o distinguimos numa montra, no punho de alguém, numa página de uma revista, etc. Parece estar em todo o lado. É como uma mulher grávida que deteta tudo o que está relacionado com crianças, mesmo num País como Portugal onde temos baixas taxas de natalidade.

Quando escrevemos objetivos e colocamos imagens relacionadas com esses objetivos numa parede, no fundo do computador e telemóvel, na porta do frigorífico, no espelho da casa de banho, estamos a promover um filtro ao nosso cérebro para estarmos focados e darmos prioridade a esse objetivo.

Clarificar objetivos / estabelecer objetivos. Saber claramente o que queremos é importante para que as nossas ações sejam o caminho para o objetivo. O que queremos? Quando queremos? De preferência que seja algo mensurável, específico, agendado no tempo e com razões fortes para existir. Porque serão essas razões, esses porquês que nos vão manter em rota. Mais uma vez, voltamos a usar questões: O quê? Onde? Quando? Porquê?

Ter objetivos, pode evitar depressões, ajudar a motivar pessoas, criar prioridades, mudar o foco, etc. Os objetivos deverão ser formulados de forma positiva, específicos, mensuráveis, desafiantes, agendados no tempo (sem uma data, continuarão a ser um sonho), orientados mais para o rendimento (processo) do que para o resultado, ecológicos (que não prejudiquem os outros).

Objetivos de resultado. São a meta final. “-Quero correr a milha em 4min”. Para isso virão algumas questões associadas. Por exemplo: “-De que estou disposto a abdicar para conseguir isto?”; “-Quero mesmo utilizar parte da minha vida para isto?”; “-Quais os recursos disponíveis?;

Objetivos de processo. São as ações que no presente nos levarão ao objetivo de resultado. O coach neste caso vai centrar-se no presente, pois os objetivos de resultado estão centrados no futuro. Numa situação de treino personalizado, o treinador passará mais tempo a dar feedbacks técnicos do que feedbacks avaliativos.

Durante uma sessão de treino, um personal trainer, deverá focar-se 80% do tempo nos objetivos de processo, ou seja, no presente, na técnica de execução, na respiração e menos nas repetições ou distância final.

Metas intermédias. (Todos os grandes projetos são feitos de pequenas tarefas)

Os objetivos funcionam melhor se estiverem dispostos em crescente, de micro para macro, situações que controlamos mais para objetivos que inicialmente nos parecem quase épicos.

Razões/Porquês. Para que um objetivo de resultado seja atingido, temos de nos focar nos objetivos de processo, alimentados por razões, por um porquê que nos emocione, pois perante os obstáculos, serão essas razões que nos vão manter no caminho e nos impedirão de abandonar. A vontade também se educa (Jarov, 1982).

Escreve 5 coisas positivas do teu dia. Terminar o dia focado em coisas positivas é sempre uma melhor forma de adormecer. Escrever essas coisas parece trazer tudo para o mundo real e deixa-nos com imagens, sons e sensações positivas.

Palhaço / Caricatura (para mudar imagens e estados em relação a uma pessoa). Fecha os olhos e pensa numa pessoa que te irrite, uma pessoa que detestas. Agora pega numa lata de tinta laranja e faz-lhe uma cabeleira de palhaço, pega num pincel com tinta vermelha e pinta um nariz de palhaço, vai lata de tinta preta e faz-lhe um bigode, umas sardas e pinta-lhe um dente podre… Agora coloca-lhe a voz do pato Donald… Abre os olhos. Pensa na mesma pessoa. Ainda tem o mesmo efeito em ti?

Mudar Diálogo Interno (usar o meta-modelo). Um dos aspectos que diferencia as pessoas de sucesso dos outros, é o diálogo interno ser diferente, ser positivo.

Auto-afirmações. A comunicação connosco próprios é fundamental para o nosso estado e a nossa qualidade de vida em geral. Por vezes não colocamos os “rótulos” mais potenciadores a nós próprios. Uma forma poderosa é criar algumas frases que façam sentido para nós, começadas pelas palavras: – Eu sou…

Referências Bibliográficas

Jarov, K. (1982). A vitória desportiva e a educação da vontade. Lisboa: Livros horizonte.

Caixa de Ferramentas do Coach – Clarificar

Êxito, sucesso ou outro conceito. Defina êxito. O que é êxito para si? Queremos desta forma entender qual a perceção da pessoa sobre determinado conceito. Assim, será mais fácil comunicar e em muitos casos medir o progresso. No ginásio, uns medem pela roupa, outros pelo espelho, alguns pela performance. E dentro desses aspetos ainda têm situações mais específicas às quais dão maior relevo.

Metamodelo. Serve para identificar generalizações, distorções e omissões na linguagem das pessoas. Ao escutar determinadas afirmações das pessoas, podemos usar este tipo de perguntas para obter informação mais específica e clarificar o conteúdo (estas questões podem servir também para melhorar o auto diálogo). Perante uma afirmação, podemos colocar as seguintes questões:

  • Como sei se isso é verdade?
  • Quem disse isso?
  • O que quero dizer com isso?
  • Comparado com quem?
  • Comparado com o quê?
  • Quem especificamente?
  • O quê especificamente?
  • Onde especificamente?
  • Quando especificamente?
  • Como especificamente?
  • O que aconteceria se pudesses?
  • O que te impede?
  • Sempre?!
  • Nunca?!
  • Todos?!
  • Todos fazem isso?!
  • Ninguém?!
  • Mudar o tempo verbal
  • Mudar para a terceira pessoa (ele, eles…)
  • Para com isso!

Caixa de Ferramentas do Coach – Disciplina / Controlo

Don´t break the chain. Esta ferramenta foi popularizada pelo ator Jerry Seinfeld. Consiste no seguinte: 1. Escolha um objetivo; 2. Assinale com uma cruz, num calendário bem visível a vermelho, os dias em que trabalhou nesse objetivo; 3. Use a corrente de dias marcados para se motivar. Afixar o calendário num local visível, tipo: porta do frigorífico, espelho da casa de banho, junto do computador, etc. Interessante para autocontrolar a frequência de treino.

pexels-photo-862731.jpegCalendário. Tudo que é agendado, tem maior probabilidade de ser efetuado, por isso a um calendário transformado numa agenda, pode ser uma poderosa ferramenta para levar as ideias à ação. Recomenda-se apenas a utilização de um calendário só para melhor organização das tarefas. Podendo imprimir e colocar nos locais visíveis mais frequentados pelo cliente, fazem recordar a importância das ações, ajudam a controlar processos, ajudam a disciplinar, a criar rotinas. Por outro lado, também conseguem dar uma visão de conjunto e facilitam a utilização da linha do tempo também.

Reforço/recompensas. Os reforços positivos, podem ajudar a consolidar um novo comportamento. No fundo, trata-se de mudar o foco como treinador: apanhar o aluno a fazer algo bem feito em vez de estar constantemente à procura do erro para corrigir. É uma tarefa de elevado grau de dificuldade, pois toda a formação escolar está focada no erro e o treino do professor é procurar tudo o que é negativo.

Associação (criar uma experiência real). Quando queremos mais emoção, quando queremos aceder a determinados estados, vamos imaginar tudo como se estivéssemos realmente a viver a experiência. Um filme 3D tem sempre um grau mais elevado de associação. Se eu estiver a ver um filme sobre mim próprio eu estou dissociado. Ao dialogar com o aluno, podemos ajudar a criar imagens que o façam visualizar-se associado a uma experiência. Aliás, essa é a experiência que o cinema procura para nos levar a entrar no filme. Quando saímos de uma sala de cinema, muitas das vezes ainda temos a sensação que somos o protagonista e o nosso corpo está com sensações provocadas pelo filme.

Dissociação. Um exemplo de dissociação cognitiva é a música durante o exercício físico ou situações de jogo que implicam a realização de repetições de certos exercícios enquanto nos distraímos com jogos de cartas, pontuações por equipas, campeonatos e outras formas competitivas. Se imaginarmos uma experiência negativa como se esta estivesse a ocorrer numa sala de cinema e nós fossemos espetadores e depois afastássemos essa imagem até ela se transformar num ponto e desaparecer, então estamos a eliminar uma má experiência dentro da nossa mente e consequentemente a reduzir o efeito das sensações produzidas por essa experiência. Outro exemplo: se uma rotina de treino tiver uma sequência de repetições do tipo 10+9+8+7+6…+1 cria um efeito mental de afastamento do problema, do esforço, da dor.

Emoções. São um conjunto de informações elétricas e químicas do corpo, são o motor da ação, que geram sensações, por sua vez estimulam pensamentos, que nos levam a determinados comportamentos e consequentes resultados. O problema, o desafio não está no seu controlo, mas sim na sua interpretação. A frequência cardíaca, a respiração, o calor/frio, transpiração e outras reações corporais, são até idênticas em situações de nervosismo e excitação, tudo depende da interpretação que fazemos.

Regra dos 5 segundos. Robbins (2017) usa uma simples técnica mental para enganar o nosso cérebro. A autora usou em si mesma, numa fase inicial, para se levantar da cama em vez de desligar o despertador e continuar a dormir. É tão simples como fazer mentalmente uma contagem decrescente como se se tratasse de um foguetão a descolar: 5… 4… 3… 2… 1… para iniciar a uma ação ou parar uma ação. Curiosamente parece resultar e é muito subtil porque ninguém percebe que o estamos a fazer.

Psych-K®. Desenvolvida em 1988 por Robert Williams ao constatar que as técnicas convencionais que se baseiam na introspeção, autoconhecimento e na motivação eram ineficazes, desenvolveu uma abordagem direcionada ao inconsciente. De facto, a autoimagem pode ser auto sabotadora de processos de mudança. A Psych-K pretende ser uma ferramenta cujo objetivo é eliminar as crenças negativas do nosso inconsciente, as crenças que colocam limites ao nosso potencial. Procura mudar a programação, usando testes musculares (algo que não tem muito suporte científico) para: a) detetar presença de stress no inconsciente; 2) identificar verdade inconsciente; 3) um sistema conveniente de comunicação “sim/não”.

Referências Bibliográficas

Robbins, M. (2017). The 5 Second Rule: Transform Your Life, Work, and Confidence with Everyday Courage. Savio Republic.

Williams, R. (2008). PSYCH-K … The Missing Piece Peace in Your Life!. Crestone: Myrddin Publications.

O Processo de Coaching

O Processo de Coaching

No desporto podemos utilizar o coaching em grupo ou de forma individual. Para desenvolver uma relação de confiança, a atitude do treinador, do personal trainer, do instrutor de aulas de grupo poderá basear-se nestes pressupostos:

  1. “-Aceito-te tal como és”.
  2. “-Confio em ti. – Fala!.”
  3. “Tenho apreço incondicional por ti como pessoa”.

A ferramenta principal do coach são as perguntas certas no momento adequado. É algo que exige muito treino. Para fazer perguntas poderosas, Lages e O’Connor (2004) recomendam o seguinte:

  1. Começam com “o que”
  2. Orientadas para soluções, para a ação.
  3. Orientadas para o futuro.

O que… Você… Verbo… Futuro positivo

Entre o ponto A e o ponto B, residem alguns desafios

Crenças. São generalizações, que podem ser potenciadoras ou limitadoras. No fundo, são representações da realidade. O coach tem como missão ajudar a mudar os sons, as imagens, as sensações do cliente, porque no final, aquilo em que ele acredita tem muito a ver com a forma como ele representa o mundo dentro da sua cabeça.

Valores. Algo ao qual damos muita importância, algo ao qual damos prioridade. As escalas mudam. O exercício físico está habitualmente numa posição demasiado baixa nas escalas de valores das pessoas. Essa é uma das razões a que se deve a baixa frequência de treinos e o abandono da atividade física regular. Uma das ações do coach na área da atividade física e estilo de vida é adicionar valor ao exercício, algo que poderá passar por mostrar às pessoas os benefícios psicológicos, sociais e físicos do exercício regular.

Algumas perguntas para começar a identificar aquilo que as pessoas valorizam (Pérez, 2009):

  • O que o motiva?
  • O que é mais importante para si?
  • O que o faz levantar da cama?
  • O que o faz passar à ação?

Alguns valores podem ser considerados comuns a qualquer população. Vida – a própria existência é o valor mais importante. Sem vida, o resto não interessa.

  • Vida
  • Saúde (sejam ricos ou pobres)
  • Tempo (Todos os dias há 24h para todos. Tempo é emoção).
  • Atenção paga-se cara.

O Processo de Coaching Usando o Modelo G.R.O.W. (Whitmore, 2009)

Goal/Objetivo – acordar um objetivo para a sessão de coaching.

  • O que pretende atingir no final desta sessão de coaching?
  • Como saberá que o conseguiu?
  • O que pretende atingir?
  • O que podemos fazer nesta sessão para ajudar a concretizar esse objetivo?
  • O que terá no final desta sessão, que não tem agora?
  • O que pretende atingir a longo prazo?
  • Qual é a sua definição de sucesso?
  • O que consegue controlar ou influenciar para atingir o seu objetivo?
  • O objetivo é positivo, desafiador e concretizável?
  • Como saberá que conseguiu (o que verá, ouvirá ou sentirá)?

Reality/Realidade – Onde está e o que se está a passar agora?

( Para compreender a situação atual. Questionar e escutar.)

  • O que está a acontecer agora (o quê, quando, onde, como, quanto, com que frequência)?
  • O que está envolvido (direta e indiretamente)?
  • Como está a ver a situação?
  • Como se sente em relação a isso?
  • O que está a fazer em relação a isso?
  • Como é que isso o está a afectar diretamente?
  • Qual o impacto disso nas outras pessoas direta ou indiretamente envolvidas?
  • Que resultados isso origina?
  • O que o está a impedir de dar um passo em frente?

Options/Opções – O que pode fazer para atingir o que pretende.

(Para encorajar o cliente a definir um conjunto de opções e recursos. Estimular o cliente a decidir o caminho.)

  • Que opções tem?
  • Que mais poderá fazer (independentemente de ser ou não realista neste momento)?
  • Se pudesse fazer algo em relação a isso, o que faria?
  • Quem o pode ajudar/apoiar?
  • O que é necessário (tempo, poder, dinheiro, materiais, etc.)?
  • Quais os benefícios e custos das diferentes opções?
  • Qual a opção em relação à qual se sente mais à vontade ou mais motivado?

What+When+Will/O quê+Quando+Vontade – Fazer acontecer

(Para criar um plano. Definir passos específicos e um cronograma. Definir e debater um estrutura de suporte. Acordar o follow-up. Garantir o compromisso com o plano.)

  • Que opção escolheu?
  • Em que medida ela contribui, de facto, para tornar o seu objetivo uma realidade?
  • Que critérios irá utilizar para o medir? Como vai medir o seu progresso?
  • Quando vai iniciar ou concluir cada um dos passos/ações para lá chegar?
  • O que poderá favorecer a concretização dessas ações?
  • Existe algum tipo de resistência em relação a cada um desses passos?
  • O que irá fazer para eliminar esses factores (internos/externos)?
  • Quem precisará de conhecer os seus novos planos?
  • O que irá fazer para obter apoio dessas pessoas e quando?
  • Quer falar mais alguma coisa em relação a esta situação?

Bibliografia

Lages, A. e O´Connor, J. (2004). Coaching com PNL. Qualitymark.

Pérez, J. (2009). Coaching para docentes. Porto: Porto Editora.

Whitmore, J. [Ted Talks]. (07.02.2013). Cleverly Connected: Sir John Whitmore at TEDxCheltenham. [Ficheiro em video]. Retirado de: https://www.youtube.com/watch?v=6fld90L6Hkw

Ações Fundamentais do Coach

Calibrar

Reconhecer o estado da outra pessoa através da leitura dos sinais não verbais: respiração, expressões, pequenos movimentos pelos quais percebemos o estado do outro. É importante treinar esta competência para que as sessões de coaching sejam bem sucedidas. Uma das formas de o fazer é usar o vídeo. Por exemplo: observar uma entrevista, retirar o som e procurar ler os lábios dos entrevistados, perceber os momentos de viragem em termos de emoções, apenas fazendo a leitura dos gestos das pessoas intervenientes. Também podemos pedir a um amiga ou namorada para olhar para nós e pensar numa pessoa que elas não gostem e a partir daí observar a sua linguagem corporal. Depois podemos pedir para que ela pense em algo contrário e observamos as diferenças. Finalmente pedimos que ela pense alternadamente numa pessoa que goste e numa que não goste para nós testarmos se distinguimos as reações corporais de acordo com o pensamento dela.

Sem atribuir nenhum significado a estes sinais (porque eles podem ser realizados por diferentes pessoas expressando emoções diferentes), procuramos padrões de micro-expressões do próprio indivíduo, para perceber o seu estado e a forma como ele vai mudando a sua expressão corporal no decorrer da conversa. Exemplos:

  • Padrão/ritmo de piscar os olhos.
  • Mudanças de posição da cabeça.
  • Ritmo/padrão da respiração.
  • Frequência cardíaca (podemos observar olhando para o pescoço).
  • Padrões de circulação facial.
  • Dilatação/contração das pupilas.
  • Movimento das narinas.
  • Movimento do lábio superior.
  • Morder lábios.
  • Movimento das sobrancelhas.
  • Dedos na face.
  • Posição das mãos.
  • Inclinação do corpo.
  • Tensão na parte superior do corpo.
  • A posição dos ombros.
  • Piscar ao responder.
  • Tonalidades da voz que mudam durante a resposta às perguntas.
  • Tempo de processamento das respostas.

Criar Rapport

Queremos estabelecer uma relação de confiança, um bom ambiente para que o cliente se expresse, para que haja entendimento. Criar sintonia ao nível inconsciente, como se coach e coachee já se conhecessem há muito tempo. Criar uma situação de harmonia sem fazer de mimo. Algumas formas de o fazer:

  • identificar pontos comuns com o cliente (exemplo: se sabemos que a pessoa efetuou uma cirurgia à coluna e nós também, usamos esse facto em conversa, porque ela vai sentir que sabemos quais as sensações pelas quais passou);
  • tom de voz idêntico ao do cliente;
  • velocidade de movimentos em sintonia com ele;
  • gestos;
  • respiração (é uma das formas mais poderosas de criar rapport);
  • expressão facial;
  • matching (uma forma de criar rapport: se a pessoa estende o braço esquerdo, nós fazemos o mesmo com o direito ou com outra parte do corpo; de forma natural e impercetível, é claro);
  • mirroring (o coach espelha alguns gestos, postura, respiração, expressões faciais do cliente com o cuidado de ser gradual para a pessoa não sentir que está a ser gozada ou algo do género; naturalidade é a chave).

Outras Competências do Coach

Escuta ativamente, sabe colocar-se na posição de outra pessoa e ver o mundo pela sua “janela” (empatia), foca-se no cliente em vez de estar centrado nos seus próprios interesses, comunica bem com o seu corpo, é uma pessoa com atitude positiva, toma notas, usa o silêncio adequadamente como uma ferramenta de comunicação, evita juízos de valor e rótulos, faz resumos da conversa regularmente.