Circuito de Manutenção do Parque Corgo – Vila Real – Como Usar

Ginásios em Tempo de Guerra Contra COVID19

Ajuda pessoas suficientes a conseguirem o que querem da vida e yu conseguirás tudo o que pretendes da vida.

Zig Ziglar

Quando menos esperávamos, entramos numa guerra para a qual fomos enviados à força. Tivemos de escolher as armas e a estratégia em andamento, contra um inimigo que não se vê. Na frente de combate estão militares, mas os principais operacionais são médicos e outros profissionais de saúde. Faz tempo que isto não acontecia e… O futuro pode apresentar guerras similares.

De repente, as necessidades básicas, voltaram a ser importantes, porque até agora, felizmente, parecia tudo controlado: mantermo-nos vivos e com saúde bio-psico-social para evitar ir para a frente de combate (hospital) e colocarmos a nossa vida em risco.

As Circunstâncias Atuais

Passamos agora, mais tempo ainda sentados. Sobretudo alguns de nós que estávamos habituados a maiores dinâmicas, passamos ao grupo dos quase sedentários. É inevitável, porque 99% do tempo estamos confinados a espaços de 100m2, com uma ida à padaria. Felizes agora aqueles que vivem numa casa e melhor ainda estão os aldeões para quem o estilo de vida pouco mudou.

A alimentação está para alguns melhorada porque comiam fora e agora comem em casa e até sabem cozinhar, mas para outros que não dominam essa prática, a coisa piorou. Acresce o facto da ansiedade e stress provocados por este ambiente de quarentena, promoverem os desejos por alimentos de “conforto” (doçaria e afins). A comida está disponível em casa como não estava antes no local de trabalho.

A população está com muitas dúvidas sobre o futuro próximo e longínquo. Emprego, economia local e global muito afetadas e todo um pós-guerra para vencer. Como será a vida depois do virús estar controlado? Aliás, há quem calcule ser necessário pelo menos 60% da população estar infetada para que as coisas possam voltar ao “antigo” normal. O que é certo é que a quarentena afetou os pensamentos das pessoas, gera muitas dúvidas em relação ao futuro (ansiedade) e promove muitos momentos em que achamos que não controlamos algo (stress). Alguns, pela primeira vez são donos do seu tempo como nunca foram. Isso é estranho. É como a equipa que estava em segundo lugar e agora vai no comando.

As relações humanas estão alteradas. Quando as pessoas vão à rua, olham com desconfiança, agem com desconfiança. A escola é à distância, os professores estão em situação de burnout porque tentam dar aulas online como faziam presencialmente. As hormonas e emoções geradas pela presença de outros humanos, estão condicionadas. Reunir, falar e ter afetos à distância, não é a mesma coisa.

Assim, estando a conjuntura biológica, psicológica e social bem alterada, a nossa ação para ajudar pessoas, tem de ser diferente daquela que fazíamos de forma presencial. Os ginásios que criaram relações fortes, autênticas tribos consolidadas de anos de socialização, têm mais segurança nos processos e confiança por parte dos clientes. Os outros, completamente impessoais, estão a ter mais dificuldades. O pequeno é mais ágil, o grande é mais lento, embora mais poderoso, tem muita mais sede e necessita de mais alimento.

Necessidades Básicas

Beber (somos 70% água), afetos, sexo, comer, ir ao WC e sono, fazem parte da base da pirâmide. Se nos fundamentarmos em Maslow, primeiro estão as necessidades fisiológicas, depois a segurança, a seguir vem o amor e o relacionamento, a estima e por fim, somente no fim, a realização pessoal. E como nós sabemos, quem inverte a pirâmide ou não tem a base consolidada, sofre, sofre muito e coloca a sua saúde em risco.

Como os ginásios podem ajudar as pessoas, nesta realidade bio-psico-social?

Primeira pergunta: As pessoas sentem a tua falta?

Os Ginásios São Pessoas

Primeiro, os ginásios são pessoas. Vendem a ação de pessoas para outras pessoas a quem chamam clientes. Logo, os profissionais que fazem os ginásios têm de estar bem, têm de estar saudáveis, têm de estar seguras, ter os seus relacionamentos equilibrados, para agora poderem de uma forma diferente dar algo de bom aos clientes.

Emoções Humanas

Alegria, tristeza, raiva e medo, estão agora à flor da pele. As notícias chovem por todo o lado, mesmo que desliguemos a televisão. É inevitável. E vai ser muita dor nas notícias, para que nos intervalos, a publicidade, traga prazer. Agora mais do que nunca, é preciso vender. Agressividade e preço baixo, são a receita habitual.

Os ginásios, estavam na sua maioria, associados a emoções positivas, as pessoas que ultrapassaram a barreira dos 6 meses, tinham associações cognitivas muito positivas com o ginásio e por isso lá permaneceram. Fossem os resultados obtidos com o exercício, ou o ambiente físico, as relações com os funcionários, com os outros sócios ou os fatores pessoais, elas eram sócias e pertenciam à tribo. Sabem porque é que os vossos sócios eram vossos sócios e não sócios de outro ginásio? Algo daquilo que lhes foi proporcionado, pode continuar. O que é?

A Relação Sócio-Funcionário

A relação sócio-funcionário, dizem os estudos, é o fator mais importante na fidelização do sócio. Como vamos manter essa relação? Se o ginásio tinha boa taxa de retenção, certamente tinha relações consolidadas, as pessoas gostavam dos professores e tinham uma relação de amizade. O professor tem de manter essa relação à distância. Ele melhor do que ninguém, conhece os clientes, os seus gostos, os seus problemas, as suas especificidades. Porque não atribuir a ele a responsabilidade de manter a sua pequena tribo?

Existe alguma evidência do sucesso do exercício em casa? Conhecem alguém que tenham comprado uma passadeira ou algum tipo de material e o utilize regularmente há mais de 6 meses? Algum de vocês tem um equipamento/material de exercício em casa e que deixou de usar?

Quem São os Vossos Fans?

Qual o sócio que comenta o que vocês colocam nas redes sociais?

Quem são os sócios que se preocupam a sério com vocês e com o vosso trabalho?

Que sócios faziam maiores distâncias para ir ter com vocês?

Quem é que trouxe mais amigos para vos conhecerem?

Quem comprou o vosso merchandising? A vossa app? Ou aderiu a serviços extra?

Que sócios estão sempre a falar de vocês?

Premiar o Sócio

Qual o sócio mais antigo do ginásio? Fazias promoções de inscrições e descontos… Nessa altura, o que oferecias ao sócio que em 5 anos te deixou 3 mil euros nos cofres? Davas algo também?

Esta é uma boa altura para reconhecer os fans e premiar.

Comunicação em Direto

Sempre existiram programas de acompanhamento de treino à distância. Aliás, um dos responsáveis por o fitness ser uma indústria, chamava-se Jack Lalanne e construiu a sua reputação com um programa de TV, em direto (imaginem sem poder repetir), durante mais de 30 anos, onde, adivinhem: falava de alimentação, psicologia positiva e exercício físico. Sempre com propostas concretas nessas 3 áreas, com ajuda de um quadro, num cenário muito parecido com as nossas casas. Mas, o mais importante: direto (parece que entra pelas nossas casas), com hora marcada e com uma paixão imensa para ajudar pessoas com algo que resultou com ele, liderando pelo exemplo. E podia terminar aqui o meu texto e a minha fundamentação, porque ele trabalhava com as necessidades básicas do ser humano, com princípios básicos de comunicação onde claramente nos ensinou que, comunicar é transferir emoção.

Já perceberam a diferença de verem um jogo de futebol em direto ou em diferido?

Orientação à Distância

Aquilo que podemos fazer à distância é diferente do que podemos fazer presencialmente. Na maioria dos casos, não temos um público a dar feedback no momento. Falta essa energia e falta a comunicação direta. Temos de imaginar quem está do lado de lá, onde está, como está vestida, para podermos dar as melhores indicações. Por isso, manter uma forma de comunicação eficaz após e antes das aulas, pode ser fundamental para percebermos a realidade de cada um. Os likes não são suficientes e ter um Zoom, Hangouts, ou outro software com 20 pessoas de microfone ligado, gera alguns problemas.

Em termos de logística, a iluminação, um bom microfone de ambiente e uma câmara (hoje os telemóveis já são muito bons para isso) que faça um bom ângulo (trabalhamos em espaços pequenos) com boa qualidade de imagem, são peças fundamentais do sistema. Claro que depois, podemos ter um cenário e toda a camuflagem que quisermos. Mas o direto em tempo de guerra, tem de estar focado nas pessoas e não em nós.

Manter as Relações

Sou do tempo de escrever cartas. Essa era a forma de comunicar à distância. O telefone era muito caro. Hoje é muito mais fácil manter a comunicação. Mas eu apostaria sempre menos no texto e mais na comunicação live, em audio e vídeo. O Whatsapp, parece-me uma boa ferramenta. A melhor rede social para criar conversa e mais versátil é Facebook. Mas recomendo que se foquem apenas numa rede e a trabalhem bem. Slack e forums ainda funcionam bem quando queremos juntar pessoas em torno de um tema comum. Neste momento a forma de comunicar online é importante. Ficam aqui as dicas.

As Receitas e a Partilha de Treinos dos Alunos

Se eu disser a alguém para deixar de fumar, isso não vai ser suficiente para a pessoa mudar o hábito, pois não? Então porque insistimos em fazer planos de treino, termos um foco centrado em prescrição e nada na execução? É como ter livros de receitas e não saber cozinhar.

Se os sócios partilharem junto do professor a execução de alguns dos seus exercícios em vídeo, a comunicação faz-se nos 2 sentidos. Será importante encontrar a melhor ferramenta e criar regras de horário a responder. No entanto, quanto mais imediato, melhor. Mais uma vez, Slack e Whatsapp, parecem boas soluções. Mas a ferramenta dependerá também daquilo que os utilizadores do ginásio mais utilizam. Pessoas mais velhas terão problemas e deverão pedir ajuda aos familiares, os quais, provavelmente estarão mais próximos, devido à quarentena. Aqui está uma oportunidade de conquistar público e criar redes sociais reais (não virtuais) fortes.

Vendemos Atos Humanos

A ação humana é aquilo que vendemos. Não podemos atuar como se vendêssemos batatas ou outros produtos. São as PESSOAS , O PROCESSO e a EXPERIÊNCIA que se tornam mais relevantes neste negócio das aulas de dança, das massagens e do treino personalizado ou em grupo.

Vendam Benefícios

Os benefícios do exercício físico, ocorrem quando as pessoas “consomem” exercício na “dose adequada”. A promoção desses benefícios físicos, mentais e sociais, está na hora de aparecer nos vídeos, nos textos, nos diálogos com os clientes de forma positiva e não naquela dolorosa que ocorre nas absurdas avaliações da condição física para vender personal training.

Disciplina

As pessoas compram coaching, compram treino porque não têm auto-disciplina, não têm um método adequado às suas necessidades nem um processo de controlo de treino. Caso tivessem tudo isso, não precisavam de nós.

Pense em tudo o que pode fazer para ajudar as pessoas a manter disciplina de treino. Como é que fazem aqueles que são disciplinados? Que tal passar essa experiência para os clientes? Que tal colocar os clientes mais disciplinados a transmitir essa informação?

Por vezes, servimos para empurrar os clientes, quando estes não têm energia ou motivação, quando não lhes apetece. Essa missão de liderança tem de estar presente agora mais do que nunca.

Método

O método nesta altura tem de ser diferente, baseado no peso do corpo, mas a intensidade, as progressões, os níveis diferentes têm de ser respeitados. Escolham os melhores exercícios, aqueles que estão no mercado há mais de 100 anos a produzir resultados com milhões de pessoas diferentes com estilos de vida e genéticas muito díspares. Quais são? Problemas com variedade? 4 exercícios geram 24 combinações diferentes. 5 geram 120 só nas sequências. Se lhes adicionarmos repetições diferentes, então precisam de uma vida para fazer os treinos todos. Ideia fundamental a reter: Progresso!

Controlo

O registo de treino é agora a ferramenta poderosa. Nem que seja de forma simplificada com registo de data, duração, distâncias (pouco provável agora), repetições (volume de treino), serão fundamentais para dar feedback às pessoas, para que estas tomem consciência e mais uma forma e razão para mantermos o contacto com elas. Um formulário do Google Forms, pode ajudar nisto.

As aplicações para smartphones e os monitores de atividade física são ferramenta poderosa quando bem utilizada. Se o seu desenvolvimento nos últimos 3 anos foi enorme, daqui em diante poderá ser ainda mais reforçado devido às necessidades.

Talvez uma das ferramentas mais interessantes para personal tainers neste momento seja o TrueCoach

Conteúdos Exclusivos ou Grátis

A vantagem de estar ligado a um ginásio passa por ter acesso às instalações, mas sobretudo passa pelas pessoas, pelos processos desse ginásio, a forma de trabalho. Aliás, os ginásios são todos iguais em termos de conteúdo. Querem ver os horários online agora? Aulas de cycling, bodypump, hiit, crossfit ou similar, personal training e sala de musculação (ou melhor, o acesso a esta).

Como nos diferenciamos? Qual a exclusividade dos nossos clientes serem nossos clientes? As plataformas que criarmos, os processos, devem dar primazia e exclusividade aos nossos clientes, provavelmente com um preço mais reduzido do que a mensalidade habitual do ginásio. Isso não significa que não haja conteúdos grátis, mas temos de fazer sentir ao cliente que ele é nosso cliente.

Um dos programas com maior êxito online que usa treino com o peso do corpo, que eu tive oportunidade de experimentar com êxito também, é o Freeletics. Reparem que tem um programação generalista de acordo com 3 ou 4 objetivos distintos, usa os melhores movimentos gímnicos com algumas progressões, tem um mecanismo de controlo, um sistema motivacional de pontos, uma forma de partilha entre membros, os treinos têm nomes próprios, tem tudo aquilo que a maioria dos ginásios está a proporcionar agora (talvez os ginásios não tenham é o processo de controlo de treino). Então, isso significa que as pessoas nos podem trocar por um programas desses. Claro que sim. E se nós adicionarmos valor ao sistema? Contacto direto, a relação professor-aluno, treinos em direto, um acompanhamento mais personalizado… Assim estaremos a ser diferentes e ser concorrentes desses programas. Caso contrário estaremos em desvantagem nítida.

O Carrocel Online

Se não estavam habituados a fazer o “carrocel” de comunicação na sala de musculação, eis agora a oportunidade e obrigação de o fazerem. Contactar pessoa a pessoa, saber as suas necessidades e ser solução para problemas. Dar um bocadinho de atenção a cada cliente, na correção dos exercícios, na motivação, no elogio, na solução específica. Isso significa lançar a semente da relação profissional/pessoal. Só assim conseguimos vender, comandar, ser respeitados e construir uma credibilidade. É a forma de gerar confiança. Pessoa a pessoa.

Solução para problemas

Já enquadramos os momento que estamos a atravessar. Agora mais do que nunca, é hora de simplificar, conhecer as necessidades individuais de cada sócio e promover soluções adequadas. Deixem de estar centrados nas vossas necessidades. O personal training continua a ser viável, mas muito condicionado, por isso não se pode cobrar o mesmo. Um dos melhores serviços online que conheço e recomendo a sua análise, é SSOC.

Dar um bocadinho de atenção a cada, deixar o palco e ir junto do sócio. Algo que poucos professores de aulas de grupo faziam. Está na hora de começar.

Neste momento, tudo o que ajude as pessoas a terem uma rotina de vida positiva em casa… Será bom. Ter convidados especialistas, um misto de aulas em direto, dicas de treino, atitude mental, soluções específicas e um acompanhamento permanente, para que sintam que estamos ali mesmo ao lado, parece ser a solução mais indicada para a maioria dos ginásios. Tudo o que sejam vídeos, podcasts e textos, podem fazer parte de uma livraria de acesso misto grátis e exclusivo.

Aqueles que baseavam a sua ação na agressividade de vendas, na tentativa de vender personal training nas avaliações de condição física, aqueles que apalpavam frequentemente os clientes e os bajulavam com mentiras, aqueles que exageravam no decote, no fio dental, na camuflagem, no perfume, terão agora maiores dificuldades, porque o impacto dessas relações à distância, complica um pouco mais. Aqueles que não ligavam nada aos sócios, querem agora, sem experiência, começar a fazê-lo à distância. Mas nunca é tarde para começar e ainda bem que o fazem, porque as pessoas precisam de vocês.

Esta é a hora de ser autêntico!

Temos de ver esta conjuntura como uma oportunidade de melhoria do negócio, de criar novas soluções, de desenvolver a nossa comunicação à distância em audio, texto e vídeo.

Estudem aqueles que estão com êxito no acompanhamento à distância há mais tempo. Vejam isto tudo como um desafio e um momento de reflexão das práticas positivas e negativas que estavam a efetuar. E recordem-se que poderão vir mais tempos destes e nem sequer sabemos se os ginásios abrirão nas mesmas condições de circulação de pessoas e processo. Let’s go Live!

Bons treinos!

Entrevista a Bruno Teixeira: powerlifter/personal trainer

0Nome: Bruno Teixeira
Idade: 25 anos
Naturalidade: Chaves
Modalidade: Powerlifting
Contacto: obrunoteixeira@gmail.com

Há quanto tempo fazes powerlifting?

A minha primeira competição de powerlifting foi em 2013 e a última foi em 2017. Durante este tempo competi de forma contínua, mas já treinava para Powerlifting antes de 2013 e continuei a treinar depois de 2017, por isso “fazer” powerlifting pode significar muita coisa dependendo de cada um, para alguns só faz powerlifting quem compete e outros nunca competem e dizem que fazem powerlifting… Resumindo, pode-se dizer que faço powerlifting há mais de 5 anos.

Como começaste?

A verdade é que o meu início nesta modalidade foi acidental e diria até algo cómico ah ahah. Poucas pessoas sabem a história… Para melhor entendimento terei de explicar desde o princípio.
Desde os 14 anos que frequento ginásios, tendo na época começado com musculação num ginásio da minha cidade, com o objetivo de perder peso. A verdade é que os pesos passaram a fazer parte do meu dia desde então, mas ao contrário da maioria sempre me interessei mais pelas barras e os halteres do que pelas típicas máquinas de musculação, o que me permitiu com o decorrer dos anos e mesmo após ter perdido bastante peso, ganhar bons níveis de força.
Optei por entrar na Licenciatura em Ciências do Desporto e foi no 1º ano da Licenciatura,
que após alguns meses de paragem nos treinos pela primeira vez desde os meus 14 anos
regressei aos mesmos. Os meus níveis de força não se tinham perdido muito e comecei a
melhorar rapidamente. Foi nessa altura que encontrei na internet publicidade a dois eventos diferentes, surgindo então dois caminhos à minha frente, pois eu queria participar em algo que me realizasse e achava que estava numa boa forma. Esses dois eventos eram o Campeonato Europeu de Powerlifting de 2013, que teria lugar
em Portugal em Vila do Conde e se não estou em erro a 1ª ou 2ª edição dos Promofit Games. Eu não sabia ainda o que era Powerlifting e conhecia pouco o Cross Training, mas mesmo sem saber, os meus treinos aproximavam-se muito desses dois “métodos”. Investiguei melhor sobre o que era o Powerlifting e vi que as marcas dos campeonatos nacionais anteriores não eram muito diferentes do que eu fazia no ginásio. Mas o que me fez realmente escolher o Powerlifting foi não ter uma câmara ahahah. Ou seja, para participar nos PromofitGames eu teria de filmar o treino e enviar para aprovação, só que eu não tinha uma câmara e o meu telemóvel filmava pessimamente, logo decidi-me por participar no Powerlifting.
Entrei em contacto com o Sandro Eusébio, o presidente da federação e um dos homens mais fortes de Portugal, que me incentivou desde o início a comparecer no campeonato nacional que daria acesso ao Europeu (eu nem sabia disso lol). Com ajuda dele e de mais algumas pessoas, fui fazer a minha primeira prova de Powerlifting sem sequer saber as regras nem o funcionamento e com material emprestado pelo Sandro pois eu não tinha rigorosamente nada, nem um cinto ou umas ligas para os pulsos. Fui muito bem recebido e apaixonei-me por esta modalidade inclusiva, onde vi em prova novos, velhos, gordos, magros, altos e baixos e percebi que ali era o meu lugar. Acabei por ser Campeão Nacional nesse ano na minha categoria de peso e de idade, sem saber muito bem como, apurando-me para o Campeonato da Europa desse ano.

Quais foram os teus melhores resultados?

As minhas melhores marcas oficiais foram no Campeonato Nacional de 2017, 550kg de total (200kg de Agachamento, 110kg de Supino e 240kg de Peso Morto). Nesse ano competi na categoria de -90kg. Apesar de essas terem sido as minhas melhores marcas e no Powerlifting o que importa é o peso levantado, considero que tive anos melhores, tal como o ano de 2016 em que fui campeão nacional em Júnior, na categoria de -75kg, com a marca de 515kg de total (190kg de Agachamento, 97,5kg de Supino e 227,5kg de Peso Morto) o que para alguém com apenas 75kg e júnior, foram umas marcas boas para o que se fazia em Portugal nesse tempo.

Quem te treinou e quem te influenciou?

Nunca tive treinador, sempre fui um autodidata! Venho de uma cidade onde quando pela
primeira vez fiz peso morto, disseram que eu era maluco e nunca tinham visto aquele
exercício na vida. Quando fui para a faculdade em Vila Real as coisas melhoram um pouco, mas continuava a ser o único powerlifter na região. Felizmente o Crossfit teve a
consequência de impulsionar e vulgarizar o treino com pesos, porque mesmo em Vila Real (anos de 2013 ou 2014) lembro-me de não me deixarem treinar ou nem sequer terem pesos suficientes para o que eu fazia naquela época. O único espaço onde me deixavam treinar só dispunha de 180kg de peso, incluindo a barra.
Apesar disso tive algumas pessoas que me deram conselhos e que me influenciaram de
alguma forma. Uma das pessoas foi o Sandro Eusébio e pessoas do seu núcleo, que sempre me deu conselhos que me fizeram melhorar bastante, pena ter tantos quilómetros a separar-me de aprender mais, mesmo assim ajudou-me muito.

Após o Campeonato da Europa de 2013, também conheci o Nuno, que era do Porto e
treinava powerlifting, mas que estudava e era investigador na UTAD (se não estou em erro) e tinha família na zona, o que fez encurtar a distância e me permitiu obter mais algum conhecimento, através das pequenas dicas que me ia dando aos vídeos que eu fazia dos meus treinos. Também o Paulo Sena me influenciou de alguma forma quando foi meu professor de educação física no secundário, aguçando a minha curiosidade pelo que efetivamente resulta.
Como nunca tive quem me treinasse ou me ensinasse, muitos autores, powerlifters de topo e pessoas relacionadas com o treino de força acabaram por me influenciar de alguma forma, pois era o conhecimento que eu bebia. Desde Mark Rippetoe, Louie Simmons, Mark Bell, Konstantine Konstantinov, Boris Sheiko, Chris Duffin, Dan Green, Jim Wendler, Andrey Malanichev, Benedikt Magnusson, Ray Williams, Blaine Sumner, Yury Belkin, Brandon Lilly, Bill Kazmaier, Mikhail Koklyaev, Brian Shaw, Mike Thuchscherer, Dave Tate, Kirk Karwoski, Paul Anderson, Zydrunas Savickas, Ed Coan, Andy Bolton, JP Sigmarsson, Shwarznegger, Ronnie Coleman, Franco Columbo, etc etc. Muitos mais nomes poderia acrescentar, desde autores a treinadores, atletas de Powerlifting, Strongman ou BodyBuilding, todos me influenciaram de alguma forma.

Conheces alguém que seja bom atleta no powerlifting sem ter boa genética para
tal?

Sim. Ao contrário de outras modalidades, a genética não é o mais importante no powerlifing, mas sim a mentalidade e a capacidade de sacrificar coisas pelo powerlifting,
No pouco tempo que tenho deste desporto já vi imensos atletas a desistir, alguns com um
potencial genético fantástico. Isto acontece porque nem todos estão dispostos a fazer o que é preciso fazer para se competir. Não é uma vida fácil, muito menos em Portugal onde não há apoios, somos um desporto amador onde tudo nos sai do “bolso e do lombo”, como eu costumo dizer.
Portanto para se ser um bom powerlifter a genética é o que importa menos na minha
opinião. O que importa mais é ter a capacidade de ser persistente e sacrificar muitas coisas pelos objetivos e ter boa técnica nos movimentos. Sacrificar a vida pessoal, ignorar a dor, gastar todo o dinheiro e todo o tempo livre a treinar e com este desporto. Como dizia Muhammad Ali “They have to have the skill, and the will. But the will must be stronger than the skill.”

Quais são os atletas ou treinadores mais fora do comum que conheces? Porquê?
Que pensas deles e dos seus métodos?

Louie Simmons! Por tudo o que fez e faz e pela personalidade. No ginásio dele é só campeões, usando uma metodologia um pouco diferente do que estamos habituados. Também o russo Boris Sheiko apresenta métodos diferentes, mais ligados aos soviéticos. Mike Thuchscherer também me tem despertado algum interesse. Atletas, há vários fora do comum, não consigo destacar.

Treinaste outros atletas para serem capazes de fazer aquilo que tu fazes? Eles
conseguiram replicar os teus resultados?

Sim, já treinei alguns atletas. Dois deles conquistaram o pódio e se não estou em erro um
deles chegou mesmo a ser Campeão Nacional de Supino e Peso Morto e tinha uma genética espetacular para força. Surpreendentemente nenhum deles continua a competir. Muitos se interessam pela modalidade, mas são poucos que se mantêm a competir quando percebem os sacrifícios que precisamos de fazer diariamente e a maioria das pessoas não está para fazer sacrifícios e prefere desistir. No início todos gostam porque a progressão é mais rápida e os sacrifícios são menores, mas quando a progressão começa a ser mais lenta, ou são fortes mentalmente para continuar o caminho, ou então desistem.

Quais são os grandes erros e mitos que vês no treino?

Há muitos erros que vejo nos treinos. Um dos erros e mito também, é a necessidade de ter de variar o treino. Isso incutiu-se de tal forma que hoje em dia o treino é demasiado variado não permitindo uma evolução e uma sobrecarga favorável a melhorias. Por exemplo, com o chamado “treino do dia”, que muitos fazem com exercícios, séries e repetições à sorte, sem qualquer fundamento, colocando assim em causa o 2o Princípio de Treino (Princípio da Sobrecarga), para não falar também dos outros princípios de treino que são completamente postos de lado por alguns indivíduos, quando deviam de ser a base de qualquer treino.
Posso também falar do mito dos joelhos não poderem passar a ponta do pé no agachamento ou do peso morto fazer mal as costas. Quem diz isso é claramente alguém que não percebe rigorosamente nada de treino.
Estar sempre a mudar de plano de treino só porque passado umas semanas não está a
resultar ou então mudar mesmo quando o plano está a dar resultado, só porque sim,
também é um erro grave.
Outro erro é imitar o plano de treino de atletas de topo ou pagar balúrdios por “receitas”
(planos de treino) elaboradas por instagrammers que não percebem nada do assunto. Sempre ouvi dizer que se quisermos saber como um cavalo de corrida foi o vencedor, perguntamos ao treinador e não ao cavalo.

Quais são as maiores perdas de tempo no treino?

Querer evoluir sem fazer os exercícios básicos que estão connosco há centenas de anos. Hoje em dia procura-se muito o exercício acessório, o elástico e mil e uma coisas que não fazem sentido para quem não faz os básicos e domina as técnicas dos básicos. Com meia dúzia de exercícios é possível fazer um plano que resulte quer para o ganho de força, hipertrofia ou perda de massa gorda. A chave não é a variedade, mas sim a técnica e a intensidade! Dá-me pena quando vejo muitas pessoas a sacrificarem ser fortes para serem “rainhas dos burpees”.
Outra perda de tempo é treinar sem objetivos e não fazer o registo do treino.
Já me esquecia… acabem com a almofadinha na barra nos agachamentos!

Quais são os teus livros, vídeos ou recursos favoritos sobre o treino para
o powerlifting?

Vários eheheh… Para facilitar recomendo começar por um livro que costumo citar sempre e acho que serve de base para o treino de força em geral (Starting Strength do Mark Rippetoe). Acho um ótimo manual para se começar no treino de força em geral, tal como o do Jim Wendler. Depois há outros ligeiramente mais complexos e mais ligados ao
Powerlifting como o Cube Method do Brandon Lilly, Juggernaut Method do Chad Wesley
Smith, o livro do Mike Thuchscherer, os livros da West Side Barbell ou do Boris Sheiko
também são bons.
Em recursos eletrónicos recomendo o site T-Nation, o Powerlifting To Win e o Strong Lifts e canais de youtube como o do Starting Strength, Mark Bell, Juggernaut Training Systems, Chris Duffin, Stan Efferding, Brandon Lilly, Boris Sheiko, Donnie Thompson, Powerlifting Motivation, Alan Thrall e Meg Squats, por exemplo.
Hoje em dia a informação é tanta que para alguém que é iniciado pode ser em demasia e
levar a confusão.

Se as pessoas tiverem de começar a treinar sozinhas, o que recomendarias?

O que recomendei em cima pode ter imensas informações que podem ajudar a quem quer começar a treinar sozinho, mas como hoje em dia a informação é tanta, é necessário encontrar alguém que nos ajude a interpreta-la.
Quando eu comecei não tinha ninguém com quem treinar, mas hoje em dia as coisas já não são assim. Recomendo por isso encontrar um parceiro de treino, pois é importante
essencialmente por questões de motivação.
Outra recomendação que faço é procurarem alguém com formação e/ou conhecimento
sobre o tema, neste caso o Powerlifting e evitar cair em banha da cobra, pois não faltam
pessoas nas redes sociais intitulados de doutores e de atletas maravilha, quando nem para eles sabem.
O powerlifting tem muito o “espírito de comunidade” e facilmente se encontra ajuda. Há
hoje várias pessoas no powerlifting português habituadas a treinar outras e alguns até com formação académica (não que isso seja o mais importante).
Se possível comprar uma câmara ou utilizar o telemóvel e filmar os treinos. Desse modo se alguém vir o vídeo facilmente consegue aconselhar algumas coisas, se for alguém experiente e com formação, melhor ainda.
No caso de não poderem treinar em ginásios, podem sempre treinar em casa, basta uma
barra, uma rack, um banco e uns pesos, para terem um treino mais efetivo que 90% das
pessoas que frequentam um ginásio.
No que toca a templates de treino, para um iniciado um template Starting Strength, Strong Lifts, Madcow ou Bill Starr. Apesar de com estes “planos”, que não são de todo
personalizados, se conseguir alguns resultados, mais importante que o plano é aprender a executar os movimentos com boa técnica e a melhor forma de aprender isso é ter alguém que nos ensine.
Se quando eu comecei tivesse ao meu dispor os recursos que existem hoje, teria certamente contratado um treinador.

Quais são os principais erros que os novatos fazem quando treinam?

Achar que Roma se contruiu num dia! O treino leva o seu tempo e é preciso aprender a
respeitar esse tempo. Os novatos muitas vezes acham que vai ser tudo rápido e que os
resultados vão surgir a curto prazo, que hoje fazem 100kg de agachamento e que daqui a
um mês ou dois vão estar a fazer 200kg, mas as coisas no mundo real não funcionam assim, levam o seu tempo. Não é por verem nas redes sociais pessoas a ter evoluções fantásticas, que isso vai acontecer, porque muitas vezes, para não dizer sempre, essas pessoas têm ajuda de “doping”, o que me leva ao segundo erro.
Outro erro que os novatos cometem é devido à necessidade de querer evoluir rápido,
optarem por caminhos mais curtos, começando muitas vezes a tomar esteroides
anabolizantes, doping, jarda ou o que lhe quiserem chamar, sem sequer terem tido tempo para conhecer as maravilhosas adaptações do treino e constatarem todo o potencial que podem atingir sem precisarem disso. Isso quanto muito é para atletas de alto nível que querem bater recordes do mundo, não para um novato… Infelizmente vejo cada vez mais novatos a optar pelos “atalhos”.
Posso ainda salientar o erro de acharem que a técnica não é importante, quando é a base de tudo e só chega mais longe quem possui uma boa técnica, mesmo que tenham imensa força bruta.
Outro erro é enquanto iniciados quererem os equipamentos da melhor qualidade e ter uns sapatos de halterofilismo de 200€ quando têm um agachamento que vale 50 cêntimos! Há muito para refletir nesta frase…

Se me treinasses durante 4 semanas para uma competição de powerlifting e
tivesses um milhão de euros para gastar, como seria o treino? E se fossem 8 semanas?

Ninguém se prepara para uma competição de Powerlifting em 2 meses, muito menos em 1 mês! É um trabalho que exige um ciclo de treino mais alargado. Num mês ou dois não se vai construir nada de relevante, quanto muito pode-se fazer uma fase de “peaking”, mas já tem de existir um trabalho grande que venha detrás.
Portanto vamos dobrar as semanas de treino e dividir o valor, pois em 4 meses e com 500
mil euros já se consegue treinar para uma competição de uma forma eficaz, eu não tinha
esse dinheiro e treinava eh eh eh. Não acho o dinheiro um fator preponderante para se
treinar melhor, quanto muito pode-se comprar material de treino de melhor qualidade,
barras de melhor qualidade, pesos de melhor qualidade, etc. Mas sempre que penso nisso lembro-me do treino do Rocky Balboa vs o treino do Ivan Drago no filme Rocky IV… Nem sempre quem tem o melhor equipamento e as melhores condições de treino é que se torna o vencedor.

O Princípio de Paretto, diz-nos que 20% dos nossos esforços, geram 80% dos
resultados. Onde colocarias os 20%? Como ordenavas as fases dos 20%?

Pergunta complicada. Foco, disciplina, dedicação, determinação, motivação, técnica,
descanso… vários fatores são importantes para se obter resultados. Se queremos 100% de
resultados, teremos que ter 100% de esforço. Pessoalmente não considero que com pouco
esforço se consiga resultados de excelência ou bons, quanto muito conseguem-se resultados medíocres, por isso se queremos ter bons resultados teremos que ter o máximo empenho e esforço.

O que têm em comum os grandes atletas de powerlifting?

A vontade infinita de serem os melhores ou o melhor que puderem ser.

O que é que faz a diferença nesta modalidade? Quais as peças-chave?

A minha resposta anterior faz todo o sentido aqui também. É importante como eu costumo dizer, trabalhar em 3D – Dedidação, Disciplina e Determinação. A diferença nesta modalidade está na mentalidade acima de tudo, depois podemos também considerar a técnica nos movimentos, ser consistente nos treinos e acreditar naquilo que se está a fazer.
É importante treinar duro, cada treino como se fosse o último, cada kg a mais como uma
vitória na batalha daquilo que é a grande guerra por levantar mais peso. Não ter medo de fazer sacrifícios pessoais e sociais e ser corajoso, pois ninguém se mete de baixo de barras com centenas de quilos se não tiver coragem. E descanso, um bom e recuperador descanso, pois até Deus descansou ao 7º dia.

O que faz de ti uma pessoa diferente?

Sou apaixonado pela modalidade e acho que isso é o mais importante. Não tive treinadores, nem as condições de treino que muitos tiveram. Ser o único powerlifter em toda uma região, não ter ninguém perto de mim com quem aprender, não ter parceiro de treino (porque os que tentaram desistiam por não terem estofo para treinar duro), não ter condições de treino, não me deixarem treinar em vários ginásios por bater com os pesos ou por não terem pesos para mim ou barras que aguentassem, nunca ter tomado esteróides e apesar disto tudo ter conseguido as marcas que consegui (que hoje podem já não ser tão especiais, mas para mim, nas minhas condições foram) e ter conseguido ganhar um campeonato da europa e 5 campeonatos nacionais consecutivos e ter ainda um 5o lugar num mundial, me podem tornar um pouco diferente.
Licenciei-me em Ciências do Desporto e acabei por me tornar Mestre em Ciências do
Desporto no ano passado com especialização em Desportos Coletivos na área da análise da performance. Conheço bem os desportos coletivos e os individuais, o mundo teórico e
científico e o mundo prático. O meu maior conhecimento foi adquirido debaixo da barra a tentar e a errar e a aprender com esses erros. Já tive 65kg e 100kg de peso corporal, umas vezes por opção, outras não.
Ando no mundo dos pesos há mais de 10 anos, já experimentei muita coisa na pele, já li
muito e estudei muito, já pratiquei muito e sacrifiquei muitas coisas para conseguir os
objetivos a que me propus. Já treinei várias pessoas com objetivos muito diferentes, já
ensinei pessoas do zero e já treinei pessoas que levantavam mais do que eu.
Tudo isto não faz de mim melhor ou pior atleta, melhor ou pior treinador, faz apenas com que seja diferente, tendo a minha própria história e percurso.

Quais os teus grandes objetivos como atleta?

Neste momento os meus objetivos são ligeiramente diferentes pois encontro-me a
recuperar de uma lesão bastante grave que segundo consta já cá estava a vários anos
(possivelmente antes até de começar a competir), mas que só no último ano me deu
problemas. Fiz vários meses de tratamento e agora tenho retornado ao treino
vagarosamente, começando do zero, apenas com a barra.
É duro, pois se esta pergunta me fosse feita em 2017 eu diria que o meu objetivo como atleta seria ser campeão do mundo e quem sabe bater um recorde europeu ou mundial, pois quando estava em boa forma, várias vezes olhava para a lista de recordes, sabia o nome dos atletas que estavam lá e as marcas que eram recorde e queria um dia bate-los e sentia-me próximo.
O azar bateu-me à porta e hoje em dia o meu objetivo é recuperar plenamente e a longo
prazo tenho como objetivo voltar a competir, após isso, o que tiver de ser, será, porque a
sorte também bate à porta! Só espero estar lá para abrir eheheh.

Agora és tu o entrevistador. Podes fazer apenas uma pergunta a cada um destes
grandes atletas.

a. Que pergunta farias ao Ed Coan?

O que achas de “novos” equipamentos de treino como as máquinas isocinéticas que têm
vindo a (re)surgir e que tu já usavas na tua cave, lá nos anos 70, antes mesmo de começares
no powerlifting?

b. Que pergunta farias ao Andrzej Stanaszek?

Dada a vantagem mecânica, porque não há mais anões a fazer powerlifting?

c. Que pergunta farias ao Sheriff Othman?

No supino, o leg drive é um mito?