5 Razões para voltar ao ginásio pós COVID19

Em condições normais…

Mais Ferramentas. Como treinar é sair da zona de conforto, no ginásio é mais fácil aplicar o princípio de sobrecarga. Se começou a fazer exercício com o peso do corpo em sua casa e quer dar continuidade, pode necessitar fazer os movimentos contra uma resistência mais elevada, percorrer mais distância, etc. Vai certamente encontrar boas barras, boas racks, muitos discos, máquinas de musculação com resistência variável sem grande atrito, muitos remos, bicicletas e passadeiras.

Ambiente Controlado. Faça frio ou calor cá fora, podemos encontrar em certos locais, a temperatura ideal para treinar: 19 a 23 graus com 50 a 55% de humidade.

Apoio Social. Por muito que digam, somos seres bio-psico-sociais. Embora seja mais difícil pela distância a que estamos obrigados, podemos voltar a conversar, partilhar ao vivo, desde que deixemos de lado os telemóveis e os auriculares 🙂 Pelo facto de existirem mais pessoas com situações idênticas à nossa, podemos mais facilmente manter a rota, porque mais uma vez a empatia, a partilha, os recursos que outros encontraram para ultrapassar as mesmas barreiras que nós queremos ultrapassar, estão mais facilmente disponíveis no ginásio.

Profissionais. No ginásio estão profissionais com boa formação técnica e milhares de horas de experiência com casos como o seu. Têm estratégias que o podem ajudar com maior probabilidade de êxito. Por isso estão no mercado a ajudar pessoas há muitos anos. Eles são a razão pela qual os sedentários se transformam em entusiastas do exercício físico.

Disciplina e Controlo. Retomar algo que gostamos, costuma ser motivante. Será como renascer para um estilo de vida mais próximo do anterior normal. Como a maioria das pessoas não tem auto-disciplina para seguir um processo de treino, fica mais fácil ser consistente porque temos o controlo dos registos diários de treino a que nos obrigam os professores.

Os benefícios bio-psico-sociais do exercício, só se obtêm se formos regulares e houver PROGRESSO. Em condições normais e com profissionais experientes e dedicados, costuma ser mais fácil. Palavra de quem se tornou sócio de um ginásio após uma cirurgia à coluna e se mantém ainda há mais de 32 anos.

Procure um ginásio que respeite os Procedimentos de Prevenção e Controlo para Espaços de Lazer, Atividade Física e Desporto e Outras Instalações Desportivas da DGS e seja um cliente exigente em termos dos atos humanos praticados nestes espaços.

Rutinas de entrenamiento – construye la tuya

Entrenamiento 1

5 burpees

5 squats

5 pushups

5 situps

Entrenamiento 2

5 vueltas de:

1 burpees + 1 squat + 1 pushup + 1 situp

Si añades tiempo y repeticiones, la diferencia será todavía mas grande.

Lo importante es comprender que se pueden combinar 4 ejercicios en 24 secuencias diferentes y que no se necesita muchos ejercicios diferentes para mejorar la capacidad física. Elige los mejores ejercicios. Los que han existido por más de 100 años. Elige aquellos que demostraron ser productivos con millones de personas diferentes.

Ginásios em Tempo de Guerra Contra COVID19

Ajuda pessoas suficientes a conseguirem o que querem da vida e yu conseguirás tudo o que pretendes da vida.

Zig Ziglar

Quando menos esperávamos, entramos numa guerra para a qual fomos enviados à força. Tivemos de escolher as armas e a estratégia em andamento, contra um inimigo que não se vê. Na frente de combate estão militares, mas os principais operacionais são médicos e outros profissionais de saúde. Faz tempo que isto não acontecia e… O futuro pode apresentar guerras similares.

De repente, as necessidades básicas, voltaram a ser importantes, porque até agora, felizmente, parecia tudo controlado: mantermo-nos vivos e com saúde bio-psico-social para evitar ir para a frente de combate (hospital) e colocarmos a nossa vida em risco.

As Circunstâncias Atuais

Passamos agora, mais tempo ainda sentados. Sobretudo alguns de nós que estávamos habituados a maiores dinâmicas, passamos ao grupo dos quase sedentários. É inevitável, porque 99% do tempo estamos confinados a espaços de 100m2, com uma ida à padaria. Felizes agora aqueles que vivem numa casa e melhor ainda estão os aldeões para quem o estilo de vida pouco mudou.

A alimentação está para alguns melhorada porque comiam fora e agora comem em casa e até sabem cozinhar, mas para outros que não dominam essa prática, a coisa piorou. Acresce o facto da ansiedade e stress provocados por este ambiente de quarentena, promoverem os desejos por alimentos de “conforto” (doçaria e afins). A comida está disponível em casa como não estava antes no local de trabalho.

A população está com muitas dúvidas sobre o futuro próximo e longínquo. Emprego, economia local e global muito afetadas e todo um pós-guerra para vencer. Como será a vida depois do virús estar controlado? Aliás, há quem calcule ser necessário pelo menos 60% da população estar infetada para que as coisas possam voltar ao “antigo” normal. O que é certo é que a quarentena afetou os pensamentos das pessoas, gera muitas dúvidas em relação ao futuro (ansiedade) e promove muitos momentos em que achamos que não controlamos algo (stress). Alguns, pela primeira vez são donos do seu tempo como nunca foram. Isso é estranho. É como a equipa que estava em segundo lugar e agora vai no comando.

As relações humanas estão alteradas. Quando as pessoas vão à rua, olham com desconfiança, agem com desconfiança. A escola é à distância, os professores estão em situação de burnout porque tentam dar aulas online como faziam presencialmente. As hormonas e emoções geradas pela presença de outros humanos, estão condicionadas. Reunir, falar e ter afetos à distância, não é a mesma coisa.

Assim, estando a conjuntura biológica, psicológica e social bem alterada, a nossa ação para ajudar pessoas, tem de ser diferente daquela que fazíamos de forma presencial. Os ginásios que criaram relações fortes, autênticas tribos consolidadas de anos de socialização, têm mais segurança nos processos e confiança por parte dos clientes. Os outros, completamente impessoais, estão a ter mais dificuldades. O pequeno é mais ágil, o grande é mais lento, embora mais poderoso, tem muita mais sede e necessita de mais alimento.

Necessidades Básicas

Beber (somos 70% água), afetos, sexo, comer, ir ao WC e sono, fazem parte da base da pirâmide. Se nos fundamentarmos em Maslow, primeiro estão as necessidades fisiológicas, depois a segurança, a seguir vem o amor e o relacionamento, a estima e por fim, somente no fim, a realização pessoal. E como nós sabemos, quem inverte a pirâmide ou não tem a base consolidada, sofre, sofre muito e coloca a sua saúde em risco.

Como os ginásios podem ajudar as pessoas, nesta realidade bio-psico-social?

Primeira pergunta: As pessoas sentem a tua falta?

Os Ginásios São Pessoas

Primeiro, os ginásios são pessoas. Vendem a ação de pessoas para outras pessoas a quem chamam clientes. Logo, os profissionais que fazem os ginásios têm de estar bem, têm de estar saudáveis, têm de estar seguras, ter os seus relacionamentos equilibrados, para agora poderem de uma forma diferente dar algo de bom aos clientes.

Emoções Humanas

Alegria, tristeza, raiva e medo, estão agora à flor da pele. As notícias chovem por todo o lado, mesmo que desliguemos a televisão. É inevitável. E vai ser muita dor nas notícias, para que nos intervalos, a publicidade, traga prazer. Agora mais do que nunca, é preciso vender. Agressividade e preço baixo, são a receita habitual.

Os ginásios, estavam na sua maioria, associados a emoções positivas, as pessoas que ultrapassaram a barreira dos 6 meses, tinham associações cognitivas muito positivas com o ginásio e por isso lá permaneceram. Fossem os resultados obtidos com o exercício, ou o ambiente físico, as relações com os funcionários, com os outros sócios ou os fatores pessoais, elas eram sócias e pertenciam à tribo. Sabem porque é que os vossos sócios eram vossos sócios e não sócios de outro ginásio? Algo daquilo que lhes foi proporcionado, pode continuar. O que é?

A Relação Sócio-Funcionário

A relação sócio-funcionário, dizem os estudos, é o fator mais importante na fidelização do sócio. Como vamos manter essa relação? Se o ginásio tinha boa taxa de retenção, certamente tinha relações consolidadas, as pessoas gostavam dos professores e tinham uma relação de amizade. O professor tem de manter essa relação à distância. Ele melhor do que ninguém, conhece os clientes, os seus gostos, os seus problemas, as suas especificidades. Porque não atribuir a ele a responsabilidade de manter a sua pequena tribo?

Existe alguma evidência do sucesso do exercício em casa? Conhecem alguém que tenham comprado uma passadeira ou algum tipo de material e o utilize regularmente há mais de 6 meses? Algum de vocês tem um equipamento/material de exercício em casa e que deixou de usar?

Quem São os Vossos Fans?

Qual o sócio que comenta o que vocês colocam nas redes sociais?

Quem são os sócios que se preocupam a sério com vocês e com o vosso trabalho?

Que sócios faziam maiores distâncias para ir ter com vocês?

Quem é que trouxe mais amigos para vos conhecerem?

Quem comprou o vosso merchandising? A vossa app? Ou aderiu a serviços extra?

Que sócios estão sempre a falar de vocês?

Premiar o Sócio

Qual o sócio mais antigo do ginásio? Fazias promoções de inscrições e descontos… Nessa altura, o que oferecias ao sócio que em 5 anos te deixou 3 mil euros nos cofres? Davas algo também?

Esta é uma boa altura para reconhecer os fans e premiar.

Comunicação em Direto

Sempre existiram programas de acompanhamento de treino à distância. Aliás, um dos responsáveis por o fitness ser uma indústria, chamava-se Jack Lalanne e construiu a sua reputação com um programa de TV, em direto (imaginem sem poder repetir), durante mais de 30 anos, onde, adivinhem: falava de alimentação, psicologia positiva e exercício físico. Sempre com propostas concretas nessas 3 áreas, com ajuda de um quadro, num cenário muito parecido com as nossas casas. Mas, o mais importante: direto (parece que entra pelas nossas casas), com hora marcada e com uma paixão imensa para ajudar pessoas com algo que resultou com ele, liderando pelo exemplo. E podia terminar aqui o meu texto e a minha fundamentação, porque ele trabalhava com as necessidades básicas do ser humano, com princípios básicos de comunicação onde claramente nos ensinou que, comunicar é transferir emoção.

Já perceberam a diferença de verem um jogo de futebol em direto ou em diferido?

Orientação à Distância

Aquilo que podemos fazer à distância é diferente do que podemos fazer presencialmente. Na maioria dos casos, não temos um público a dar feedback no momento. Falta essa energia e falta a comunicação direta. Temos de imaginar quem está do lado de lá, onde está, como está vestida, para podermos dar as melhores indicações. Por isso, manter uma forma de comunicação eficaz após e antes das aulas, pode ser fundamental para percebermos a realidade de cada um. Os likes não são suficientes e ter um Zoom, Hangouts, ou outro software com 20 pessoas de microfone ligado, gera alguns problemas.

Em termos de logística, a iluminação, um bom microfone de ambiente e uma câmara (hoje os telemóveis já são muito bons para isso) que faça um bom ângulo (trabalhamos em espaços pequenos) com boa qualidade de imagem, são peças fundamentais do sistema. Claro que depois, podemos ter um cenário e toda a camuflagem que quisermos. Mas o direto em tempo de guerra, tem de estar focado nas pessoas e não em nós.

Manter as Relações

Sou do tempo de escrever cartas. Essa era a forma de comunicar à distância. O telefone era muito caro. Hoje é muito mais fácil manter a comunicação. Mas eu apostaria sempre menos no texto e mais na comunicação live, em audio e vídeo. O Whatsapp, parece-me uma boa ferramenta. A melhor rede social para criar conversa e mais versátil é Facebook. Mas recomendo que se foquem apenas numa rede e a trabalhem bem. Slack e forums ainda funcionam bem quando queremos juntar pessoas em torno de um tema comum. Neste momento a forma de comunicar online é importante. Ficam aqui as dicas.

As Receitas e a Partilha de Treinos dos Alunos

Se eu disser a alguém para deixar de fumar, isso não vai ser suficiente para a pessoa mudar o hábito, pois não? Então porque insistimos em fazer planos de treino, termos um foco centrado em prescrição e nada na execução? É como ter livros de receitas e não saber cozinhar.

Se os sócios partilharem junto do professor a execução de alguns dos seus exercícios em vídeo, a comunicação faz-se nos 2 sentidos. Será importante encontrar a melhor ferramenta e criar regras de horário a responder. No entanto, quanto mais imediato, melhor. Mais uma vez, Slack e Whatsapp, parecem boas soluções. Mas a ferramenta dependerá também daquilo que os utilizadores do ginásio mais utilizam. Pessoas mais velhas terão problemas e deverão pedir ajuda aos familiares, os quais, provavelmente estarão mais próximos, devido à quarentena. Aqui está uma oportunidade de conquistar público e criar redes sociais reais (não virtuais) fortes.

Vendemos Atos Humanos

A ação humana é aquilo que vendemos. Não podemos atuar como se vendêssemos batatas ou outros produtos. São as PESSOAS , O PROCESSO e a EXPERIÊNCIA que se tornam mais relevantes neste negócio das aulas de dança, das massagens e do treino personalizado ou em grupo.

Vendam Benefícios

Os benefícios do exercício físico, ocorrem quando as pessoas “consomem” exercício na “dose adequada”. A promoção desses benefícios físicos, mentais e sociais, está na hora de aparecer nos vídeos, nos textos, nos diálogos com os clientes de forma positiva e não naquela dolorosa que ocorre nas absurdas avaliações da condição física para vender personal training.

Disciplina

As pessoas compram coaching, compram treino porque não têm auto-disciplina, não têm um método adequado às suas necessidades nem um processo de controlo de treino. Caso tivessem tudo isso, não precisavam de nós.

Pense em tudo o que pode fazer para ajudar as pessoas a manter disciplina de treino. Como é que fazem aqueles que são disciplinados? Que tal passar essa experiência para os clientes? Que tal colocar os clientes mais disciplinados a transmitir essa informação?

Por vezes, servimos para empurrar os clientes, quando estes não têm energia ou motivação, quando não lhes apetece. Essa missão de liderança tem de estar presente agora mais do que nunca.

Método

O método nesta altura tem de ser diferente, baseado no peso do corpo, mas a intensidade, as progressões, os níveis diferentes têm de ser respeitados. Escolham os melhores exercícios, aqueles que estão no mercado há mais de 100 anos a produzir resultados com milhões de pessoas diferentes com estilos de vida e genéticas muito díspares. Quais são? Problemas com variedade? 4 exercícios geram 24 combinações diferentes. 5 geram 120 só nas sequências. Se lhes adicionarmos repetições diferentes, então precisam de uma vida para fazer os treinos todos. Ideia fundamental a reter: Progresso!

Controlo

O registo de treino é agora a ferramenta poderosa. Nem que seja de forma simplificada com registo de data, duração, distâncias (pouco provável agora), repetições (volume de treino), serão fundamentais para dar feedback às pessoas, para que estas tomem consciência e mais uma forma e razão para mantermos o contacto com elas. Um formulário do Google Forms, pode ajudar nisto.

As aplicações para smartphones e os monitores de atividade física são ferramenta poderosa quando bem utilizada. Se o seu desenvolvimento nos últimos 3 anos foi enorme, daqui em diante poderá ser ainda mais reforçado devido às necessidades.

Talvez uma das ferramentas mais interessantes para personal tainers neste momento seja o TrueCoach

Conteúdos Exclusivos ou Grátis

A vantagem de estar ligado a um ginásio passa por ter acesso às instalações, mas sobretudo passa pelas pessoas, pelos processos desse ginásio, a forma de trabalho. Aliás, os ginásios são todos iguais em termos de conteúdo. Querem ver os horários online agora? Aulas de cycling, bodypump, hiit, crossfit ou similar, personal training e sala de musculação (ou melhor, o acesso a esta).

Como nos diferenciamos? Qual a exclusividade dos nossos clientes serem nossos clientes? As plataformas que criarmos, os processos, devem dar primazia e exclusividade aos nossos clientes, provavelmente com um preço mais reduzido do que a mensalidade habitual do ginásio. Isso não significa que não haja conteúdos grátis, mas temos de fazer sentir ao cliente que ele é nosso cliente.

Um dos programas com maior êxito online que usa treino com o peso do corpo, que eu tive oportunidade de experimentar com êxito também, é o Freeletics. Reparem que tem um programação generalista de acordo com 3 ou 4 objetivos distintos, usa os melhores movimentos gímnicos com algumas progressões, tem um mecanismo de controlo, um sistema motivacional de pontos, uma forma de partilha entre membros, os treinos têm nomes próprios, tem tudo aquilo que a maioria dos ginásios está a proporcionar agora (talvez os ginásios não tenham é o processo de controlo de treino). Então, isso significa que as pessoas nos podem trocar por um programas desses. Claro que sim. E se nós adicionarmos valor ao sistema? Contacto direto, a relação professor-aluno, treinos em direto, um acompanhamento mais personalizado… Assim estaremos a ser diferentes e ser concorrentes desses programas. Caso contrário estaremos em desvantagem nítida.

O Carrocel Online

Se não estavam habituados a fazer o “carrocel” de comunicação na sala de musculação, eis agora a oportunidade e obrigação de o fazerem. Contactar pessoa a pessoa, saber as suas necessidades e ser solução para problemas. Dar um bocadinho de atenção a cada cliente, na correção dos exercícios, na motivação, no elogio, na solução específica. Isso significa lançar a semente da relação profissional/pessoal. Só assim conseguimos vender, comandar, ser respeitados e construir uma credibilidade. É a forma de gerar confiança. Pessoa a pessoa.

Solução para problemas

Já enquadramos os momento que estamos a atravessar. Agora mais do que nunca, é hora de simplificar, conhecer as necessidades individuais de cada sócio e promover soluções adequadas. Deixem de estar centrados nas vossas necessidades. O personal training continua a ser viável, mas muito condicionado, por isso não se pode cobrar o mesmo. Um dos melhores serviços online que conheço e recomendo a sua análise, é SSOC.

Dar um bocadinho de atenção a cada, deixar o palco e ir junto do sócio. Algo que poucos professores de aulas de grupo faziam. Está na hora de começar.

Neste momento, tudo o que ajude as pessoas a terem uma rotina de vida positiva em casa… Será bom. Ter convidados especialistas, um misto de aulas em direto, dicas de treino, atitude mental, soluções específicas e um acompanhamento permanente, para que sintam que estamos ali mesmo ao lado, parece ser a solução mais indicada para a maioria dos ginásios. Tudo o que sejam vídeos, podcasts e textos, podem fazer parte de uma livraria de acesso misto grátis e exclusivo.

Aqueles que baseavam a sua ação na agressividade de vendas, na tentativa de vender personal training nas avaliações de condição física, aqueles que apalpavam frequentemente os clientes e os bajulavam com mentiras, aqueles que exageravam no decote, no fio dental, na camuflagem, no perfume, terão agora maiores dificuldades, porque o impacto dessas relações à distância, complica um pouco mais. Aqueles que não ligavam nada aos sócios, querem agora, sem experiência, começar a fazê-lo à distância. Mas nunca é tarde para começar e ainda bem que o fazem, porque as pessoas precisam de vocês.

Esta é a hora de ser autêntico!

Temos de ver esta conjuntura como uma oportunidade de melhoria do negócio, de criar novas soluções, de desenvolver a nossa comunicação à distância em audio, texto e vídeo.

Estudem aqueles que estão com êxito no acompanhamento à distância há mais tempo. Vejam isto tudo como um desafio e um momento de reflexão das práticas positivas e negativas que estavam a efetuar. E recordem-se que poderão vir mais tempos destes e nem sequer sabemos se os ginásios abrirão nas mesmas condições de circulação de pessoas e processo. Let’s go Live!

Bons treinos!

Meditação Vipassana orientada

COLOQUE UNS AURICULARES PARA ESCUTAR MELHOR E SEGUIR AS INSTRUÇÕES

Manifesto da “Nova” Tele-Escola

Em 1981-1892, tinha eu 11 anos, era aluno do atual 6º ano, chegava a casa depois das 14h, pegava na comida que a minha mãe deixava, aquecia e sentava-me diante da televisão. A emissão abria às 18 mas durante a tarde mostrava a “mira técnica” e de tempos em tempos, passavam umas aulas que me ajudavam a consolidar a matéria das aulas. Bons tempos! 🙂

Compreendo que haja muita paixão pela função docente e alguma animação por podermos lecionar a partir de casa, mas temos uma realidade que em alguns casos tem impacto similar às Grandes Guerras. A interrupção dos Jogos Olímpicos ocorre apenas agora pela terceira vez, o impacto económico e social estão a ter uma dimensão mundial. Falta saber o impacto pós COVID19.
Há mais vida para além da escola. A prioridade é a VIDA, a SAÚDE das pessoas. Embora a envolvência em projetos, ter objetivos de vida e manter a mente ocupada, sejam condutas que podem contribuir para a sanidade mental, não podemos ter os processos escolares como prioridade nesta fase complicada.
A realidade social é muito peculiar, com familiares separados, doentes, inúmeras pessoas já em situação de desemprego e outras em vias disso. É duro!
A FISIOLOGIA E A SEGURANÇA foram nitidamente colocadas em causa e estão sempre antes do processo escolar.

Alguns pressupostos que procuro agora ter em conta:

1. Não sabemos se teremos estas circunstâncias para 100 dias (minha previsão) ou algo mais duradouro ainda.
2. O tele-trabalho implica ferramentas de comunicação. Os cursos online não são novidade. Existem diversas plataformas com cursos online a funcionar com algum êxito e nos podem servir de referência: Udemy, LearningWorlds, ThinkIFic, Teachables, etc. Conhecem? Dêem uma olhadela.
3. Embora a via principal seja através da rede de internet, esta está cada vez mais lenta, até porque aumentou a utilização de ligações vídeo que ocupam mais largura de banda. É mais uma vez um fenómeno global.
4. Tenham ou não tenham computador, os alunos, têm circunstâncias diversas que temos de ter em conta. Há casos de 4 ou mais pessoas a terem de usar um computador. As tarefas não podem exigir elevados tempos de permanência ao computador.
5. Neste momento parece que temos uma grande maioria de alunos com smartphone (embora sempre condicionados à capacidade da máquina).
6. Felizmente a maioria das pessoas já tem acesso à internet. Mas nem todos. Provavelmente, em algumas tarefas, só será necessária para aceder à própria tarefa, mas não para a realização da mesma.
7. O ENSINO À DISTÂNCIA É DIFERENTE DO ENSINO PRESENCIAL. Se calhar, quem nos pode ajudar são os colegas que ainda participaram no sistema antigo da tele-escola. Se procurarmos ensinar à distância da mesma forma como o fazemos de forma presencial, será o caos e o fim da sanidade mental do professor. Não é viável!
8. Partilho a minha experiência nacional e internacional de alguns anos com aulas à distância (embora com adultos). O sistema que encontramos como tendo alguma eficácia, passou sempre por um processo similar a este:
A – Eventual CONFERÊNCIA online (aula ou resumo de pontos essenciais de um tema);
B – Gerar TAREFA;
C – Criar uma forma de CONTROLO da tarefa e criar DATA de entrega e critérios de AVALIAÇÃO;
D – Criar um momento de TUTORIA ou ter uma FERRAMENTA DE COMUNICAÇÃO ÁGIL E FACILITADORA para acompanhar o desenvolvimento, controlo das tarefas e dúvidas dos alunos. Nesse aspeto, esta é a altura de aproveitar as potencialidades das REDES SOCIAIS (se os chefes de estado comunicam connosco por essas vias, nós também temos de aproveitar essa oportunidade; já era hora!).
E – Ter uma reunião de docentes com a periodicidade adequada ao curso para coordenar processos.
F – Um agente LÍDER, terá de planear, organizar, liderar e controlar o processo com a ajuda de toda a equipa.
9. É oportunidade de ouro para ensinarmos os alunos a utilizar a internet e redes sociais de uma forma útil e positiva.
10. Só para lembrar: mais importante do que o domínio cognitivo, é o domínio atitudinal. Queremos boas pessoas, alegres e dispostas a ajudarem-se mutuamente. Uma vez que os alunos continuam a passar imenso tempo connosco, é nossa MISSÃO zelar pela CIDADANIA nestes momentos difíceis.

Há mais vida para além da escola. Está na hora de ajudar a mudar positivamente o sistema escolar, cujos processos se mantêm quase inalterados muito antes da revolução industrial, onde se enfatizou a necessidade de padronização e obediência, onde todos têm de saber o mesmo, independentemente das realidades e diferentes necessidades.

Ficam algumas questões:

Ficará a escola igual depois destes acontecimentos globais e desta experiência particular de ensino? E a forma como socializamos?

Alguém previu há uma década atrás que hoje poderíamos usar smartphones com tanta capacidade?

Conseguem prever hoje o trabalho e profissões daqui por 10 anos?

Gostariam de ter um filho médico no “campo de batalha” atual?

Se educar é preparar para a vida, que tal cada professor aproveitar os conteúdos da sua disciplina e… Em vez de pensar em dar matéria para um exame, pensar: Como posso ajudar estes jovens nestes tempos a lidarem melhor com tudo isto e a estarem melhor preparados para o que possa vir?

Em 2014 o mercado europeu pedia CONSCIÊNCIA E ATITUDE COMERCIAL, COMUNICAÇÃO, LIDERANÇA, TRABALHO EM EQUIPA, RESOLUÇÃO DE PROBLEMAS. O que fez a escola para melhorar essas condições de empregabilidade?

Tanto ensino, tanto conteúdo e somos tão vulneráveis a virús orgânicos e digitais 😦

Finalmente acabo com uma frase de Seth Godin:
A escola atual deveria servir para ensinar liderança e resolver problemas interessantes.

Desculpem qualquer coisinha. A começar pela falta de respeito de todas as regras ortográficas e gramaticais convencionadas. Mas… A escrita emocional tem esse impacto em mim.

Que a FORÇA esteja convosco!