Manifesto da “Nova” Tele-Escola

Em 1981-1892, tinha eu 11 anos, era aluno do atual 6º ano, chegava a casa depois das 14h, pegava na comida que a minha mãe deixava, aquecia e sentava-me diante da televisão. A emissão abria às 18 mas durante a tarde mostrava a “mira técnica” e de tempos em tempos, passavam umas aulas que me ajudavam a consolidar a matéria das aulas. Bons tempos! 🙂

Compreendo que haja muita paixão pela função docente e alguma animação por podermos lecionar a partir de casa, mas temos uma realidade que em alguns casos tem impacto similar às Grandes Guerras. A interrupção dos Jogos Olímpicos ocorre apenas agora pela terceira vez, o impacto económico e social estão a ter uma dimensão mundial. Falta saber o impacto pós COVID19.
Há mais vida para além da escola. A prioridade é a VIDA, a SAÚDE das pessoas. Embora a envolvência em projetos, ter objetivos de vida e manter a mente ocupada, sejam condutas que podem contribuir para a sanidade mental, não podemos ter os processos escolares como prioridade nesta fase complicada.
A realidade social é muito peculiar, com familiares separados, doentes, inúmeras pessoas já em situação de desemprego e outras em vias disso. É duro!
A FISIOLOGIA E A SEGURANÇA foram nitidamente colocadas em causa e estão sempre antes do processo escolar.

Alguns pressupostos que procuro agora ter em conta:

1. Não sabemos se teremos estas circunstâncias para 100 dias (minha previsão) ou algo mais duradouro ainda.
2. O tele-trabalho implica ferramentas de comunicação. Os cursos online não são novidade. Existem diversas plataformas com cursos online a funcionar com algum êxito e nos podem servir de referência: Udemy, LearningWorlds, ThinkIFic, Teachables, etc. Conhecem? Dêem uma olhadela.
3. Embora a via principal seja através da rede de internet, esta está cada vez mais lenta, até porque aumentou a utilização de ligações vídeo que ocupam mais largura de banda. É mais uma vez um fenómeno global.
4. Tenham ou não tenham computador, os alunos, têm circunstâncias diversas que temos de ter em conta. Há casos de 4 ou mais pessoas a terem de usar um computador. As tarefas não podem exigir elevados tempos de permanência ao computador.
5. Neste momento parece que temos uma grande maioria de alunos com smartphone (embora sempre condicionados à capacidade da máquina).
6. Felizmente a maioria das pessoas já tem acesso à internet. Mas nem todos. Provavelmente, em algumas tarefas, só será necessária para aceder à própria tarefa, mas não para a realização da mesma.
7. O ENSINO À DISTÂNCIA É DIFERENTE DO ENSINO PRESENCIAL. Se calhar, quem nos pode ajudar são os colegas que ainda participaram no sistema antigo da tele-escola. Se procurarmos ensinar à distância da mesma forma como o fazemos de forma presencial, será o caos e o fim da sanidade mental do professor. Não é viável!
8. Partilho a minha experiência nacional e internacional de alguns anos com aulas à distância (embora com adultos). O sistema que encontramos como tendo alguma eficácia, passou sempre por um processo similar a este:
A – Eventual CONFERÊNCIA online (aula ou resumo de pontos essenciais de um tema);
B – Gerar TAREFA;
C – Criar uma forma de CONTROLO da tarefa e criar DATA de entrega e critérios de AVALIAÇÃO;
D – Criar um momento de TUTORIA ou ter uma FERRAMENTA DE COMUNICAÇÃO ÁGIL E FACILITADORA para acompanhar o desenvolvimento, controlo das tarefas e dúvidas dos alunos. Nesse aspeto, esta é a altura de aproveitar as potencialidades das REDES SOCIAIS (se os chefes de estado comunicam connosco por essas vias, nós também temos de aproveitar essa oportunidade; já era hora!).
E – Ter uma reunião de docentes com a periodicidade adequada ao curso para coordenar processos.
F – Um agente LÍDER, terá de planear, organizar, liderar e controlar o processo com a ajuda de toda a equipa.
9. É oportunidade de ouro para ensinarmos os alunos a utilizar a internet e redes sociais de uma forma útil e positiva.
10. Só para lembrar: mais importante do que o domínio cognitivo, é o domínio atitudinal. Queremos boas pessoas, alegres e dispostas a ajudarem-se mutuamente. Uma vez que os alunos continuam a passar imenso tempo connosco, é nossa MISSÃO zelar pela CIDADANIA nestes momentos difíceis.

Há mais vida para além da escola. Está na hora de ajudar a mudar positivamente o sistema escolar, cujos processos se mantêm quase inalterados muito antes da revolução industrial, onde se enfatizou a necessidade de padronização e obediência, onde todos têm de saber o mesmo, independentemente das realidades e diferentes necessidades.

Ficam algumas questões:

Ficará a escola igual depois destes acontecimentos globais e desta experiência particular de ensino? E a forma como socializamos?

Alguém previu há uma década atrás que hoje poderíamos usar smartphones com tanta capacidade?

Conseguem prever hoje o trabalho e profissões daqui por 10 anos?

Gostariam de ter um filho médico no “campo de batalha” atual?

Se educar é preparar para a vida, que tal cada professor aproveitar os conteúdos da sua disciplina e… Em vez de pensar em dar matéria para um exame, pensar: Como posso ajudar estes jovens nestes tempos a lidarem melhor com tudo isto e a estarem melhor preparados para o que possa vir?

Em 2014 o mercado europeu pedia CONSCIÊNCIA E ATITUDE COMERCIAL, COMUNICAÇÃO, LIDERANÇA, TRABALHO EM EQUIPA, RESOLUÇÃO DE PROBLEMAS. O que fez a escola para melhorar essas condições de empregabilidade?

Tanto ensino, tanto conteúdo e somos tão vulneráveis a virús orgânicos e digitais 😦

Finalmente acabo com uma frase de Seth Godin:
A escola atual deveria servir para ensinar liderança e resolver problemas interessantes.

Desculpem qualquer coisinha. A começar pela falta de respeito de todas as regras ortográficas e gramaticais convencionadas. Mas… A escrita emocional tem esse impacto em mim.

Que a FORÇA esteja convosco!

Caixa de Ferramentas do Coach – Outros Recursos

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Caixa de Ferramentas do Coach – Mapa do Tesouro

Resumindo o Plano de Ação Para o Sucesso

Podemos utilizar diversas ferramentas num processo de coaching, mas o caminho para o sucesso, independentemente da abordagem ou ferramentas utilizadas, irá passar pelos seguintes passo: 1.VISÃO clara daquilo que pretendemos. 2. Encontrar um PORQUÊ que nos emocione. 3. Ter um MÉTODO. 4. AÇÃO (em vez de observar, agir de forma massiva). Colocar tarefas agendadas no calendário. 5. FOCO (rever objetivos frequentemente) 6. Utilizar um DIÁRIO (porque todas as pessoas de sucesso usam; é uma ferramenta terapeutica e é o dispositivo de DISCIPLINA/CONTROLO).

Mapa do Tesouro.

Este título é apenas uma metáfora para descrever o processo para chegar ao objetivo. Podemos chamar-lhe caminho (já é uma metáfora) ou podemos dizer que é um conjunto de tarefas, ou um conjunto de ações, ou… “O mapa do tesouro!” Soa melhor, certo? Este pode ser considerado o objetivo final de uma sessão de coaching: um plano de ação criado pelo cliente, com a ajuda do coach, ou seja, um mapa do tesouro (um conjunto de processos em direção ao objetivo de resultado definido inicialmente pelo cliente).

Aplicar uma abordagem de coaching na relação professor-aluno ou treinador-atleta vai equilibrar e certamente melhorar a comunicação e a probabilidade de êxito do processo de treino. As pessoas podem descobrir as soluções para os seus desafios e criar um plano de ação com maior probabilidade de execução.

Caixa de Ferramentas do Coach – Mudar Estados, Mudar o Foco e Outras Situações 2

Posições perceptuais a,b,c. (ajuda-nos a ter outra perspectiva de uma situação; pode ajudar a ter mais empatia com alguém e criar melhor rapport com essa pessoa). Podemos usar espaços diferentes, cadeiras diferentes ou uma posição do nosso próprio corpo diferente para assumir cada um dos diferentes papéis que terão diferentes perspectivas da mesma situação. A posição A somos nós, o B é o outro, o C é um observador neutro à situação. Podemos assim, como exercício, ocupando alternadamente a cadeira A, B e C ver, ouvir e sentir a situação de forma diferente recorrendo à imaginação e reflexão. O Método Disney, usado pela famosa empresa, utiliza Posição 1 – Sonhador, Posição 2 – Realista, Posição 3 – Crítico. É uma forma de usar posições perceptuais.

Role-Play (representação). Podemos simular situações, a realidade e reformular respostas, criar pequenos guiões de situações que ocorrem habitualmente.

Brainstorm. Pode ser feito de diversas formas, mas o fundamental é que ocorra uma chuva de ideias sem crítica, sem julgamento, aceitando tudo o que apareça. Criar uma lista dessas ideias numa folha, com post-its ou outra solução para posteriormente a analisar.

Modelagem (identificar modelos de sucesso no objetivo do cliente). Na maioria dos casos, quando temos um objetivo, já outros o conseguiram ou se aproximaram. Essas pessoas podem servir de referencia, de modelos. Aliás, a modelagem é a nossa forma de aprendizagem básica. Acontece com a linguagem e muitas outras aprendizagens. Quando num ginásio temos a maioria das pessoas a remar bem, a probabilidade dos novos alunos remarem corretamente é enorme, porque em caso de dúvida, as pessoas irão imitar os mais experientes, aqueles que estão ao seu lado.

Matching e Mirroring (para melhor rapport). Matching é uma forma de fazer rapport com outra pessoa, efetuando gestos que “encaixem” que sejam “compatíveis” com os do nosso interlocutor. O mirroring significa procurar ser o reflexo de tudo o que ele faz em termos de linguagem corporal, velocidade da voz, tom de voz, o volume, e mesmo a escolha das palavras. Quanto mais natural e subtil, melhor. De qualquer das formas, a pessoa vai sentir-se sempre mais confortável com alguém que procura fazer rapport com ela. Se cruzam as pernas, cruzas também, se usam as mãos ao falar, usamos também, se falam rápido, falamos rápido, se caminham rápido, nós também.

Desenhos e diagramas. São sobretudo interessantes para os indivíduos onde o lado visual tem mais importancia, favorecendo assim a compreensão de tudo o que é discutido numa sessão.

Matriz de Decisão. Colocamos as ideias em estudo na primeira coluna. Os critérios nas outras colunas e vamos atribuindo valores de 1-10 ou de forma mais simples o sinal + ou o sinal –

Tabela 1

Matriz de Decisão

Matriz de Decisão Critério 1

(ex: lucro)

Critério 2

(ex: imagem)

Critério 3

(ex: futuro)

Critério 4

(…)

Critério 5
Ideia 1
Ideia 2
Ideia 3
Ideia 4
Ideia 5

 

cadeia_de_excelencia.png

Cadeia de Excelência. Uma estrutura de pensamento que nos ajuda a mudar o nosso estado. Baseia-se no seguinte: o nosso estado é condicionado pelas as representações internas, os nossos pensamentos, as imagens e sons que temos na nossa cabeça, pelo o nosso foco; também a nossa fisiologia, a respiração, a postura, a forma como nos movemos, condicionam o nosso estado. Assim, se queremos mudar os nossos resultados, temos de mudar a nossa fisiologia e/ou o nosso foco, aquilo que pensamos e a forma como pensamos.

Muda a tua fisiologia, muda o teu estado!

Uma das formas de influenciarmos constantemente o nosso estado é através da maneira como usamos o nosso corpo. Mudanças na posição, respiração, tensão muscular e expressão facial afectam os nossos sentimentos e comportamentos. Se usar o seu corpo de forma diferente, terá uma experiência diferente de estar vivo. Paul McKenna