Futebol e Treino Funcional/Musculação 1.0

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Preparing for the University of Chester football game 🙂
Muitos indivíduos procuram imitar movimentos desportivos no ginásio com pesos ou cargas adicionais na esperança que desta forma se tornem mais fortes e mais rápidos nesses movimentos. Não parece que seja esta a via mais adequada, pois o transfer de um movimento desportivo executado com uma bola medicinal para o mesmo movimento efectuado com a bola de jogo, é muitas das vezes negativo no padrão motor que permite por exemplo realizar a tarefa de remate. Claro que, se não houver força suficiente nos músculos, por muito treino técnico que se realize, dificilmente se conseguirá fazer deslocar a bola a grande distância ou grande velocidade.

Para além dos benefícios referidos amplamente neste site, a musculação ajuda o desportista a melhorar o seu desempenho por 3 grandes vias:

  • Aumentando o seu potencial, através da melhoria da força, resistência e flexibilidade dos músculos em todos os ângulos articulares (reparem que o jogo e a grande maioria dos movimentos de treino do futebol não trabalham todos os ângulos articulares, mas depois em jogo são submetidos a elevadas tensões em ângulos completamente diferente e muito acentuados).
  • Ajuda a equilibrar o desenvolvimento muscular (sobretudo na relação flexores da anca/extensores da anca e flexores/extensores do joelho).
  • Previne o aparecimento de lesões que têm aumentado nos últimos anos (aumento de lesões devido a maior pressão e exigência dos adeptos que alteraram as suas referencias do jogo, a toda a envolvência do futebol como indústria, ao aumento do maior vigor físico dos atletas, aos “carrinhos” cada vez mais utilizados, ao elevado número de jogos).

Benchmarks

Por uma questão de proteção das articulações mais solicitadas em termos de carga num jogo de futebol, há níveis de condição que consideramos essenciais para quem pratica a modalidade a alto nível.

Exemplo:

Ancas

  • 100 agachamentos consecutivos em amplitude total de movimento com o peso do corpo.
  • 10 “pistolas” (agachamentos com uma perna em amplitude total de movimento)
  • 5 repetições de agachamento com barra com peso corporal nos trapézios
  • peso morto com 1 a 1,5 vezes o peso corporal
  • salto vertical de 50cm

Empurrar

Puxar

Cintura

Trabalho

  • corrida de 800m em 3’20”
  • 2000m de remo em menos de 7’50”
  • 5km de corrida em menos de 25min

Velocidade

  • corrida de 400m em 1’40”
  • 500m de remo em menos de 2min

Frequência (só analisando os registos de treino e conhecendo os atletas, poderemos determinar a frequência de estímulos óptima para cada indivíduo) semanal média:

  • 2 a 3 sessões no período não competitivo.
  • 1 a 2 sessões no período competitivo.
  • Mas irá sempre depender do volume e intensidade dos treinos.

Principais zonas de lesão

  • Abdómen (hérnias e distensões)
  • Ancas (distensões nos flexores e extensores)
  • Joelhos (distensões, roturas dos isquiotibiais; tendinites/tendinoses rotulianas; problemas nos tendões e nos meniscos)
  • Tornozelos (entorses, tendinites)
  • Contusões diversas em várias partes do corpo.

Desequilíbrios musculares/zonas mais débeis

Curiosamente ou não, estas zonas, estão diretamente relacionadas com as principais áreas de lesão:

  • Isquiotibiais
  • Adutores
  • Extensores da anca
  • Gémeos
  • Flexores da anca

Alguns exemplos de rotinas de treino:

Indicações metodológicas:

Ensinar um movimento de cada vez e deixar consolidar a técnica, realizando circuitos apenas com esse movimento, variando repetições e circuitos. Quando esse movimento estiver consolidado do ponto de vista técnico, adicionamos outro e assim sucessivamente para evitar grandes erros técnicos, lesões e falta de rendimento quando solicitamos circuitos onde o número de repetições por unidade de tempo é a nota dominante. Este processo irá demorar algumas semanas, mas será bem mais sólido do que ensinar muitos movimentos para depois realizar circuitos com fraca qualidade de execução técnica.

26291_1409579958922_1618475_nMovimentos fundamentais com o peso do corpo:

Movimentos com barra

Movimentos de endurance

  • Corrida
  • Remo
  • Bicicleta

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With friends it’s easy to score 12 penalties 🙂
Realizando sempre os exercícios em amplitude articular total, até à falha muscular e respeitando os princípios de treino.

Todo este processo deverá ser integrado nas tarefas globais de treino respeitando o princípio da unidade ou da totalidade.

Se continuarmos a fazer aquilo que fazemos, é provável que os resultados obtidos sejam idênticos. Para obtermos resultados diferentes, provavelmente teremos de dar mais atenção à componente mental do treino integrada no processo de preparação física e técnica onde a tática se simplifica pelo como e quando utilizar a técnica.

Preocupa-me o facto de todos os técnicos envolvidos no processo de treino de um futebolista (nas equipas profissionais já são quase tantas pessoas quanto jogadores) estarem demasiado focados em testes de condição física (ver artigo sobre testes de condição física), mas pouca preocupação têm com uma intensidade de treino próxima da intensidade de jogo. Aquilo que tenho verificado ao longo de mais de um quarto de século a treinar jovens jogadores em campo e sobretudo em ginásio, desde amadores a profissionais, incluindo situações de reabilitação, é um enorme desfasamento entre os quilómetros percorridos em jogo com elevada exigência e a baixa intensidade e volume com que o fazem em treino, deixando com algum fundamento a suspeição de doping. Embora se venha alterando nos últimos anos, a atitude de muitos treinadores continua a ser de enorme receio para com a musculação porque ainda não perceberam que muitos dos gestos técnicos efetuados num jogo, colocam 2 a 3 vezes o peso corporal do atleta em cima das suas articulações (estamos a falar de mais de 200kg). Como é comum dizer-se: conforme treinas, assim jogas. O trabalho em ginásio resume-se ao início da temporada ou à reabilitação de um ou outro atleta, desrespeitando uma Lei Natural que conhecemos por Princípio do Treino da Reversibilidade. Por isso, se queremos menos lesões, mais força, mais resistência, mais flexibilidade, temos de usar processos completamente diferentes embora muito simples.

Futebol e Musculação 1.0

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Preparing for the University of Chester football game 🙂

Muitos indivíduos procuram imitar movimentos desportivos no ginásio com pesos ou cargas adicionais na esperança que desta forma se tornem mais fortes e mais rápidos nesses movimentos. Não parece que seja esta a via mais adequada, pois o transfer de um movimento desportivo executado com uma bola medicinal para o mesmo movimento efectuado com a bola de jogo, é muitas das vezes negativo no padrão motor que permite por exemplo realizar a tarefa de remate. Claro que, se não houver força suficiente nos músculos, por muito treino técnico que se realize, dificilmente se conseguirá fazer deslocar a bola a grande distância ou grande velocidade.

Para além dos benefícios referidos amplamente neste site, a musculação ajuda o desportista a melhorar o seu desempenho por 3 grandes vias:

  • Aumentando o seu potencial, através da melhoria da força, resistência e flexibilidade dos músculos em todos os ângulos articulares (reparem que o jogo e a grande maioria dos movimentos de treino do futebol não trabalham todos os ângulos articulares, mas depois em jogo são submetidos a elevadas tensões em ângulos completamente diferente e muito acentuados).
  • Ajuda a equilibrar o desenvolvimento muscular (sobretudo na relação flexores da anca/extensores da anca e flexores/extensores do joelho).
  • Previne o aparecimento de lesões que têm aumentado nos últimos anos (aumento de lesões devido a maior pressão e exigência dos adeptos que alteraram as suas referencias do jogo, a toda a envolvência do futebol como indústria, ao aumento do maior vigor físico dos atletas, aos “carrinhos” cada vez mais utilizados, ao elevado número de jogos).

Benchmarks

Por uma questão de proteção das articulações mais solicitadas em termos de carga num jogo de futebol, há níveis de condição que consideramos essenciais para quem pratica a modalidade a alto nível.

Exemplo:

Ancas

  • 100 agachamentos consecutivos em amplitude total de movimento com o peso do corpo.
  • 10 “pistolas” (agachamentos com uma perna em amplitude total de movimento)
  • 5 repetições de agachamento com barra com peso corporal nos trapézios
  • peso morto com 1 a 1,5 vezes o peso corporal
  • salto vertical de 50cm

Empurrar

Puxar

Cintura

Trabalho

  • corrida de 800m em 3’20”
  • 2000m de remo em menos de 7’50”
  • 5km de corrida em menos de 25min

Velocidade

  • corrida de 400m em 1’40”
  • 500m de remo em menos de 2min

Frequência (só analisando os registos de treino e conhecendo os atletas, poderemos determinar a frequência de estímulos óptima para cada indivíduo) semanal média:

  • 2 a 3 sessões no período não competitivo.
  • 1 a 2 sessões no período competitivo.
  • Mas irá sempre depender do volume e intensidade dos treinos.

Principais zonas de lesão

  • Abdómen (hérnias e distensões)
  • Ancas (distensões nos flexores e extensores)
  • Joelhos (distensões, roturas dos isquiotibiais; tendinites/tendinoses rotulianas; problemas nos tendões e nos meniscos)
  • Tornozelos (entorses, tendinites)
  • Contusões diversas em várias partes do corpo.

Desequilíbrios musculares/zonas mais débeis

Curiosamente ou não, estas zonas, estão diretamente relacionadas com as principais áreas de lesão:

  • Isquiotibiais
  • Adutores
  • Extensores da anca
  • Gémeos
  • Flexores da anca

Alguns exemplos de rotinas de treino:

Indicações metodológicas:

Ensinar um movimento de cada vez e deixar consolidar a técnica, realizando circuitos apenas com esse movimento, variando repetições e circuitos. Quando esse movimento estiver consolidado do ponto de vista técnico, adicionamos outro e assim sucessivamente para evitar grandes erros técnicos, lesões e falta de rendimento quando solicitamos circuitos onde o número de repetições por unidade de tempo é a nota dominante. Este processo irá demorar algumas semanas, mas será bem mais sólido do que ensinar muitos movimentos para depois realizar circuitos com fraca qualidade de execução técnica.

26291_1409579958922_1618475_nMovimentos fundamentais com o peso do corpo:

Movimentos com barra

Movimentos de endurance

  • Corrida
  • Remo
  • Bicicleta
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With friends it’s easy to score 12 penalties 🙂

Realizando sempre os exercícios em amplitude articular total, até à falha muscular e respeitando os princípios de treino.

Todo este processo deverá ser integrado nas tarefas globais de treino respeitando o princípio da unidade ou da totalidade.

Se continuarmos a fazer aquilo que fazemos, é provável que os resultados obtidos sejam idênticos. Para obtermos resultados diferentes, provavelmente teremos de dar mais atenção à componente mental do treino integrada no processo de preparação física e técnica onde a tática se simplifica pelo como e quando utilizar a técnica.

Preocupa-me o facto de todos os técnicos envolvidos no processo de treino de um futebolista (nas equipas profissionais já são quase tantas pessoas quanto jogadores) estarem demasiado focados em testes de condição física (ver artigo sobre testes de condição física), mas pouca preocupação têm com uma intensidade de treino próxima da intensidade de jogo. Aquilo que tenho verificado ao longo de mais de um quarto de século a treinar jovens jogadores em campo e sobretudo em ginásio, desde amadores a profissionais, incluindo situações de reabilitação, é um enorme desfasamento entre os quilómetros percorridos em jogo com elevada exigência e a baixa intensidade e volume com que o fazem em treino, deixando com algum fundamento a suspeição de doping. Embora se venha alterando nos últimos anos, a atitude de muitos treinadores continua a ser de enorme receio para com a musculação porque ainda não perceberam que muitos dos gestos técnicos efetuados num jogo, colocam 2 a 3 vezes o peso corporal do atleta em cima das suas articulações (estamos a falar de mais de 200kg). Como é comum dizer-se: conforme treinas, assim jogas. O trabalho em ginásio resume-se ao início da temporada ou à reabilitação de um ou outro atleta, desrespeitando uma Lei Natural que conhecemos por Princípio do Treino da Reversibilidade. Por isso, se queremos menos lesões, mais força, mais resistência, mais flexibilidade, temos de usar processos completamente diferentes embora muito simples.

ENTREVISTA a Sérgio Rodrigues: um dos primeiros instrutores CrossFit em Portugal

Paulo Sena: – Há quanto tempo estás ligado à indústria do fitness (ginásios)? Descreve um pouco o teu percurso de experiências.

Sérgio Rodrigues: – Estou ligado a esta industria há 8 anos, comecei em 2002 a trabalhar como instrutor de musculação num ginásio em Gondomar, depois trabalhei na cadeia Holmes Place e na cadeia Solinca como instrutor de musculação e personal trainer. Sempre gostei de estar neste meio, quer como profissional, quer como utilizador. Além de Instrutor de Cárdio/Musculação e massagem de Desportiva pelo CEFAD e de Personal Trainer pelo Holmes Place, sou licenciado em Gestão de Desporto pelo ISMAI e de momento sou responsável por um equipamento desportivo que inclui piscina e ginásio.

PS: – Como chegaste até ao Crossfit?

SR: – Devido a estar a praticar artes marciais (Jiujitsu Brasileiro e Muay Thai) pesquisei na internet sobre qual o melhor treino para maximizar estas modalidades e dei de frente com o Crossfit. Entusiasmou-me na primeira vez que vi e apaixonou-me na primeira vez que o fiz.

PS: – O que é o Crossfit?

SR: – CrossFit é um programa de treino de força e condicionamento físico. O treino é planeado para provocar a mais ampla adaptação possível, preparando as pessoas para o inesperado no dia-a-dia, o nosso programa de condicionamento não é especializado e tem a intenção de tentar optimizar as funções humanas de entre os 10 domínios de capacidade física conhecidos. São eles:

  1. Resistência Cardiovascular e Respiratória,
  2. Resistência Muscular,
  3. Força,
  4. Flexibilidade,
  5. Potência,
  6. Velocidade,
  7. Coordenação,
  8. Agilidade,
  9. Equilíbrio,
  10. Precisão.

O nosso sistema de treino é baseado em movimentos funcionais, constantemente variados e executados em alta intensidade.

PS: – Tenho visto muitas críticas ao Crossfit. Que é um treino muito exigente, apenas para públicos que treinam com alta intensidade… Que não é apropriado para quem quer aumentar de massa muscular… Pouco adequado para as mulheres… Tem um elevado risco de lesão…

SR: – As críticas normalmente vêm de quem desconhece e não quer conhecer a modalidade. O Crossfit é para todos, todos mesmo. A base do Crossfit são os movimentos funcionais, quem é que não precisa de treinar movimentos funcionais para viver? Quem não precisa de treinar agachamento, para poder se sentar e levantar no dia-a-dia? Quem não precisa de treinar peso-morto para poder levantar qualquer coisa do chão? Quem não precisa de treinar a resistência para andar ou correr? Basicamente é isso e se muitas vezes a palavra intensidade assusta, é óbvio que o peso ou repetições que colocaríamos a um jovem de 20 anos, não é o mesmo que a uma pessoa obesa de 50 anos. Todos os treinos são adaptados à condição e limitações de cada pessoa, mas os exercícios são os mesmos, as necessidades de um atleta de alta competição, são as mesmas de qualquer dona de casa, apenas diferem no volume, na carga, na intensidade. Normalmente não se ensina o agachamento a uma pessoa que está a iniciar um treino de musculação, porque é um movimento avançado, porque é perigoso, porque é só para atletas com força, etc. Nós ensinamos tudo desde o início, estamos perfeitamente confiantes no nosso método de treino e estamos confiantes na segurança do nosso treino. Ensinamos passo por passo, com todas as dicas para que qualquer pessoa possa fazer um agachamento em perfeita técnica e com toda a segurança. Em relação à intensidade, não queremos pessoas a pensar que vão ser obrigadas a correr uma maratona, ou a levantar 200kg no primeiro dia, queremos que todas as pessoas cheguem ao seu limite, seja ele uma elevação, correr 100 metros, fazer 10 abdominais.

PS: – Quais são as vantagens de realizar treinos ao estilo Crossfit, quando comparados com os tradicionais treinos culturistas, ou as típicas aulas de grupo dos ginásios?

SR: – O Crossfit promove melhorias e adaptações dos 10 domínios da capacidade física (atrás mencionados). Ao vermos os benefícios que alcançamos com o treino de Crossfit, é fácil dizer que este é um treino completo e quais as vantagens de o praticar. O Crossfit é praticado por várias forças de segurança e militares em todo o mundo, incluindo SWAT, Marines, etc. é praticado por lutadores profissionais, por atletas de elite de várias modalidades, por mães, avós, crianças e até mesmo pessoas com necessidades especiais, daí a sua maior vantagem, responder a todo e qualquer objectivo.

PS: – É um treino adequado para perder peso ou perder gordura?

SR: – É o melhor treino para perder gordura. O Crossfit não é só um treino de 1hora, é um modo de vida. No Crossfit preocupamo-nos não só com o que se passa dentro da aula, mas também com o que as pessoas fazem fora do treino, o que comem, como comem, que tempo descansam. Tentamos controlar isso e orientá-las no sentido de maximizarem o seu treino e maximizando o seu treino atingem mais facilmente o seu objectivo. Treinando intensamente e com o tipo de movimentos que utilizamos, produzimos uma maior resposta e adaptação no corpo, logo é ideal para perder gordura e da maneira mais rápida e duradoura possível.

PS: – O que é o WOD?

SR: – WOD, quer dizer em inglês: Workout Of the Day! É o treino do dia, o treino que temos de fazer quando chegamos à aula, nunca sabemos qual é pois é diferentes todos os dias.

PS: – Podes dar-nos alguns exemplos do tipo de treinos que realizas?

SR: – Posso dar os treinos que fiz nos últimos 3 dias:

  • Sábado – ‘Fran’ 21 thrusters (agachamento frontal com press de ombros) e elevações + 15 thrusters e elevações + 9 thrusters e elevações no menor tempo possível;
  • Domingo – 10 séries de sprints até às 30 calorias no remo com descanso entre as séries; 2ª feira – 100 Situps (abdominais trazendo o tronco até cima) 80 agachamentos 60 flexões 40 elevações 20 Burpees no menor tempo possível.

Como podem constatar utilizei exercicios variados e de diferentes modalidades como o remo, ginástica, e levantamento de pesos.

PS: – Qual a tua visão das actividades realizadas nos ginásios em geral?

SR: – Penso que são actividades cómodas, ‘clássicas’ e que não trazem nada de novo ao panorama do exercício físico. Principalmente as novas que aparecem, são mais viradas para o aspecto comercial e não para os resultados esperados pelas pessoas.

PS: – Que recomendações darias aos instrutores para conseguirem ajudar os ginásios a terem melhores taxas de retenção de sócios?

SR: – Olhar para um sócio como uma pessoa e não como um número. Perceber qual o objectivo dele e qual a melhor maneira de o guiar até o atingir, porque nenhum dos sócios vai querer o mesmo objectivo e mesmo os que querem o mesmo objectivo não o conseguem nem podem atingir da mesma maneira. Temos de os manter motivados, focados no objectivo e para isso é preciso algum acompanhamento, aspecto que considero fundamental e que cada vez é menos visto nos ginásios.

PS: – Gostarias de deixar alguma mensagem a quem está interessado em iniciar-se ou em saber mais sobre o Crossfit?

SR: – O que posso dizer é, experimentem. De certeza que não se vão sentir desiludidos. Vão se sentir cansados isso sim, mas prometo que no fim de cada treino estarão com um sorriso na cara e com um degrau superado no vosso caminho para atingirem o objectivo a que se propuserem, seja ele qual for.

Paulo Sena e Sérgio Rodrigues após o treino FRAN

PS: – Estás disponível para workshops, palestras e treinos? Deixa-nos um contacto por favor.

SR: – Mais que disponível, estou ansioso para poder transmitir o meu conhecimento e a minha experiência pessoal como praticante e treinador de Crossfit.

Contactos:

  • e-mail: sleandro@iol.pt
  • tlm: 918627382

PS: – Obrigado Sérgio. Vamos voltar a treinar brevemente!