Escola atual – Seth Godin

Fica o manifesto completo do Seth Godin, que recomendo a pais, educadores e professores: Stop Stealing Dreams Também em formato pdf

Com que idade começar o treino de força?

A atividade competitiva começa cada vez mais cedo. Nos anos 80 começavamos a competir a sério com 13 anos. O que fazia sentido porque é uma fase em que desenvolvemos a nossa própria identidade, já defendemos ideais e valores e temos outra capacidade mental para resolver problemas. Em termos físicos, já existe outro tipo de maturação e alterações estruturais que permitem maior sobrecarga sobre o corpo.

Na atualidade começam a competir antes dos 10 anos de idade. No futebol, desporto de contacto e uma das modalidades com maior índice de lesões por praticante e horas de prática, encontramos situações de 20kg de diferença de peso corporal em crianças com a mesma idade. Imaginem o impacto de um jovem de 60kg contra um de 40kg. Nesse aspecto, os desportos de combate são bem mais justos.

Se competem e estão sempre sujeitos a cargas muito superiores às do seu peso corporal, quer impostas pelos adversários (que eles não controlam), quer impostas pelas ações motoras que tem de executar como correr, saltar, rematar, acelerar e travar movimento,  pensando que a força = massa x aceleração, estas crianças estão sujeitas a forças significativas para as suas estruturas físicas.

Do ponto de vista fisiológico, eu apenas evitaria cargas máximas com muita frequência. Mas, mais importante é o grau de maturidade, a capacidade de se focarem numa tarefa e cumprirem indicações do treinador com precisão. Se forem obrigados e sem diversão, complicamos as coisas.

Desde os meus 17 anos que treino crianças e adolescentes em clubes e escolas (31 anos). Quando lhes mostramos a importância de se protegerem e de aumentarem o seu potencial através de exercícios como os afundos de pernas, os agachamentos, as flexões de braços, as progressões das elevações e abdominais, eles parecem responder quase sempre de forma positiva.

Para tal, temos de nos focar na técnica primeiro. Sempre! Se nos focarmos nas repetições ou ignorarmos as técnicas que não respeitam a física e a anatomia, vão instalar-se erros grosseiros em fases precoces de aprendizagem e depois será difícil corrigir essa situação.

Devemos individualizar o processo de treino, designando um tipo de progressão diferente a cada indivíduo. Por exemplo: uns fazem flexões de braços completas mas ficam a um cm de tocar o solo, outros pousam completamente o corpo e empurram para terminar em prancha, outros apoiam joelhos, fazem a flexão e na extensão dos cotovelos passam para prancha.

Evitamos a competição entre eles quando ainda não dominam bem os exercícios.

Do ponto de vista do processo de ensino-aprendizagem, não há problema em adicionar carga, desde que já tenham bons níveis de força/resistência. Exemplo: se alguém consegue efetuar 100 agachamentos consecutivos, o melhor é adicionar a carga de uma barra. Se o indivíduo domina a técnica de agachamento com o peso do corpo, também será mais fácil introduzir a técnica com barra. Ou seja, as progressões são importantes.

Quando eles forem capazes de fazer mais de 50 agachamentos bem feitos, 15 flexões de braços, 15 elevações com salto, 40m de afundos de pernas, 10” de l-sit, então está na hora de criar mais sobrecarga. Até lá, não necessitamos material adicional. E quando for necessário, recomendo uma barra, discos e uma estrutura de apoio. Nessa altura, os exercícios serão ensinados em pequenos grupos de 3-5 jovens.

No caso dos desportos de equipa, recomendo reservar um tempo de 5 a 15 minutos no final do treino para a fadiga imposta pelos exercícios de força não influenciar negativamente a aprendizagem técnica.

Devemos incentivar o treino individual em casa com pequenas sessões de 5 minutos (ver treino 475).

No grupo, temos de ensinar uma técnica e deixar que durante 2 semanas a dominem e só depois adicionar stress. Exemplo: enquanto a técnica não está 70-80% consolidada, eu não peço para efetuarem X repetições no menor tempo possível ou outro tipo de condicionamento que imponha intensidade, pois irão perder o controlo. E mesmo quando já dominam as técnicas, durante um circuito, se perderem 40% da técnica, temos de parar, respirar, corrigir e eventualmente voltar ao desafio.

Aqui fica uma forma de introduzir exercícios com poucas repetições, em grupo e de forma organizada:

Se os exercícios com o peso do corpo forem adequadamente apresentados e introduzidos, os jovens vão sentir no seu dia-a-dia e no desporto, alterações tão positivas que vão sempre pedir mais. Mais importante ainda: criamos uma cultura para o futuro deles, gravando a necessidade de fortalecer o corpo para um futuro adulto. Recordemos que vivemos tempos em que infelizmente nos tornamos top europeu de obesidade infantil.

Recordemos que a condição física é transversal a todas as atividades. Se esta melhorar, tudo melhora. A força é a capacidade motora que mais impacto tem nas outras todas, por isso, podemos começar por aí.

Devemos dar preferencia ao treino individualizado e cargas sub-máximas. Se a técnica for boa, se o jovem está mentalmente preparado e obedece às indicações do treinador, podemos aproximar-nos de 6 a 8 Repetições Máximas.

Pela nossa experiência, controlar a parte excêntrica do movimento costuma ser um problema em crianças e jovens. Enquanto não atingirem um grau de maturação 4 na Escala de Tanner, devem evitar-se progressões lineares avançadas devido à influência que o grau de maturidade tem na recuperação. Em muitos casos por volta dos 16 anos a sobrecarga já poderá ser maior em termos de intensidade e volume.

Algo mais a ter em consideração é a concentração, a brincadeira excessiva, os períodos de recuperação quando trabalham com cargas mais pesadas. Adicionar algo de diversão que não deturpe a técnica do exercício e não se transforme naquele circo que agora vemos por aí camuflado por vezes com o título de treino funcional. Muita atenção para o controlo da velocidade de execução. Fundamental manter uma amplitude total de movimento eficaz para as articulações envolvidas e para o tipo de exercício que está a ser realizado.

A ideia é proteger de lesão e aumentar o potencial do jovem, fortalecendo-o, deixando boas práticas para um adulto mais saudável e mais sensível para este tipo de treino.

Exemplos de treinos:

Exemplos de treinos de transição para cargas adicionais:

Mais informação e mais treinos

Treino funcional em crianças e jovens

31 treinos com o peso do corpo

Treino funcional e futebol

42 dias para melhor a resistência

Treino 475

A FORÇA é a mais generalista de todas as adaptações atléticas. Todas as outras capacidades físicas dependem, em diversos graus, da produção de força dentro do ambiente físico.

O TREINO É UM PROCESSO – Stress – Recuperação – Adaptação Aplicamos um determinado tipo de stress ao corpo, fazemos algo ao qual ele não está habituado. Descansamos, deixamos que ele recupere para se tornar mais forte, mais resistente, mais flexível.

PARA CAMINHAR NECESSITAS FORÇA

PARA TE EQUILIBRARES NECESSITAS FORÇA

PARA TRANSPORTAR PESO NECESSITASFORÇA

PARA TE LEVANTARES NECESSITAS FORÇA

PARA SALTAR NECESSITAS FORÇA

PARA GANHAR DUELOS NECESSITAS FORÇA

PARA CHEGARES MAIS RÁPIDO NECESSITAS FORÇA

PARA TERES BOA POSTURA NECESSITAS FORÇA

PARA FORTALECERES OSSOS NECESSITAS TREINO DE FORÇA

O EQUILÍBRIO, A VELOCIDADE, A AGILIDADE, TÊM POR BASE A FORÇA

PARA TERES MAIS CONFIANÇA NECESSITAS  FORÇA

O MOTOR DO CORPO HUMANO SÃO OS MÚSCULOS, PARA OS ESTIMULARES, NECESSITAS TREINO DE FORÇA

OS MAIORES DEPÓSITOS DE ENERGIA SÃO OS TEUS MÚSCULOS.

 

DE QUE ESTÁS À ESPERA?

COMO TREINAR? Técnica! Técnica! Técnica! Primeiro temos de dominar a [técnica], para depois treinarmos com [intensidade]e mais tarde podermos treinar durante muito tempo [endurance]. Ou seja, corremos 10m com boa técnica, depois corremos 100m o mais rápido possível com boa técnica, até que um dia fazemos 10000m de corrida sem parar.

Amplitude Total de Movimento – Porque queremos ganhar força em todos os ângulos articulares e queremos melhorar a flexibilidade [SIM! O TREINO DE FORÇA MELHORA A FLEXIBILIDADE].

DISCIPLINA + MÉTODO + CONTROLO Todos os processos de êxito na vida, necessitam estas 3 coisas.

Imprime grelha de registo de treino
Clica na imagem para obteres a folha de registo de treino em formato A5

MÉTODO Escolhe um dos exercícios da grelha. Faz o máximo de repetições corretas que puderes. Descansa e repete o processo até terminarem os 5 minutos de tempo corrido. Serão 3 ou 4 séries de várias repetições. Soma e regista na grelha. No segundo treino, escolhe outro exercício. Ao fim de alguns dias, quando já tiveres efetuado todos os exercícios, volta ao início. 5 minutos por dia, 4 dias por semana, 7 exercícios diferentes.No caso de não seres capaz de realizar algum movimento na totalidade, deverá efetua-lo de forma adaptada. Mais informação em: paulosena.com/5min

Treino de Força Para Jovens Atletas

cartaz_treino_forca_jovens-page-001 (1)

Os bons hábitos adquirem-se de pequenino. E como o número de lesões no desporto jovem, tem vindo a aumentar, a musculação e uma adequada preparação física, são uma forte base para evitar lesões, proteger as articulações, melhorar força, resistência e flexibilidade, aumentando o potencial do jovem atleta. Seja um atleta de uma modalidade de endurance, de um desporto individual ou coletivo, todos beneficiarão de um bom programa de treino de força e uma adequada estimulação das principais vias energéticos.

INSCREVAM-SE