Metas intermédias, objetivos de Tarefa… Psicologia Aplicada

Quando treinas sozinho, tens o amiguinho dentro da tua cabeça a empurrar em frente ou a puxar para trás. No meu caso é o Jorginho.

Disciplina

Começamos o treino porque uma força interior e o plano delineado para esta semana dizia: remo. Nunca fui remador, mas o remo indoor conquistou-me há anos quando a passadeira irritou os meus rotulianos e antes ainda quando o tempo era curto para treinar. Mas foi no dia em que, na antiga Solinca de luxo recebi um cartaz com vários desafios de remo e decido fazer tudo: desde 500m até uma hora a remar. O quadro estava vazio e tinha de liderar pelo exemplo: um cirurgião não tem de se submeter às suas técnicas, mas também não vai fazer dos pacientes suas cobaias.

Expectativas

Comecei a remar focado na técnica: pernas – tronco – braços. Tinha apenas definido remar 2km.

Dissociação cognitiva

Resolvi ligar a música, mas lembrei-me que podia ter um treinador virtual por uns minutos. Nada melhor do que Eric Murray. Cliquei e…

O Eu Analítico

Comecei por escutar um vídeo técnico, mas a vozinha crítica prendia os meus movimentos. Mudei para um vídeo mais longo e deixei-me ir. Quando somos crianças, aprendemos por modelagem, imitando quem nos rodeia. Olhei para o Eric e procurei imitar sem pensar nas pernas ou nos braços e os metros foram avançando pelo ar fresco de Vila Real ao som dos passarinhos que nos lembram a primavera. Lembrei-me do Timothy Gallwey 🙂

Mudar o Foco

Já havia alterado o monitor para watts, deixando de ver o andamento em tempo (referência que mais domino) e desligando a atenção do passado e do futuro.

Objetivos de Resultado

Não sabendo a distância percorrida nem a velocidade, era mais difícil focar-me no futuro sem referências. Isso permitiu que a minha ansiedade diminuisse em relação ao habitual. Vivo um período há muito tempo em que as sensações por vezes levam a interpretações inadequadas do Jorginho.

Objetivos de Tarefa

O presente é tudo o que temos garantido. É o aqui e agora. Podemos deixar o barco ir com a corrente: go with the flow. Podemos pensar em pernas – tronco – braços. Em expirar quando a barra toca o tronco e quando ela está sobre os pés.

Metas Intermédias

É meu hábito como professor, partir 2km em pedaços mais pequenos e focar a minha instrução em técnica nos primeiros 500m, contar remadas nos segundos 500m, distrair o alunos nos 1500 e só a partir daí mudar o foco para…

Objetivos de Resultado

Quando já tinha 23 minutos e me deixei ir com a corrente ao lado do Eric (algo que nem em sonhos com ele em má forma), resolvi dar um comando: páras aos 25min, mesmo que te apeteça fazer mais! Obedeci mesmo sem estar cansado, focando-me novamente no futuro, num objetivo de resultado.

A Surpresa

Mudei o monitor para ver metros percorridos. Pensava ter uns 4300, mas… Estava nos 4750 com pouco mais de um minuto para o final. Resolvi fazer umas remadas mais poderosas e em vez das 18 por minuto, passei a 26. Não queria terminar com falta de ar. Fazia tempo que não percorria 5km. Está longe dos 20 minutos de há 20 anos, mas foi engraçado.

Visualização Mental no Treino de Força

A visualização é uma ferramenta de treino mental que só funciona quando usada com regularidade. É como fazer flexões de braços: se fizermos uma vez de dois em dois meses, dificilmente iremos obter todos os benefícios deste estimulante movimento.

Por me encontrar numa fase de grande agitação mental, mudança e frequente sensação de falta de controlo (stress), hoje resolvemos adicionar o controlo da frequência cardíaca ao treino de força com visualização.

A frequência cardíaca aumenta por fatores “mecânicos” e fatores “emocionais”. Está tudo interligado: os pensamentos, as representações internas, o nosso foco afeta o nosso ESTADO e a nossa fisiologia, as hormonas, a respiração e forma como movemos o corpo também afeta o nosso ESTADO.

Durante este treino pesado (para os meus standards) usamos a rotina habitual:

  1. Repetição ou antecipação mental da série seguinte, desde o setup inicial até colocar a barra de volta na rack.
  2. Colocação do cinto.

  3. Inicio da série.

  4. Descanso sentado.

  5. Visualização do vídeo da série realizada.

Noutros treinos, durante o descanso, antes da repetição mental, visualizamos um vídeo de técnica modelo. Mas não foi o caso de hoje.

Idade 48 e 7 meses

Peso corporal matinal sem roupa na balança habitual: 78,6kg

Pressão arterial ao levantar 69-100

FC 42

No ginásio

FC em repouso 84

FC durante as séries de aquecimento 104-134

Agachamento 5×80 5×95 4x5x112,5

FC nas últimas 4 séries

104-154

132-158

118-158

118-162

Supino 5×30 5×50 4x5x72,5

112-150

110-135

92-140

99-148

Peso morto

5×110 4×130 5×142,5

125-151

124-152

144-168

Tempo Total de Treino 1h06m36s

FC Média 112

FC Máxima 169

Pressão arterial 10′ após o treino:

71-108

FC 62

Supostamente, antes da repetição mental, a FC deveria ser inferior, porque este trabalho acaba por criar uma ativação de estado. No entanto, em algumas séries, sobretudo durante a realização do supino, devido a certos pensamentos, a FC em repouso era superior à verificada após a repetição mental.

Nota-se em algumas séries um excesso de ativação por vezes resultantes de alguns receios, alguma dúvida. Ou seja, um FOCO NO FUTURO (NO OBJETIVO DE RESULTADO), em vez do FOCO NO PRESENTE (NO OBJETIVO DE TAREFA/PROCESSO).

É sempre um grande DESAFIO, treinar a mente a FOCAR NO POSITIVO durante a visualização e antes da execução a luta contra a dúvida técnica que resulta da falta de confiança, a qual por sua vez, é resultado do foco temporário em alguns processos do passado.

Sem dúvida que podemos utilizar a internet em busca de modelos positivos e de dicas de treino, mas a excessiva comparação, a demasiada verbalização e auto-crítica, podem prejudicar a performance. Isto leva-me cada vez mais a concluir que, com pessoas como eu, a dieta de informação 🙂 e os diários e vídeos pessoais de treino podem ser muito importantes no processo de exercício físico.

https://www.youtube.com/watch?v=YAfxakMzIAg

Psicologia do Desporto, PNL, Coaching e Hipnose

O prazer surge na fronteira entre o aborrecimento e a ansiedade, quando os desafios estão bem equilibrados com a capacidade de agir de alguém. – Mihaly Csikszentmihalyi

A Psicologia do Desporto: uma área de crescente importância. 

Desde muito cedo o desporto foi utilizado como forma de educar as pessoas. Para Fitz (1897) a prática desportiva (jogar) era um meio de se preparar para a vida, por promover a capacidade de decisão, habilidade de perceber as condições corretamente e a habilidade de reagir rapidamente a um ambiente mutável.

Pessoas e factos marcantes 

Em 1898, Norman Triplett realiza um estudo com ciclistas onde conclui que os corredores que competiam contra outros, obtinham melhores resultados.

Edward Scripture (1864-1945), um psicólogo da Yale University, estuda o tempo de reação dos corredores.

Em 1920 Carl Diem cria o primeiro laboratório de psicologia do desporto na Alemanha.

Em 1925 Coleman Griffith da University of Illinois cria também um laboratório dedicado à psicologia do desporto e mais tarde escreve dois livros marcantes: Psychology of Athletics (1928) e Psychology of Coaching (1926).

Em 1938, Coleman Griffith começa a trabalhar como consultor nos Chicago Cubs, tornando-se um dos primeiros psicólogos desportivos a trabalhar no desporto profissional.

Nos anos 40, em Portugal, já o Instituto Nacional de Educação Física incluía cadeiras de psicologia aplicada ao desporto nos seus cursos. Aníbal Costa, Alves Vieira, Noronha Feio e António Paula Brito foram algumas das primeiras referencias da área em Portugal.

Em 1947, Tim Gallwey um jogador da equipa de Ténis da Harvard University, publica o livro The Inner Game of Tennis, revolucionário e surpreendente que depois extrapolou os seus conteúdos até à área empresarial. No documento, o autor partilha como começou a explorar formas de focar a mente do jogador na observação direta e sem julgamento no corpo, na bola e raquete, de uma forma que dava relevo à aprendizagem, à performance e ao prazer do processo. Esta abordagem de tomada de consciência permitia que os jogadores amadores se desenvolvessem fisica e instintivamente sem muitas instruções técnicas específicas. Cada jogo compõe-se de duas partes: um jogo exterior e um jogo interior. O primeiro é jogado contra um adversário para superar obstáculos externos e atingir um objetivo. O jogo interior desenrola-se na mente do jogador contra obstáculos como falta de concentração, nervosismo, ausência de confiança, autocondenação, tudo hábitos que impedem um bom desempenho.

Em 1965 foi criada na europa a International Society of Sport Psychology (ISSP).

Em 1966, Bruce Ogilvie e Thomas Tutko, escreveram Problem Athletes and How to Handle Them. Ogilvie estudou mais de 250 desportistas de alto nível nos anos 70.

Em 1967 funda-se a North American Society for the Psychology of Sport and Physical Activity (NASPSPA).

Em 1979 o Journal of Sport Psychology começa a publicar as diversas investigações realizadas nesta área de estudo.

Nos anos 80, os artigos de Rainer Martens ajudaram a promover a psicologia do desporto. O professor da University of Illinois havia criado a famosa editora Human Kinetics em 1974 por falta de uma editora que publicasse as atas da conferencia da NASPSPA em 1973.

Em 1987 fundava-se a divisão 47 da American Psychologycal Association – Sport & Exercise Psychology.

Como mente e corpo não existem por separado e interagem entre si, o estudo dos comportamentos humanos em ambiente desportivo tem vindo a ser um fenómeno cada vez mais estudado. A incorporação da psicologia do desporto na década dos 80, foi talvez um dos elementos mais destacáveis do recente panorama investigador (Singer, Hausenblas y Janelle, 2001).

Definição

A psicologia do desporto aplicada (American Psychological Association Division 47 [APA], 2014) é o estudo e aplicação dos princípios psicológicos à performance humana para ajudar os atletas a obterem uma performance consistente na faixa superior das suas capacidades e para desfrutar de forma plena do processo de performance desportiva. Os psicólogos aplicados são treinados e especializados para participarem numa ampla gama de atividades, incluindo: a identificação, desenvolvimento e execução do conhecimento mental e emocional, dos skills e habilidades requeridas para a excelência nos domínios atléticos; a compreensão, diagnostico e prevenção dos inibidores psicológicos, cognitivos, emocionais, comportamentais e psicofisiológicos para uma performance excelente; e a melhoria dos contextos atléticos para facilitar um desenvolvimento mais eficiente, uma execução consistente e criar experiencias positivas nos atletas.

Para Dosil (2004, p.13) a psicologia da atividade física e do desporto é uma ciência que estuda o comportamento humano no contexto da atividade física e desportiva, e como disciplina das ciências da atividade física e do desporto, guarda uma relação estreita com todas as que se enquadram nesse âmbito, aportando os conhecimentos psicológicos e desta forma, completando e enriquecendo as contribuições próprias de outras ciências como a medicina, a sociologia ou o direito. É portanto uma psicologia aplicada. Assim, Weinberg e Gould (2011) resumem a psicologia do desporto e do exercício físico como um estudo científico de pessoas e seus comportamentos em atividades físicas e desportivas.

A intervenção da psicologia no desporto

Como não existem muitas licenciaturas em psicologia do desporto em todo o mundo, pode ser difícil determinar qual a melhor combinação de formação, treino e experiência que qualificam o psicólogo desportivo. No entanto, a Divisão 47 da APA sugere que os psicólogos do desporto sejam licenciados em psicologia com experiência na aplicação dos princípios psicológicos nos cenários desportivos.

O psicólogo do desporto normalmente faz parte de uma equipa de trabalho e pode especializar-se numa modalidade desportiva, sendo uma atividade desafiante e estimulante. Mas o trabalho de equipa cria enormes desafios pelos condicionalismos impostos pelos líderes das equipas, sobretudo nos desportos coletivos. É por isso uma tarefa de trabalho para indivíduos que gostem de trabalhar em equipa. Requer boa formação, muito treino e experiência, bem como a criação de uma forte rede social no desporto onde intervém, porque as oportunidades para licenciados e incluso mestres, são muito limitadas.

Para a intervenção do psicólogo desportivo ser eficaz com os desportistas, existem alguns pressupostos:

  • que os atletas gostem dele como pessoa
  • que não seja visto como dominador
  • seja flexível na sua ação
  • tenha treino como terapeuta
  • tenha experiência
  • que se enquadre na modalidade, na situação competitiva
  • mostre sensibilidade para as necessidades individuais dos atletas
  • não imponha metodologias iguais para todos
  • contacte os atletas com alguma frequência e encontre tempo para situações de 1 para 1
  • faça poucos discursos teóricos
  • evite aplicar questionários e fichas antes das competições e numa fase inicial de conhecimento mútuo
  • evite ser demasiado observador/controlador dos atletas
  • evite timings de intervenção inadequados (por exemplo próximo de eventos importantes) sem conhecer os atletas previamente
  • disponibilize tempo suficiente para dar feedbacks.

A psicologia do desporto continuará a ser uma área de intervenção polémica pela sua inegável importância, pela sua fraca imagem perante o público em geral e perante os desportistas em particular que ainda veem o psicólogo do desporto como alguém a quem recorrer quando têm problemas em vez de o verem como um técnico que ajuda a melhorar o rendimento humano. Se verificarmos a evolução desta ciência, podemos confirmar que houve nestes cem anos muito foco no problema e esta abordagem criou a imagem da psicologia do desporto. Acresce o facto de muitos psicólogos não se terem integrado adequadamente no universo desportivo e terem uma abordagem muito clínica das situações. Mas alguns profissionais estão a mudar tudo isto no terreno.

A psicologia e outras tecnologias de intervenção no desporto

Programação Neurolinguística – PNL

Supostamente a Psicologia e a PNL têm abordagens comuns e procuram modelar os melhores treinadores e professores, registando os princípios psicológicos que os desportistas de elite utilizam, para posteriormente passarem estas estruturas mentais aos novos professores e treinadores. No entanto, a psicologia é considerada uma ciência, enquanto a PNL, embora popular continua a causar controvérsia. A inexistencia de investigações imparciais e independentes fazem com que a PNL não seja admitida pela comunidade científica mais inflexível. No entanto,  continua a ser uma ferramenta de intervenção muito útil, bastante utilizada mesmo quando se diz o contrário, porque está focada na modelagem de comportamentos e na linguagem como agente de mudança. Aliás, vários estudos académicos têm por base algumas das chamadas pressuposições da PNL e parte dos procedimentos da psicologia não têm provado ser assim tão eficazes. Talvez o grande erro da NLP seja a afirmação da rapidez e poder dos seus processos terapêuticos. Naturalmente a comunidade científica não pode reconhecer processos pouco estudados, embora parte destes se confundam com os da psicologia científica. E como todo o conteúdo mental é demasiado volátil e interage com o fisiológico, tornará sempre difícil o seu estudo mesmo em laboratório.

Hipnose

A American Psychological Association – APA (2016) define como uma técnica terapêutica, um estado de consciência que envolve atenção focada e consciência periférica reduzida, caracterizado por uma maior capacidade de resposta à sugestão. Embora seja controversa, segundo a APA a maioria dos clínicos está de acordo que pode ser uma poderosa e eficaz técnica terapêutica para uma ampla variedade de condições, incluindo dor, ansiedade e outros transtornos de humor. A hipnose pode também ajudar as pessoas a mudar os seus hábitos. Embora a comunidade científica admita mais a sua utilização é por vezes colocada no mesmo patamar da PNL.

“Perguntas de qualidade criam qualidade de vida. Pessoas de sucesso fazem as melhores perguntas e, como resultado, recebem as melhores respostas” – Anthony Robbins

Coaching

Outra ferramenta reconhecida pela psicologia é o coaching onde o coach ajuda o coachee a ir do ponto A ao ponto B que foi definido pelo cliente (coachee). Nesta abordagem em vez do treinador assumir o poder sobre as pessoas, procura através de questões poderosas que o cliente descubra o poder que tem dentro, que encontre as respostas para os seus problemas/desafios. Ou seja, o coach evita impor conteúdo. Este pressuposto enquadra-se bem na PNL. Daí as vermos associadas frequentemente. Mas ao contrário da PNL, o coaching tem diversas organizações formadoras e métodos variáveis, gerando por vezes abordagens confusas todas categorizadas como coaching.

O coach ajuda a: clarificar e definir adequadamente um objetivo e metas intermédias; identificar o porquê desse objetivo para que durante toda a ação haja força para continuar o caminho; controlar o processo; identificar os obstáculos; identificar recursos humanos e materiais disponíveis para levar a cabo a dita viagem até ao ponto B. É importante perceber que os clientes, os desportistas só necessitam um coach por: falta de disciplina, falta de método e inexistencia de um processo de controlo. Logo, a ação do coach deverá estar focada nesses aspectos e não nos porquês das coisas nem na imposição de formas de atingir os objetivos do cliente. Como o seu trabalho é feito com perguntas é normal que este utilize uma técnica que a PNL chama de meta-modelo.

Uma grande invenção é algo útil, fácil de executar e que faz uma enorme diferença para a humanidade. Não interessa tanto aquilo que é, mas sim aquilo que faz. – Manoj Bhargava

Dos rótulos à intervenção

Por muito que se procure definir, delimitar, estabelecer fronteiras, conceitos, rótulos, no final o objetivo é intervir no sentido de mudar o estado do desportista para que este altere os seus comportamentos no sentido positivo. Perante isto, temos de usar a tecnologia existente e criar formas de intervenção que resultem com utilizadores de ginásios, atletas, desportistas de fim-de-semana e equipas. No fundo, temos de tornar a tecnologia útil.

As ferramentas de intervenção mental necessitam treino na sua aplicação, porque, tal como acontece com as flexões de braços, os resultados só poderão ocorrer com a sua prática regular. A psicologia do desporto, o treino mental faz-se no dia-a-dia e deverá estar integrado em todos os processos de preparação de um desportista.

Agora vamos descobrir como é que a as tecnologias de intervenção mental podem ser úteis para melhorar a adesão ao exercício e o rendimento desportivo dos treinadores e dos praticantes, transformando os problemas em desafios. Utilizando abordagem bio-psico-social do indivíduo e sempre num equilíbrio entre a teoria e a prática.

Bibliografia

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