Progressão de Carreira Para Um Personal Trainer

Para criar uma boa base de trabalho e conhecimento técnico a fim de ser um bom Personal Trainer – PT, recomenda-se que ganhem experiência inicial como instrutor de aulas de grupo, crossfit ou preferencialmente como instrutor de sala de musculação. Antes de escolheres este caminho difícil de liderar pessoas, deverias responder a questões como estas:

Quero ser personal trainer porque (razões que te movem)?

Quando eu deixar de ser personal trainer, eu gostaria de ser…

Ser personal trainer em que é que te ajudaria na atualidade?

Como pode a função de personal trainer ajudar-te no teu futuro?

Que habilidades interpessoais achas que deverias trabalhar?

Um percurso sólido para criares uma carreira como personal trainer, seria:

1. Iniciar como instrutor de sala 

Efetuar triagens de clientes, criar programas de treino iniciais, controlar técnicas de exercícios e intensidades, acompanhar o treino em sala efetuando o famoso carrossel (dar um pouco de atenção a todos os clientes), criar rapport e motivar os clientes, liderar a sala, colocar em ação a sua estratégia de marketing pessoal, utilizar o espaço na sala e cuidar de se posicionar em relação aos alunos, comunicar de forma verbal e não verbal adequadamente, treinar habilidades para uma comunicação de proximidade equilibrada  não invasiva e criar dinâmicas de grupos para gerar condições de fidelização. Recomenda-se uma formação prévia na área do exercício físico e saúde. Diria no mínimo 1500h de formação e pelo menos 500h dessas de estágio profissional como profissional do fitness, preferencialmente em sala de musculação porque permite muita interação individual com diversos tipos de clientes.

2. Aprendiz de personal trainer

Mais de 300h de sombra a personal trainers experientes com consentimento dos clientes. Após esse período, deveria passar cerca de 400h com casos de clientes mais generalistas, progredindo para clientes dentro da sua área de pretensa especialização.

3. Personal trainer

Findo esse tempo de formação inicial, já com uma definição mais clara da sua identidade como profissional e orientado para o público-alvo para o qual tem mais vocação e motivação, o personal trainer, terá agora melhores condições para um desempenho de sucesso.

Durante todo o processo de formação, recomenda-se o estudo destes 10 manuais:

ACSM [American College of Sports Medicine] (2017) Guidelines for Exercise Testing and Prescription. 10th Edition. Lippincott Williams & Wilkins.

Bandler, R., Alessio, R. e Fitzpatrick, O. (2013). The ultimate introduction to NLP: how to build a successful life. London: HarperCollins Publishers

Godin, Seth (2008). Tribos. Lisboa: Lua de Papel.

Godin, Seth (2011). Como se tornar indispensável. Lisboa: Lua de Papel.

Marieb, E. (2011). Essentials of Human Anatomy & Physiology, 10th Ed. San Francisco: Pearson.

Peters, T. (1999). Brand You 50: reinventing work. Knopf.

Rippetoe, M. (2011). Starting Strength: Basic Barbell Training, 3rd edition. Wichita Falls: Aasgaard Company.

Rippetoe, M. & Baker, A. (2014). Practical Programming for Strength Training. Wichita Falls: Aasgaard Company.

Sinek, S. (2017). Find your why. New York: Portfolio.

Sullivan, J.M. & Baker, A. (2016). The Barbell Prescription: Strength Training for Life After 40. Wichita Falls: Aasgaard Company.

Recordemos que o serviço de personal training é um serviço gourmet dos ginásios, logo, deverá ser levado à prática por profissionais com elevado nível de formação e experiência. Diz-se que para ser especialista numa função, necessitamos cerca de 10.000h de prática. Se queres ser bom e destacar-te da média e da mediocridade, há um caminho a percorrer.

Paulo Sena e… Gomes

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Paulo Sena ao lado de Fernando Gomes (um dos melhores jogadores do mundo nos anos 80).

Esta foto tardou 40 anos a tirar. Quando andava na escola primária, todos queriam ser o número 9, sim o nove, o 10 era do Oliveira que também gostávamos, mas o Gomes era o grande goleador que, nestes 40 anos que me recordo de ver futebol com regularidade, nunca vi ninguém igual. Havia o Néné que era o seu rival, adorei ver o Cascavel, o Jardel, o Slavkov (jogou no GD Chaves), o Van Basten, o Hugo Sanchez, o Ronaldo Fenómeno, o Falcão, Jackson, Messi e Ronaldo que ainda jogam, ou um dos posters do meu quarto de adolescente: Gary Lineker. Mas o mais tarde Fernando Gomes era o craque que marcava golos de todas as maneiras e feitios.  No tempo em que ninguém saia para o estrangeiro, o homem faz uma viagem cansativa e estreia-se com 5 golos pelo Gijón . Eu que frequentava o mini-basquetebol no Futebol Clube do Porto (tinha 9-10 anos de idade) via o Gomes nos treinos (sim, porque eram à porta aberta sob pressão ou aplauso) e adorava. Fiquei triste ver a sua carreira terminar no Sporting Clube de Portugal a marcar golos de bicicleta, pouco antes de o Ivic o colocar a jogar atrás dos avançados (vejam lá a qualidade de passe do menino) e de mais tarde o ter impedido de conquistar mais troféus. A sua estreia foi aos 17 anos e marcou 2 golos (eu tinha 4 anos e obviamente nada recordo :)). Mas recordo que não era titular da seleção, o bi-bota de ouro (que raiva me dava isso!). Incrível o quanto o Futebol Clube do Porto e as gentes do norte eram discriminadas naquela fase (Pedroto e Pinto da Costa farão a mudança de atitude). Só entende quem viveu esses tempos. Imaginam o Ronaldo constantemente no banco da seleção? Bom! Mas como os meus pais não tinham máquina fotográfica, a foto foi-se adiando, embora eu visse muitos treinos e raramente falhasse um jogo (não dava nada na TV e se queriam ver um Porto – Benfica iam 2h antes para as Antes onde estavam mais de 80mil dentro do estádio e outros milhares cá fora, escutando o relato, sem repetições de jogadas, à espera da história que contavam os que assistiram ao vivo), fiquei-me pelos autógrafos. Finalmente agora tenho a foto e voltei a lembrar as emoções sentidas, motivadas por este grande artista.

Em tempos bem diferentes em termos de condições, exigência física e mental (hoje os estádios portugueses levam metade das pessoas e raramente enchem) ainda criou um palmarés bonito:

  • 2 Botas de Ouro (daí a alcunha de “bibota”)
  • 6 “Bolas de Prata”
  • 1 Taça dos Campeões Europeus
  • 1 Taça Intercontinental
  • 1 Supertaça Europeia
  • 5 Campeonatos Nacionais
  • 3 Taças de Portugal
  • 2 Supertaças

Muito havia para contar :)…

Dos lameiros aos campos de neve (era sempre a empurrar a bola para dentro):

Aqui fica o resumo da história do ídolo (contada por ele):