Inscrevam-se no workshop de 8h com Joaquín Dosil

Curso de Personal Training – Vila Real

O personal trainer é um criador, não é um executante de um programa de pronto-a-vestir criado numa fábrica. Paulo Sena

A formação e coaching de profissionais de fitness deixa os grandes centros e move-se para o interior a passos largos. Isso possibilita-nos descobrir novos valores, pessoas com outra personalidade, de meios bem diferentes que poderão enriquecer o mercado do fitness.

Nos últimos dois fins-de-semana, nas instalações do Aqua Fit Club em Vila Real, pude trabalhar com 7 magníficos futuros personal trainers deste País que vão certamente colocar em campo toda a sua capacidade de trabalho, resiliência e novas ideias. Fazem falta pessoas com esta força de vontade e curiosidade pela atividade física realizada em ginásios. Estou certo que estes professores vão explorar as ferramentas que agora adquiriram para ajudar pessoas a mudar as suas vidas através do exercício físico.

Destas 30 horas do curso Personal Trainer – Novas Ferramentas. deixamos algumas ideias soltas que identificam os conteúdos do curso e para que possam servir de reflexão e discussão para quem não esteve presente e o desejar fazer no espaço destinado aos comentários.

Ideias soltas do curso

  • As primeiras sessões de treino devem ser práticas, seguras, progressivas e simples.
  • O carrossel na sala de musculação.
  • ADICIONAR VALOR AO MERCADO
  • Relaxamento com base na meditação Vipassana
  • Revisitando as argolas como uma das melhores ferramentas para a parte superior do corpo.
  • As kettlebells
  • 10M3 – Os 10 Melhores Movimentos de Musculação.
  • A respiração do meio aquático aplicada na sala de musculação.
  • Como ensinar criando o diálogo.
  • A PNL – Uma ferramenta fundamental para o personal trainer.
  • Coaching e auto-coaching
  • LÍDERES NO FITNESS – PRECISAM-SE!
  • A melhor técnica de marketing para conseguir clientes de personal training, é ser um bom profissional de supervisão de sala de musculação, um bom professor de aulas de grupo, um bom professor de natação…
  • COISAS SIMPLES MUITO BEM FEITAS, DE FORMA CONSISTENTE, COM EMOÇÃO GENUÍNA, são a chave do êxito.
  • Cozinhar bem em vez de ter muitas receitas.
  • Treinos de 300 segundos são eficazes.
  • Os 4 magníficos: burpees, agachamentos, flexões de braços e abdominais.
  • Técnicas de alta intensidade.
  • O agachamento com o peso acima da cabeça e outros movimentos que implicam suportar peso acima da cabeça, são dos melhores movimentos para os abdominais.
  • Nos ginásios, vendemos atos humanos.
  • Lideramos pessoas, gerimos coisas.
  • O PERSONAL TRAINER É AQUILO QUE FAZ REPETIDAMENTE!
  • DIZ-ME COM QUEM ANDAS, DIR-TE-EI QUEM ÉS.
  • QUE LIVROS ANDAS A LER? QUE PROGRAMAS DE TV VÊS? COMO PASSAS O TEU TEMPO? PASSAS PELO TEMPO OU É O TEMPO QUE PASSA POR TI?
  • O exercício não é uma ciência exata. Tem algumas leis naturais (alguns princípios de treino) e muita arte na abordagem ao ser humano bio-psico-social..
  • MARCAR A DIFERENÇA!
  • Podemos controlar o tempo em carga em vez de repetições, ou as duas variáveis ao mesmo tempo.
  • Utilizar a frequência cardíaca com bom senso.
  • Há muitas formas de conseguir variedade no treino com poucos exercícios, mantendo a intensidade e eficácia do treino.
  • MOTIVAÇÃO = RESULTADOS.
  • A cadeia de excelência é uma ferramenta muito eficaz de PNL.
  • Mais acuidade sensorial nas relações e no treino faz evoluir qualquer profissional de uma forma significativa.
  • 5 princípios para lidar com as populações especiais.
  • Levantar peso do chão e colocar peso acima da cabeça, são ações fundamentais em qualquer programa de exercício.
  • Melhorar a comunicação connosco próprios para depois comunicar melhor com os outros é uma técnica fundamental.
  • O melhor personal trainer do mundo já é conhecido. Agora temos de o modelar.
  • A sala de troféus.
  • O mapa do tesouro.
  • A comunicação não verbal é a mais importante.
  • Âncoras.
  • Princípios de treino aplicados vs. Receitas.
  • O PERSONAL TRAINER É UM CRIADOR, NÃO É UM EXECUTANTE DE UM PROGRAMA DE PRONTO A VESTIR CRIADO NUMA FÁBRICA.
  • Cuidar da comunicação proxémica.
  • Estabelecer objetivos específicos, mensuráveis, desafiantes e agendados no tempo.
  • Educar o cliente.
  • O personal trainer pode ser comparado com um alfaiate, mas não com um pronto a vestir.
  • Mitos: treino para definir, treino para massa, perder gordura localizada, a musculação alarga os ombros…
  • Como explicar ao cliente e melhorar a sua auto-estima.
  • Análise cinesiológica dos movimentos, vs. 1000 exercícios de musculação.
  • O aluno autónomo vs. Aluno dependente.
  • Porque é que s sócios se mantêm nos ginásios.
  • Vender de forma automática.
  • Plano de marketing pessoal.
  • As pessoas estão fartas de ser enganadas com suplementos milagrosos, equipamentos especiais e “receitas” de treino.
  • Treinar é SAIR DA ZONA DE CONFORTO. Não basta simplesmente ir ao ginásio e dizer que treinamos duas horas com um equipamento muito bonito.
  • Anca larga vs. Traseiro descaído.
  • Peito alto, abdominal superior e outros conceitos inexplicáveis.
  • Liderar uma sala de musculação, implica por vezes mostrar que fazemos coisas que a maioria tem dificuldade de fazer: exercícios, explicações, etc.
  • Se movimentas mais peso com os braços do que as pernas, então há algo de errado.
  • As pessoas com que o personal trainer trabalha, são… Pessoas reais.
  • O estado dos seus glúteos, poderão ser diretamente proporcional à sua competência nos agachamentos e no peso morto.
  • Ter paixão por aquilo que faz e ter competências de liderança, são provavelmente as características mais importantes de um personal trainer.
  • Há perguntas muito poderosas. Um bom coach domina a arte de fazer perguntas.
  • A resposta que o personal trainer dá a estas questões podem resultar em ações… Interessantes: Como posso fazer deste dia um dia especial? Como posso fazer deste momento uma experiência inesquecível? Como posso simplificar aquilo que estou a fazer?
  • Contar histórias, saber desenhar e gerar emoção, são competências fundamentais de comunicação, porque o ser humano grava essencialmente sons, imagens e sensações.
  • O core-business dos ginásios é cardio e musculação sob vários formatos. Para tal é fundamental ligar atividade física e saúde, pensar na qualidade de vida das pessoas. Como os ginásios vendem atos humanos (serviços), as pessoas são as peças –chave do sistema, pois a relação sócio-funcionário é o fator mais importante para evitar a praga número um dos ginásios: o abandono. Temos de nos lembrar sempre que, somos aquilo que fazemos repetidamente a fim de manter a congruência entre as nossas palavras e os nossos atos. Se deixarmos a estética em segundo plano e nos concentrarmos em melhorar a performance dos clientes, iremos obter muito mais rapidamente as mudanças de aspecto que eles pretendem ver nos seus corpos. Para que isso ocorra não podemos abdicar dos princípios de treino. Um bom marketing interno, transformar os nossos clientes em nossos advogados, recorrendo ao boca-a-boca e às referências como ferramentas fundamentais para vender melhor o ginásio. Se houver dinâmica social se aplicarmos o conceito de tribo, conseguiremos transformar simples ginásios em fortes grupos sociais.

Curso de Personal Training – Braga

O personal trainer é um criador, não é um executante de um programa de pronto-a-vestir criado numa fábrica. Paulo Sena

Nos últimos dois fins-de-semana, nas instalações da Universidade do Minho em Braga, tive a oportunidade de partilhar conhecimento e experiência com um grupo de futuros profissionais do exercício físico de grande valor. Foi também uma oportunidade de aprendizagem, só possível pela qualidade, empenho e participação das pessoas presentes no curso: Personal Trainer – Novas Ferramentas.

Embora o maior problema da indústria do fitness persista, o abandono dos ginásios poderá ser mais facilmente combatido por pessoas que tomam o desafio como algo importante, considerando os sócios como pessoas que adquirem essencialmente atos humanos e soluções para os seus problemas. Por isso, só personal trainers que assumem plenamente serem aquilo que fazem repetidamente podem dar as melhores e mais duradouras soluções aos seus clientes, amigos e familiares.

Destas 30 horas de evento, deste processo de mudança, deixamos algumas ideias soltas que identificam os conteúdos do curso e para que possam servir de reflexão e discussão para quem não esteve presente e o desejar fazer no espaço destinado aos comentários.

Ideias soltas do curso

  • As primeiras sessões de treino devem ser práticas, seguras, progressivas e simples.
  • O carrossel na sala de musculação.
  • ADICIONAR VALOR AO MERCADO
  • Relaxamento com base na meditação Vipassana
  • Revisitando as argolas como uma das melhores ferramentas para a parte superior do corpo.
  • As kettlebells
  • 10M3 – Os 10 Melhores Movimentos de Musculação.
  • A respiração do meio aquático aplicada na sala de musculação.
  • Como ensinar criando o diálogo.
  • A PNL – Uma ferramenta fundamental para o personal trainer.
  • Coaching e auto-coaching
  • LÍDERES NO FITNESS – PRECISAM-SE!
  • A melhor técnica de marketing para conseguir clientes de personal training, é ser um bom profissional de supervisão de sala de musculação, um bom professor de aulas de grupo, um bom professor de natação…
  • COISAS SIMPLES MUITO BEM FEITAS, DE FORMA CONSISTENTE, COM EMOÇÃO GENUÍNA, são a chave do êxito.
  • Cozinhar bem em vez de ter muitas receitas.
  • Treinos de 300 segundos são eficazes.
  • Os 4 magníficos: burpees, agachamentos, flexões de braços e abdominais.
  • Técnicas de alta intensidade.
  • O agachamento com o peso acima da cabeça e outros movimentos que implicam suportar peso acima da cabeça, são dos melhores movimentos para os abdominais.
  • Nos ginásios, vendemos atos humanos.
  • Lideramos pessoas, gerimos coisas.
  • O PERSONAL TRAINER É AQUILO QUE FAZ REPETIDAMENTE!
  • DIZ-ME COM QUEM ANDAS, DIR-TE-EI QUEM ÉS.
  • QUE LIVROS ANDAS A LER? QUE PROGRAMAS DE TV VÊS? COMO PASSAS O TEU TEMPO? PASSAS PELO TEMPO OU É O TEMPO QUE PASSA POR TI?
  • O exercício não é uma ciência exata. Tem algumas leis naturais (alguns princípios de treino) e muita arte na abordagem ao ser humano bio-psico-social..
  • MARCAR A DIFERENÇA!
  • Podemos controlar o tempo em carga em vez de repetições, ou as duas variáveis ao mesmo tempo.
  • Utilizar a frequência cardíaca com bom senso.
  • Há muitas formas de conseguir variedade no treino com poucos exercícios, mantendo a intensidade e eficácia do treino.
  • MOTIVAÇÃO = RESULTADOS.
  • A cadeia de excelência é uma ferramenta muito eficaz de PNL.
  • Mais acuidade sensorial nas relações e no treino faz evoluir qualquer profissional de uma forma significativa.
  • 5 princípios para lidar com as populações especiais.
  • Levantar peso do chão e colocar peso acima da cabeça, são ações fundamentais em qualquer programa de exercício.
  • Melhorar a comunicação connosco próprios para depois comunicar melhor com os outros é uma técnica fundamental.
  • O melhor personal trainer do mundo já é conhecido. Agora temos de o modelar.
  • A sala de troféus.
  • O mapa do tesouro.
  • A comunicação não verbal é a mais importante.
  • Âncoras.
  • Princípios de treino aplicados vs. Receitas.
  • O PERSONAL TRAINER É UM CRIADOR, NÃO É UM EXECUTANTE DE UM PROGRAMA DE PRONTO A VESTIR CRIADO NUMA FÁBRICA.
  • Cuidar da comunicação proxémica.
  • Estabelecer objetivos específicos, mensuráveis, desafiantes e agendados no tempo.
  • Educar o cliente.
  • O personal trainer pode ser comparado com um alfaiate, mas não com um pronto a vestir.
  • Mitos: treino para definir, treino para massa, perder gordura localizada, a musculação alarga os ombros…
  • Como explicar ao cliente e melhorar a sua auto-estima.
  • Análise cinesiológica dos movimentos, vs. 1000 exercícios de musculação.
  • O aluno autónomo vs. Aluno dependente.
  • Porque é que s sócios se mantêm nos ginásios.
  • Vender de forma automática.
  • Plano de marketing pessoal.
  • As pessoas estão fartas de ser enganadas com suplementos milagrosos, equipamentos especiais e “receitas” de treino.
  • Treinar é SAIR DA ZONA DE CONFORTO. Não basta simplesmente ir ao ginásio e dizer que treinamos duas horas com um equipamento muito bonito.
  • Anca larga vs. Traseiro descaído.
  • Peito alto, abdominal superior e outros conceitos inexplicáveis.
  • Liderar uma sala de musculação, implica por vezes mostrar que fazemos coisas que a maioria tem dificuldade de fazer: exercícios, explicações, etc.
  • Se movimentas mais peso com os braços do que as pernas, então há algo de errado.
  • As pessoas com que o personal trainer trabalha, são… Pessoas reais.
  • O estado dos seus glúteos, poderão ser diretamente proporcional à sua competência nos agachamentos e no peso morto.
  • Ter paixão por aquilo que faz e ter competências de liderança, são provavelmente as características mais importantes de um personal trainer.
  • Há perguntas muito poderosas. Um bom coach domina a arte de fazer perguntas.
  • A resposta que o personal trainer dá a estas questões podem resultar em ações… Interessantes: Como posso fazer deste dia um dia especial? Como posso fazer deste momento uma experiência inesquecível? Como posso simplificar aquilo que estou a fazer?
  • Contar histórias, saber desenhar e gerar emoção, são competências fundamentais de comunicação, porque o ser humano grava essencialmente sons, imagens e sensações.
  • O core-business dos ginásios é cardio e musculação sob vários formatos. Para tal é fundamental ligar atividade física e saúde, pensar na qualidade de vida das pessoas. Como os ginásios vendem atos humanos (serviços), as pessoas são as peças –chave do sistema, pois a relação sócio-funcionário é o fator mais importante para evitar a praga número um dos ginásios: o abandono. Temos de nos lembrar sempre que, somos aquilo que fazemos repetidamente a fim de manter a congruência entre as nossas palavras e os nossos atos. Se deixarmos a estética em segundo plano e nos concentrarmos em melhorar a performance dos clientes, iremos obter muito mais rapidamente as mudanças de aspecto que eles pretendem ver nos seus corpos. Para que isso ocorra não podemos abdicar dos princípios de treino. Um bom marketing interno, transformar os nossos clientes em nossos advogados, recorrendo ao boca-a-boca e às referências como ferramentas fundamentais para vender melhor o ginásio. Se houver dinâmica social se aplicarmos o conceito de tribo, conseguiremos transformar simples ginásios em fortes grupos sociais.

Waist line workout

This workout puts emphasis on your midsection. Also known as “core” area. Do this workout with intensity and you’ll feel the results in the next 12 weeks. Combine it with good sleep and good nutrition and you will also see your body changing.
  1. Overhead squats
  2. Overhead squats
  3. Deadlift
  4. Deadlift
  5. Thruster (front squats + push press)
  6. Thruster
  7. Assisted chinups
  8. Assisted chinups
  9. Assisted dips
  10. Assisted dips
  11. Situps
  12. Situps

Frequency: do it 2 to 3 times a week.

Intensity: 1 set per exercise; do as many repetitions as possible until safe muscular faillure between 60 and 90 seconds. Rest according to your fitness level and your effort tolerance.

Progression: a) increase repetitions or time under load of each set; b) decrease rest between sets and exercises; c) increase the load.

Algumas investigações sobre personal training

Uma intervenção individualizada é uma forma importante para o sucesso de alguns processos educativos em geral e na actividade física sucede o mesmo. Tem sido crescente o interesse de cientistas que realizaram trabalhos no sentido de verificar o sucesso do personal training como forma de mudar comportamentos (Maloof, Zabik, e Dawson, 2001; Mazetti, Kraemer, Volek, Duncan, Ratamess, e Gomez, 2000; McClaran, 2003; Wing, Jeffrey, Pronk, e Hellerstedt, 1996).

Este tipo de intervenção foi reforçado pelos resultados de alguns estudos científicos nos quais se verificou que a adesão ao exercício físico tende a ser mais elevada em grupos pequenos do que em grandes grupos (Massie e Shephard, 1971; Andrew, Oldridge, Parker, Cunningham, Rechnitzer, e Jones, 1981).

O personal training surge em grande parte pela falta de resultados das intervenções de grupo. Stalonas, Johnson, e Christ (1978); Pollock, Gaesser, Butcher, Després, Dishman, e Franklin (1998), assinalam a importância de individualizar os programas. Embora o trabalho individualizado não seja uma descoberta dos ginásios, foi popularizado por estes.

Apesar de sabermos que muitas pessoas não se comprometem com a frequência, intensidade e duração de exercício recomendadas para produzir benefícios psicológicos e fisiológicos de um programa de exercício físico (Glaros e Janelle, 2001), os professores devem promover a adesão ao exercício, desenvolvendo programas em torno dos gostos das pessoas (Thompson e Wankel, 1980), evitar prescrever exercício “by the book” para expedir ganhos cardiorespiratorios e de força porque podem promover o abandono (Annesi, 1996). No entanto, a variabilidade excessiva de um programa de exercício não está relacionada com o aborrecimento e não tem impacto na adesão ao exercício (Glaros e Janelle, 2001). Sobre este assunto, Cartoccio (2004) apresenta uma visão curiosa ao referir que: nos ginásios, onde deveríamos encontrar uma maior atenção ao corpo, encontramos uma atenção muito mais concentrada nos planos, receitas, programas que se aplicam ao corpo.

A situação do relacionamento entre utilizadores de ginásio e professores foi também o âmbito de estudo de outros autores que relacionaram a adesão com a personalidade dos professores. Wininger (2002) analisou as relações entre o prazer do exercício e as percepções de 296 mulheres que frequentavam aulas de aeróbica com quatro características do instrutor e cinco características da sala de aula. Características como a condição física do instrutor, a capacidade do instrutor comunicar as instruções e a ligação com outros participantes na aula, combinadas, contribuíam apenas para 17% da variabilidade do prazer no exercício físico. Annesi (1999) procurou avaliar se os traços de personalidade e os estilos de comportamento de 15 profissionais do exercício estavam associados com a adesão ao exercício físico dos seus clientes. O controlo estava significativamente correlacionado com a adesão dos clientes.

Num estudo realizado com 130 Instrutores de ginástica e musculação de ginásios de S. Paulo, cuja grande maioria tinha menos de trinta anos e só 10% tinha mais de 10 anos de experiência, foram inquiridos relativamente à sua formação profissional, Antunes (2003), verificou que alguns instrutores graduados em educação física consideravam esse curso pouco importante na sua preparação considerando a experiência prática mais importante para a capacitação profissional e muitos deles consideravam-se pouco preparados para assumirem determinadas funções ou para actuarem.

Referências Bibliográficas

Maloof, R., Zabik, R., e Dawson, M. (2001). The effect of use of a personal trainer on improvement of health related fitness for adults. Medicine and Science in Sports and Exercise, 33(5), s74.

Mazetti, S., Kraemer, W., Volek, J., Duncan, N., Ratamess, N., e Gomez, A. (2000). The influence of direct supervision of resistance training on strength performance. Medicine and Science in Sports and Exercise, 32, 1175-1184.

McClaran, R. (2003). The effectiveness of personal training on changing attitudes towards physical activity. Journal of Sports Science and Medicine, 2, 10-14.

Wing, R., Jeffrey, R., Pronk, N., e Hellerstedt, W. (1996). Effects of a personal trainer and financial incentives on exercise adherence in overweight women in a behavioral weight loss program. Obesity Research, 4, 457-462.

Massie, J., e Shephard, R. (1971). Physiological and psychological effects of trainning: a comparison of individual and gymnasium programs, with a characterization of the exercise “dropout”. Medicine and Science in Sports and Exercise, 3, 110-115.

Andrew, G., Oldridge, N., Parker, J., Cunningham, D., Rechnitzer, P., e Jones, N. (1981). Reasons for dropout from exercise programs in post-coronary patients. Medicine and Science in Sports and Exercise, 13, 164-168.

Stalonas, P., Johnson, W., e Christ, M. (1978). Behavior modification for obesity: the evaluation of exercise, contingency management, and program adherence. Journal of Consulting and Clinical Psychology, 46, 463-469.

Pollock, M., Gaesser, G., Butcher, J., Després, J., Dishman, R., e Franklin, B. (1998). The recommended quantity and quality of exercise for developing and maintaining cardiorespiratory and muscular fitness, and flexibility in healthy adults. Medicine and Science in Sports and Exercise, 30, 975-991.

Glaros, N., e Janelle, C. (2001). Varying the mode of cardiovascular exercise to increase adherence. Journal of Sport Behavior, 24, 42-62.

Thompson, C., e Wankel, L. (1980). The effects of perceived activity choice upon frequency of exercise. Journal of Applied Social Psychology, 10, 436-443.

Annesi, J. (1996). Enhancing Exercise Motivation: A guide to increasingfitness center member retention. Los Angeles: Leisure Publications.

Wininger, S. (2002). Instructors and classroom characteristics associated with exercise enjoyment by females. Perceptual and Motor Skills, 94(2), 395-398.

Annesi, J. (1999). Relationship between exercise professional’s behavioral styles and clients’ adherence to exercise. Perceptual and Motor Skills, 89, 597 – 604.

Antunes, A. (2003, Maio). Perfil profissional de instrutores de academias de ginástica e musculação. EFDeportes. Restaurado em 19 de Julho, 2007, de http://www.efdeportes.com/efd60/perfil.htm.

A Psicologia no Contexto do Exercício Físico e da Actividade Física

NOTA: o texto que se segue é o resumo da intervenção realizada na IV SEMANA DA PSICOLOGIA DO DESPORTO E EXERCÍCIO, organizada pelo Núcleo de Estudantes de Psicologia do Desporto da Escola Superior de Desporto de Rio Maior que decorreu no dia 25 de Março de 2009.

A Psicologia no Contexto do Exercício Físico e da Actividade Física

A psicologia é a ciência que estuda o comportamento humano e que, foi em tempos totalmente confundida com a motivação, que é agora apenas um dos conteúdos de estudo.

A motivação é uma força que nos move em direcção ao exercício regular ou que nos mantém estáticos no sofá. Uma força que nos move para dentro do ginásio. Para isso temos de nos mover e o motor-humano é o músculo que é alvo da acção dos que trabalham na actividade física.

Nos ginásios vende-se exercício de endurance e exercício intenso e de curta duração sob formatos diversos, com uma comunicação (marketing) cada vez mais agressivo na procura de colmatar os elevados abandonos de sócios, fazendo com que estes não retirem os benefícios físicos, sociais e psicológicos que do exercício físico que todo o mundo reconhece.

A realidade não existe, mas apenas a percepção ou diferentes percepções de acordo com os filtros com que cada indivíduo percebe o mundo à sua volta.

A percepção que os sócios dos ginásios têm, atribui uma elevada importância à relação sócio funcionário, quando comparada com o ambiente físico do ginásio ou outros factores individuais ou motivacionais.

A intervenção da psicologia procura mudar a associação de pensamentos que as pessoas têm sobre os ginásios, com o objectivo de criar uma percepção positiva destes locais de prática de actividade física e desportiva.

Assim, com a finalidade de regularizar a actividade física dos indivíduos, numa perspectiva da psicologia, temos de:

  • Encontrar formas de melhorar a aprendizagem dos sócios. Melhorar a comunicação no ensino dos princípios de treino.
  • Desenvolver métodos de trabalho eficazes:
    • Integração dos sócios no clube
    • Simplificar instrucções
    • Detecção e correcção de erros
    • Registos de treino.
  • Promover o desenvolvimento pessoal dos sócios ao longo da sua vida.
  • Contribuir para a mudança de pensamentos por parte dos sócios do clube.