Ironias de futebolistas

Alguns jogadores de futebol amador que fazem vida de profissional, quando eram profissionais, tinham um estilo de vida de amadores.

O vestuário do personal trainer

We are Ladies and Gentlemen serving Ladies and Gentlemen.

The Ritz-Carlton Hotel Company MOTTO

Um bom instrutor de sala de musculação, não necessita ter uma roupa diferente para se identificar, porque a sua linguagem corporal pode facilmente denunciar que é o líder da sala. Foi assim durante muitos anos. Se alguém entra, o supervisor de sala (instrutor), dirige-se a essa pessoa. Até porque, se os procedimentos do ginásio forem adequados, as primeiras sessões de treino, serão por marcação e os clientes conhecerão o professor que lidera o espaço. Pessoas que chegam de novo, como fazemos em nossa casa, no nosso trabalho, logo as apresentamos aos presentes e o professor deve apresentá-las às outras pessoas que usam o ginásio nesse horário.

Mas, nós queremos mais do que comunicar de forma não verbal. Queremos dar uma imagem de profissionalismo também através da nossa indumentária, bem como dar a ideia que pertencemos a uma equipa.

Posso dizer que num dos ginásios onde coordenei atividades, consegui que os professores em sala (não estou ainda a falar de personal training) usassem sapatilhas, calções e polos de uma marca famosa que equipa tenistas, o que dava uma imagem de grande qualidade e mudava claramente o estado de qualquer professor de educação física que vinha da escola, ou do treinador de futebol que vinha trabalhar em part-time. Se o personal training é um serviço gourmet, o mais caro do ginásio, então o standard, poderá ser mais elevado ainda do que o deste exemplo. Mas como considero que na atualidade, a maioria dos locais faz no serviço de personal training menos do que faziam há uns anos atrás com todos os clientes sem terem de pagar personal training… Acho que podemos recuperar algumas ações e adicionar outros cuidados.

Por vezes, se trabalhamos business to business, a empresa (ginásio) para quem trabalhamos, impõe uma certa forma de vestir. Devo dizer que me agrada pouco a forma desplicente como esse aspecto é tratado no personal training de vários locais onde pagamos mais de 40 euros por um treino personalizado. Por isso deixo algumas indicações que considero pertinentes se desejarem adicionar valor ao vosso serviço.

Roupa

  1. A roupa deve facilitar a execução de exercícios.
  2. A roupa deverá ter um aspecto limpo e profissional.
  3. A roupa não deverá intimidar os clientes.
  4. A roupa deverá estar próxima dos padrões da moda, mas sempre refletindo o nosso jeito de ser, o nosso estilo. Usando a palavra da moda: a nossa identidade.

Supostamente, o serviço de personal training é o mais caro que se vende num ginásio. É algo gourmet, é um serviço cinco estrelas. Como se vestem os profissionais de um hotel 5 estrelas?

A roupa do PT deverá transparecer qualidade, mas nunca ser transparente 🙂 A roupa de qualidade mantém bom aspecto após muitas lavagens.

Acho que nem era preciso abordar o tema das sapatilhas, pois vejo frequentemente as pessoas investirem 150 euros ou mais no calçado e daí para cima resolverem o problema com 10 euros. Mas o fundamental das sapatilhas é serem somente utilizadas dentro do ginásio para o serviço de PT, mantendo um aspecto novo e limpo.

Como a roupa faz parte da comunicação e vendemos atos humanos, é importante orçamentar isso no plano de negócios e plano de marketing, sendo considerada também uma ferramenta do PT. A roupa é parte integrante do serviço.

Roupas demasiado largas ou demasiado justas, roupas que exibam partes do corpo, por muito atraentes que sejam para uns, vão causar inveja noutros e afastar muito mais clientes do que aquilo que pensamos. Se és homem e atrais mulheres com os teus braços, afastas muitas mais. Se atrais homens com os teus glúteos a transbordar de uns calções, com as tuas leggings transparentes e que abraçam as nádegas… Recorda que tem esposas, namoradas e possíveis clientes a fugir de ti. Algo neutro e sóbrio é melhor solução. Se tens confiança no teu corpo, guarda-o para a intimidade.

Cuidado com roupas controversas, devido a mensagens escritas, grandes logos, imagens agressivas, associações a clubes de futebol, a ideias polémicas, etc.

Procurem ter sempre roupa extra de substituição. Algum problema com nódoas, cheiros, situações imprevistas e no caso de trabalharmos muitas horas, convém ter a possibilidade de substituir algumas peças de vestuário. Nesse sentido, aproveito para referir que uma pequena toalha por cliente, faz parte da indumentária, para quando tivermos de tocar de forma prolongada o aluno. Uma por cada cliente! Nunca uma por dia, manhã ou tarde 🙂

O look

Antes de entrar em palco, o cabelo cortado, cuidado e limpo, a barba aparada, como se fossemos ser filmados ou fotografados.

Depois temos o sentido do olfato. Beber água frequentemente e usar algum tipo de rebuçado refrescante, podem ser boa solução para o hálito. Os dentes limpos também podem atrair ou afastar pessoas. Nada de chicletes, porque os clientes também não treinam com nada na boca, pois isso impede uma boa ventilação. O desodorizante estará sempre no seu lugar. Aqui dou uma dica: usem roupas de algodão porque irão dar menos problemas com a transpiração. Verifiquem regularmente e perguntem aos colegas pelo vosso “aroma” e aspecto geral.

Por falar em aroma… Estão todos a pensar em perfumes. Cuidado! Aromas fortes incomodam quem não gosta, atraem o que não queremos e sobretudo podem transferir-se para as outras pessoas, criando situações desagradáveis, pois podemos perceber que estiveram em algum local ou com alguma pessoa. Recordam-se dos cafés com fumo? Como eu adorava as esplanadas nos anos 90 🙂

As unhas limpas e de um tamanho que não cause danos é sempre de agradecer. São as extremidades dos nossos membros, ficam muito descobertas e tocam frequentemente as pessoas. Todos conhecemos gente que adora mãos e logo repara nelas 🙂

Resumindo: aspecto simples, modesto e profissional, porque marketing é tudo aquilo que fazemos para criar uma relação comercial com alguém.

Recomendo que frequentem serviços 5 estrelas, serviços de qualidade para absorverem esse tipo de energia, subir os standards e perceberem melhor a importância que todo o tipo de detalhes tem nos atos humanos 5 estrelas, onde o nosso visual tem um impacto muito importante.

Personal Trainer – As 11 Estratégias Top Para o Sucesso

Reunimos neste pequeno texto algumas estratégias que sempre funcionaram independentemente dos ambientes, das pessoas e dos locais onde operamos ao longo destes 30 anos, durante milhares de horas, com milhares de pessoas diferentes.

1. Foco

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Vivemos hoje uma época de distracção. Solicitamos concentração, mas estamos muito treinados na distracção. O crossfit veio contribuir para maior ênfase em variedade, mas é impossível sermos bons em tudo. Por isso, a primeira grande ideia é focarmos a nossa atenção numa coisa de cada vez. Esse é o mesmo conselho para quem quer ser bom no crossfit: passar uns meses dando prioridade a um movimento, depois outra temporada a outro e assim sucessivamente. Dessa forma, se seleccionar bem os movimentos que aparecem na maioria dos WODs, será sempre mais bem sucedido do que aqueles que procuram progredir ao mesmo ritmo em tudo.

O personal trainer é um treinador gourmet. Deveria ser um profissional com boa formação e muita experiência, para poder fazer um fato à medida como faz o alfaiate ou criar pratos únicos e saborosos como um bom chef de cozinha. Para tal, tem de focar a sua atenção numa pessoa só. Toda a atenção. Se tiver 2 clientes em simultâneo está com um pequeno grupo, não é treino personalizado.

O personal trainer não é especialista em boxe, massagem, mobilidade, força, ginástica… Pode ter bons fundamentos em diversas áreas, mas haverá sempre uma base de trabalho.

Pessoalmente, considero que a minha especialidade é conseguir integrar bem as várias áreas do conhecimento como marketing, psicologia, sociologia e biologia durante um treino com uma pessoa. Por ter nascido como treinador no campo de futebol, crescido no ginásio, piscina e em escolas portuguesas, a experiência obtida nesses ambientes, é obviamente uma base de intervenção no meu trabalho. Suportado pela formação académica em educação física, gestão desportiva e psicologia, não esperem que eu invente nos meus treinos com artes marciais, dança ou brincadeiras com bolinhas e elásticos 🙂

2. Disciplina + Método + Controlo

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Existem 3 grandes razões pelas quais as pessoas necessitam ajuda de um coach, de um explicador, de um tutor, de um treinador:

a) Falta de auto-disciplina. A capacidade de cumprir uma rotina, um plano, de treinar quando está mais cansado, quando faz sol ou faz chuva.

b) Falta-lhes um método adequado para as suas necessidades. Quando temos 16 anos e vivemos em casa dos pais, quando andamos cheios de entusiasmo por sermos iniciados e temos 2h por dia para treinar, acabamos por usar todo esse tempo. Mas quando começamos a trabalhar, quando temos filhos e vida familiar intensa, a disponibilidade física, mental e temporal é diferente. O método usado para treinar 2h por dia já não serve. Embora as leis naturais sejam as mesmas, embora os princípios de treino se apliquem em ambos os casos, a realidade é bem diferente. É possível evoluir com 3 treinos por semana de 1h, mas o indivíduo que só sabe treinar com 2h por dia em 6 dias por semana, acaba por abandonar muitas das vezes por não poder aplicar o único método que conhece.

c) Por último, as pessoas não têm auto-controlo. É aí que entra o registo de treino, é ai que entram as aplicações de telemóvel, os diversos gadgets de punho, ou os anéis de controlo de atividade que procuram ajudar a criar disciplina e controlo.

3. Técnica => Intensidade => Endurance

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Um dos problemas da popularidade das corridas, dos trails ou do crossfit, é a falta de progressão e o excesso de volume numa fase precoce. Se mal dominamos a técnica e procuramos colocar demasiada intensidade e volume, arriscamos lesão. Enquanto não dominamos a técnica, não podemos colocar essa técnica sob stress (ex: efetuar muitas repetições em pouco tempo ou efetuar a técnica mal dominada no mínimo de tempo possível). Quem tem melhor técnica gasta menos energia. Isso é fácil de verificar na natação. Se eu dominar a técnica e procurar executar sob stress, consigo manter um padrão de movimento que respeite a física e a anatomia e assim, poder perdurar no tempo (endurance).

4. Física + Anatomia + Princípios do Treino

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As metodologias de treino podem ser muito diferentes, mas se não respeitarmos as leis da física, será tudo mais difícil de executar e arriscamos rapidamente lesão. Imaginem no agachamento, no press e no peso morto, uma barra que não está alinhada com o meio do pé. Dificulta imenso o exercício e obriga a tensões em pontos do corpo que não estão preparados para tal. O desrespeito pelas funções musculares e articulares, também leva a invenções de exercícios, técnicas que obrigam a um esforço inadequado de músculos que supostamente não deveriam ser os principais mobilizadores do movimento, desconforto generalizado e lesões muito comuns nas desproporções de trabalho parte superior com parte inferior do corpo, músculos de empurrar e músculos de puxar, etc.

Se me pedirem para verificar se o plano de treino B está bem feito, a primeira coisa que vou fazer é certificar-me que respeita as leis naturais do treino. Aliás, os princípios do treino deveriam ser aprendidos na prática por todos os clientes: sobrecarga, ação retardada e reversibilidade são muito desrespeitados pelos profissionais na criação de rotinas de exercícios.

5. Stress + Recuperação + Adaptação

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Treinar é sair da zona de conforto, é fazer algo ao qual não estamos habituados. Aplicamos assim um estímulo. Se deixarmos que o corpo recupere, este poderá produzir mudanças para se adaptar às novas exigências impostas por esse estímulo. Se treinarmos com demasiada frequência e não deixarmos os corpo recuperar, não haverá mudança positiva. Muitas metodologias de treino baseadas em grandes volumes e grande variedade de exercícios, não permitem uma recuperação adequada, gerando por vezes retrocesso, doença, overtraining, que são de certa forma, adaptações indesejáveis.

6. Seres bio+psico+sociais

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Uma pessoa quando treina, não é só um ser físico, mas cada vez mais assim é tratado pelos profissionais da atividade física: como se fosse um conjunto de interações bioquímicas condicionadas pela sua genética. Mas os fatores ambientais são responsáveis por mais de 70% daquilo que é o indivíduo. O estado de humor, o comportamento, a personalidade e os aspectos que conhecemos como psicológicos, têm de ser tidos em conta na hora de treinar pessoas. Por isso uma sequência de repetições 10-9-8…+1 funciona melhor com uma pessoa com perfil de afastamento. A cultura geral e desportiva, os factores familiares e socio-económicos, também condicionam a elaboração de um programa de treino, porque o ser humano é um ser social e as suas interações com outros indivíduos alteram positiva ou negativamente o seu estado. Esta abordagem bio-psico-social, tem vindo a ser cada vez mais utilizada na medicina também (felizmente). 

Muitos programas de treino esquecem que as pessoas fazem parte de um mundo real, não de um mundo utópico em que vivemos para treinar. As pessoas têm filhos, emprego exigente, deslocações, situações que não controlam (stress), dificuldade em preparar refeições e conseguir tempo de treino diário em slots exagerados de horas e horas como se fossem profissionais.

7. Coisas simples muito bem feitas com emoção

barbell on the floor
Photo by Leon Martinez on Pexels.com

Como em tudo na vida, são as coisas simples, muito bem feitas, de forma consistente que nos levam ao êxito. São os movimentos básicos repetidos de forma impecável e progressiva que nos levam de iniciados a intermédios ou avançados. Não são os exercícios de detalhe, os movimentos de reabilitação aplicados em pessoas saudáveis que  lhes vão melhorar significativamente o seu estilo de vida, a sua performance desportiva ou criar o bem-estar que procuram. Se aos movimentos básicos adicionarmos progressão e começarmos a gostar daquilo que fazemos, então o êxito está mesmo garantido e a sobrevivência assegurada.

8. Rapport + Comunicação VAKOG no aquário

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Muito antes de conseguirmos comandar, de acharmos que vamos impôr determinados exercícios ou um conjunto de repetições, temos de estabelecer rapport com um cliente, encontrar pontos comuns e definir uma base de comunicação visual, auditiva, cinestésico e olfativa para ajudarmos a pessoa a ir do seu estado atual para o estado desejado. Tudo isto, conscientes de que atuamos numa área de serviços, na qual se vendem “atos humanos” e onde estamos permanentemente sob observação de outros clientes e de outros profissionais. Aqui não há treinos à porta fechada, a não ser no domicílio dos clientes (situação que só recomendo em circunstâncias muito especiais e de preferencia se eles tiverem um espaço próprio de treino).

8. Força é a base

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A força é a capacidade base de todas as outras capacidades que conhecemos por velocidade, resistência, equilíbrio e agilidade. Mesmo a capacidade de coordenar várias ações motoras irá depender de algum nível de força. Podemos dizer que, se queremos carregar um camião com 50 fardos de palha, temos de ter força para carregar um fardo de palha. Sem isso não conseguimos completar a tarefa. Se queremos equilibrar-nos em cima de uma plataforma instável, temos de ter força para nos segurarmos numa plataforma estável. Por isso, é importante não colocar uma pessoa em cima de um situação instável; não colocar ninguém a saltar para cima de uma caixa antes de ser capaz de fazer 40 ou 50 agachamentos, correr à máxima velocidade (sprint) antes de ser capaz de fazer corrida lenta durante alguns minutos; agachar com barra antes de ser capaz de agachar em amplitude total com o seu peso corporal; de fazer “pino” antes de ser capaz de fazer 5-10 flexões de braços; fazer kipping toes to bar ou pullups antes de ser capaz de ficar suspensa cerca de um minuto na barra; fazer snatch antes de fazer overhead e peso morto com boa técnica e nível de força próximo do seu peso corporal, etc, etc, etc. Qualquer programa de treino de jovens ou idosos, terá como base o treino de força. Por isso, quando não vemos agachamento, press, peso morto, elevações ou uma progressão destes movimentos básicos, será difícil e arriscado efetuar com segurança outro tipo de movimentos que exijam mais coordenação ou velocidade.

10. Mudar estados – mudar hábitos

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Para resolver problemas, temos de mudar o estado em que abordamos o problema. Perder peso, melhorar, saúde, melhorar condição física, ter mais energia, diminuir stress, tudo implica mudar estados. E mudar estado do professor pode influenciar a mudança de estado no aluno. Mudamos estados, mudando o nosso foco, pensando noutra coisa, mudando a forma como representamos a realidade na nossa mente em termos de sons, imagens e sensações. Mudamos estados, mudando a forma como nos movimentamos, a forma como respiramos, a nossa postura, a nossa expressão. Para ajudar a mudar o comportamento de uma pessoa, o primeiro a mudar somos nós.

Reconhecemos que todos querem um processo rápido de mudança física e mental, por isso a indústria do fitness investe milhões em dispositivos e dietas milagrosas, para ir de encontro às necessidades dos clientes ou para criar necessidades não existentes nesses mesmos clientes. Basta ver a parafernália de acessórios que as pessoas levam para um treino no qual a sua demonstração de força ou condição física geral é medíocre.

Tudo o que se contrói rápido, destrói-se depressa. Processos rápidos e drásticos de perda de peso, rotinas de treino militares aplicadas a sedentários, muita imposição e uma permanente e violenta saída da zona de conforto, não costumam criar mudanças a longo prazo. Mudar hábitos, sempre foi a solução. A ciência diz-nos que podemos tardar entre 21 a 128 dias a alterar um hábito. Daí que seja necessário focarmos-nos num hábito que tenha grande impacto nas nossas vidas e trabalhar essa questão, em vez de tentar tudo ao mesmo tempo.

11. Progresso = Sucesso = Felicidade

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Progresso é o objetivo do treino. Por isso é mais fácil ter êxito numa atividade em que haja uma forma fácil de mensurar o progresso em termos de tempo, carga ou distância. Daí a procura da balança como forma de medir progresso nas pessoas que pretendem ser mais magras.

Progresso significa aplicar o já mencionado princípio de sobrecarga ou da intensidade. A pessoa que pega em mais peso é sempre maior e mais forte. Será muito difícil medir progresso no trabalho complexo com elásticos, nas aulas onde a confusão entre a preocupação coreográfica e a aplicação dos princípios de treino é evidente.

Embora a felicidade deva ser algo interior, sabemos que está intimamente ligada ao sucesso, ao auto-conhecimento, à perceção de sermos capazes de fazer algo, de resolver um problema ou vencer um obstáculo. Daí que progresso, sucesso e felicidade, estejam interligados.

As vendas são naturais quando o serviço é bom. Se os clientes estiverem satisfeitos, eles vão recomendar. Reparem que os negócios bem sucedidos fazem pouca publicidade (não necessitam dizer: “-Eu sou bom!”).

Bons treinos!