A Visão de Mark Rippetoe do Treino Funcional

Neste vídeo, Mark Rippetoe* aborda aquilo que agora se designa por treino funcional. Procurei resumir aqui a sua intervenção,  porque a visão atual do treino funcional me parece um enorme saco onde cabe tudo sem grande fundamento científico ou empírico e porque é importante dar uma visão diferente daquela em que vemos treino funcional como um conjunto de exercícios onde se usam plataformas instáveis e elásticos, com movimentos de rotação e uni-laterais. Raramente se abordam no treino funcional situações como caminhar, levantar peso do chão, transportar peso, colocar peso acima da cabeça ou mesmo agachar contra uma resistência significativa. Será que convém ao treino funcional evitar movimentos clássicos e exercícios com pesos porque dessa forma não vende elásticos, bolas, barreiras e escadas de coordenação?

Para refletir, ficam então as ideias do autor que começa com algumas definições:

Treino de Força – Implica expor o corpo a um stress que envolve produção de força. O treino de força produz alterações estruturais no corpo. Músculos maiores, ossos mais densos, alterações no tecido conjuntivo, controlo metabólico, eficiência neuromuscular. O processo de aumento de força demora mais mas mantém-se mais tempo.

A endurance, fundamentalmente se baseia em manipular a química, produzindo alterações metabólicas. O processo de melhoria de endurance, é mais rápido, mas desaparece mais rápido.

Skill (habilidade motora; técnica) –  É a capacidade de repetir um padrão motor que está dependente de precisão.

Rippetoe vai buscar o exemplo provocador da maratona e do beisebol. Sobre os quais tece os seguintes comentários:

  • A maioria dos desportos requerem skill, com a possível exceção da maratona 🙂
  • O beisebol tem um componente técnico muito mais exigente do que a maratona.
  • No beisebol o pitcher atira uma bola de cerca de 150gr a uma distância de cerca de 18m de comprimento numa amplitude de cerca de 15cm. Implica atirar a bola para uma pequena área de receção do catcher com determinado percurso de movimento. Como se desenvolve esse skill? Usando um processo a que chamamos practice (praticar, treinar). O skill leva muito tempo a construir. Para sermos bons a atirar a bola, necessitamos de efetuar milhares de repetições corretas.
  • Ao contrário acumulação das adaptações fisiológicas (da força), o skill é extremamente dependente da especificidade da performance.
  • Se o skill consiste em atirar uma bola de 150gr, será que atirar uma bola de 190gr será um bom treino para esse evento? Não.
  • Atirar uma bola de 250gr ajuda a ser melhor a atirar uma bola de 150gr? Não.
  • Que se treina ao atirar uma bola de 250gr? Treina-se atirar uma bola de 250gr, que significa atirar a bola mais lentamente.
  • Praticar o swing com um taco pesado torna-nos melhor a fazer um swing com um taco oficial? Não! Movimentamos o taco de forma mais lenta.
  • De que depende o beisebol? Timming! Treinar com um timming que não é específico da performance.

Mark Rippetoe conclui:

A prática/treino, tem de ser específico para o evento.

O treino tem de ser específico para a adaptação que queremos.

Existe força para beisebol? Não! Existe forte!

Agachamos, fazemos peso morto, press, supino para ficarmos fortes.

Se queremos tornar alguém mais forte não adicionamos gramas ao taco ou à bola.

Por isso, o treino funcional não é treino nem prática. Nem é skill specific nem melhora força. Por isso é uma perda de tempo. Todos os atletas sabem que é uma perda de tempo.

Polémico como sempre, mas toca na “ferida” das definições, no problema do transfer dos exercícios realizados sob o tema “treino funcional” e na falta de respeito para com a anatomia e as leis da física.

*Treinador há mais de 40 anos e autor de vários artigos e do livro mais famoso de treino de força: Starting Strength.

2012s números de 2012

Os duendes de estatísticas do WordPress.com prepararam um relatório para o ano de 2012 deste blog.

2012-emailteaser

Aqui está um excerto:

19,000 people fit into the new Barclays Center to see Jay-Z perform. This blog was viewed about 77.000 times in 2012. If it were a concert at the Barclays Center, it would take about 4 sold-out performances for that many people to see it.

Clique aqui para ver o relatório completo

My first MURPH

In 1h 24m 03s, I did crossfit workout named Murph:

  • 1600m run
  • 100 ring chin-ups
  • 200 pushups
  • 300 squats
  • 1600m run

I did running first, then all chinups, all pushups and all the squats before I ran again. It’s also possible to mix pushups with squats and chinups. The original workout is done without rings.

Real challenge or… Crazy workout?… Inspiring…?

Sometimes we decide to challenge ourselves. That’s what I did tonight:

This was the workout:

  • Overhead squats 2x10x60kg
  • Clean and press 6x60kg – 5x60kg – 4x60kg – 3x60kg – 2x60kg

Here are the videos of the first set of each exercise: